[Ensaio] por Iah Bahia
ponto 1
a experiência cotidiana mudou.
desde que a reclusão
e a direção se internaliza
para dentro
a casa como grande interiormente dos sentidos
escapar se tornou perigoso
é maçante as políticas de mortes
a um vírus letal que lá fora
que se pegar, queimou
tenho talvez tido pego
um dos sintomas que bateu em mim
peito aberto e peito rasgado
mas falando de interdisciplina
fiquei longe dela por um tempo
minha experiência cotidiana s
se partiu do sair pra fora
a cidade e urbanidade
cosmovisou meu cotidiano
a pesquisa nos cantos
e dos cimentos
antes pela sua superfície
é bom perceber que nasce
nas rachaduras
cotilédones
ponto 2
cimentado pelo concreto
o que cobre a terra com sua superfície?
quais são os efeitos do processo modernista
na construção do seu mundo cimentado ?
não seria essa pergunta sobre a matéria
que deveria se perguntar quando se trata
da decolonialidade?
.
ponto 3
dai a matéria jogada por ai
que vem de constante aterramentos
vem se dado como um fruto
do que brota das casas.
volta para o seu sitio "natural"
=fazer arte com lixo*
o estrume do que não nos desgusta mais
o mastigamento de uma cultura
apropriada do que antes se chamava
natureza.
ponto 4
a casa transforma
a corpa também.
a vida transiciona.
e nada é concreto.
ponto 5
imaginação como ficção da matéria
ou ficcionalizar para criar novos mundos.
primeiro ao corpo interno
depois o corpo externo
o mundo fora
e o mundo dentro.
segunda pele,
estruturas e imagens.
ponto 6
genealogia experimental Breve ensaio sobre cotidiano e indisciplina por Iah Bahia

















