BAE YEJUN
Faceclaim: Im Changkyun - Monsta X.
Data de nascimento: 07/08/1997, 25 anos.
Nacionalidade: Coreia do Sul, coreano.
Ocupação: Atleta.
Esporte: Futebol - Zagueiro central.
Fraternidade: Draco.
Gênero: Homem cis.
Qualidades e defeitos: Ágil, autoconfiante, arrogante e sarcástico
TW: Violência, negligência parental.
Background:
Tudo originou-se do escuro, quando não havia nada no início além da escuridão estranhamente acolhedora, cercando um nada num grande vazio até que surgisse algo, tão incerto o começo como o fim, despontando a dúvida mesmo quando havia apenas o nada. Yoonah não era familiarizada com a sensação, mas teve de aprender a aceitar e acolher as próprias trevas que a cercavam por cada canto da pele, subindo até o pescoço. Nunca desejara uma criança, acreditava que seus planos eram dispersos demais para algo tão comum e rotineiro como formar uma família, gerar uma vida em seu ventre e transformar a vida deste na sua própria. Gostava de viajar, aventurar-se pelos lugares mais incomuns e poder sentir o vento cortar-lhe a face e despontar no peito a risada que tinha gosto de liberdade, como um pássaro que havia descoberto recentemente como suas asas funcionavam e como a liberdade, de fato, era ainda mais acolhedora. Mas Yoonah descobriu da pior forma que nem só calorosa era a escuridão que tanto gostava de envolver, descobriu que ela poderia ser aliciadora e trazer para a superfície todo o mal que sequer sabia existir, assim como a vida que carregava no ventre.
Tudo permaneceu no escuro, a recém e jovem matriarca descobriu no cômodo soturno que não existia amor verdadeiro para as pessoas que naquele lugar permaneciam, a gravidez inesperada e tão jovial despertou o ódio e repulsa nos pais que lhe davam sempre o mundo, as orbes duras mostrando a reprovação daqueles que puderam tirar-lhe tudo em um instante. De repente não lembrava com exatidão quando o único brilho prateado que enxergava com ternura no sorriso da figura que conheceu como similar a si passou a desaparecer, tornando a escuridão gélida a cada vez que seu corpo modificava-se de maneira indesejada, tornando o casal unido por contragosto cada vez mais frio e distante. A partir do momento que lembrava-se então, Yejun tão esquálido para pouca idade, descobriu que não era nem nunca sequer fora bem-vindo naquela família e muito menos naquele mundo, quando tudo que recebia do pai eram olhares cortantes nas poucas vezes que estavam presentes sob o mesmo teto e o alimento, educação e roupas da mãe que aqueciam-lhe a derme mas nunca faziam parar de tremer os dígitos e aquecer o coração. A audição sempre tão apurada nos ouvidos curiosos faziam despertar a agilidade nas pernas para esgueirar-se no quarto próximo a escada, escutando sempre choros e grunhidos abafados que o sentido infantil não sabia diferenciar qual era a fonte, muito menos se era algum sofrimento. Era fácil para Heejun ameaçar da mulher, tão mais nova que si, tão dependente e frágil sob seus dedos apertados que marcavam-lhe a pele clara do roxo tão doloroso que Yejun notava, mas não entendia, até questionar o que eram e ter mais uma mentira obscura invadindo-lhe pelas pequenas orelhas e penetrando no cérebro, fazendo temer no próprio quarto escuro a criatura peçonhenta que alimentava-se de minhocas, cujo segundo a mãe, tinha que diariamente alimentá-la. A mentira criada para proteção do próprio filho esgueirou-se maciça e intocável por anos suficiente para que o medo diminuísse aos poucos, de maneira ínfima, entretanto suficiente para a inocência e esperteza infantil traçarem um plano que em sua mente seria ótimo para que a mãe pudesse sorrir mais e estar mais próxima de si. Decidiu sozinho que iria acabar com a vida do monstro que escondia-se no quarto abaixo das escadas, assim como os heróis que tanto lia nos quadrinhos sob a sombra da árvore no quintal faziam com frequência. Ansiou para que a figura paterna desaparecesse de sua vista e apressou-se para procurar a arma que vez ou outra o homem trazia para casa devido ao trabalho, os pequenos dedos alcançando o cabo gelado que parecia bem mais pesado e difícil de se entender que nos filmes e desenhos que assistia, mas não desistiu; permaneceu abaixado atrás da porta até que os ruídos diminuíssem, um punhado de minhocas numa mão e o próprio destino na outra, selado ao momento que absorvera o silêncio e empurrara a porta, apertando trêmulo o gatilho que acertara acidentalmente o próprio progenitor, que descobriu ser o único monstro que habitava aquela casa.
Tudo tornou-se ainda mais escuro e incerto, os dias, semanas e meses seguintes passaram como flashes borrados de uma câmera instantânea quando saíram mãe e filho porta afora com somente as peças que vestiam-lhe o corpo, migrando entre pousadas e restaurantes afastados até que o dinheiro escasso tornasse invisível, restante para apenas um bungeoppang em uma barraquinha que costumavam frequentar, e apesar de toda correria e angústia de ser uma fugitiva, para Yejun aquele foram os melhores momentos que viveram, afinal, estavam finalmente juntos. Mas viviam na escuridão, afinal. Não era mais um grande vazio e agora sofriam as consequências que jamais abandonariam-os. Aquela fora a última vez que vira sua mãe, enquanto comia a segunda mordida do peixinho favorito e a mulher lhe dera um beijo na testa, com lágrimas escorrendo pelo rosto sem controle algum de como segurá-las. Ela desapareceu quando dissera que iria ao banheiro e ordenou para que Yejun se cuidasse e lembrasse dela, entregando-se para o carro de polícia estacionando ao lado contrário da parte onde estavam. Yejun permaneceu observando o céu escurecer aos poucos e os pequenos pontos estrelados surgirem no véu, sendo acolhido pelo casal de senhores que notaram o abandono da mãe e o levaram para delegacia após alimentá-lo melhor, lamentando que não podiam cuidar da criança indefesa pela idade avançada, o que acarretou em todo o processo pela assistência social, decorrendo por fim na moradia em lares provisórios até que encontrasse enfim um lar, uma família. Yejun fora acolhido nos braços de uma médica que sonhava tanto com a maternidade, que entretanto, a infertilidade lhe impedia de realizá-lo com naturalidade em seu ventre. Diante do acaso, ou destino, Jihye cedeu ao pedido do marido para que tentasse ao menos visitar um dos inúmeros lares que haviam na região, acalentando uma pequena criança que assim que seus olhos avistaram-na, o coração acolheu como sua. O processo fora rápido devido toda influência da família adotiva e logo o garoto tinha um lar e grande parte de tudo que sonhou no tempo que passou no abrigo, tinha pais que estavam presentes ao seu enlaço por todo resto de infância e a adolescência, que surgiu como um divisor de águas. Yejun tornava-se cada dia mais fechado por conta dos pesadelos que o assombravam com um passado turvo que ele sequer sabia serem reais, porém como o pai adotivo sempre estava por perto e mesmo antes de sequer adotar uma criança, decidiu ajudá-lo a sentir-se melhor de certa forma, e como era treinador, passou a adotar sua técnica de treinamento e instruir melhor a facilidade que o filho já tinha no futebol, fazendo florescer o desejo que estava escondido há muito; pela felicidade de ambos, Yejun era ótimo e sua estrutura física o auxiliava na posição que jogava, despertando em si a vontade de ser sempre o melhor e estar no topo, além da sensação de se estar vivo enquanto corria pelo gramado. Como tinha uma boa base, logo estava no competitivo júnior e traçando um caminho novo após ingressar na faculdade que não apreciava tanto. Por sorte e talento, em um dos amistosos de sua universidade, um olheiro do centro esportivo mantinha seu assento reservado na arquibancada, procurando pedras que poderiam ser lapidadas para descobrir preciosidades, mas encontraram o Bae, uma joia escondida num mar de escuridão.
OOC: +18.
@HN97YJ




















