[Ensaio] por ige

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he wasn't even looking at me and he found me

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@praticastransindisciplinares
[Ensaio] por ige
[Ensaio] por Pétala Concentino
Remix - Rebanho.
Estética DIY, sem polimento, imediato, como um soco na cara - Jacolby Satterwhite.
Errogênese - Jota ~ Erogênese - Bensusan / Eros - Desejo - errorismo - arte do não-catalogado - Fora da casinha.
Fracasso de projeto de monge. - Jota
Artista fracassadx - Pêdra Solange Tô Aberta Costa - Tanta criatividade e festa, para que apenas duas formas possam existir para comemorar: ou ser homem, ou ser mulher. … A outra pessoa não é uma propriedade, mas uma floresta de possibilidades, onde vive uma fauna e flora riquíssima. … Empodere a estranha.
Bruma - Eu mato o branco dentro de mim que empurra o meu corpo a uma binariedade que não é suficiente.
Tentativa atrás de tentação - Bensusan
Eros é Eris, Eris é quebradeira - Heráclito / Eris = Deusa da discórdia.
Saideira nada, eu quero é quebradeira. - Danna Lisboa
Bebe mais, amiga! - Banda Recalque
Suruba Celestial - Rainhas do Babado
Antiesteticismo Burguês - Bruna Kury - Coiote
Seguir a maquiagem a partir do erro - Carmem Lavou
Erro Clandestino - Tertuliana Lustosa
Poesia de gênero - Bafo 12 - Tertuliana Lustosa
Tirar o podre dos conceitos pra poder se alimentar, e vai criar, reiventar, experimentar. - Mogli Saura
Tudo é prótese - Paul Preciado
Cinema é a prótese do sonho.
Robô da indisciplina - Obrigatório & Proibido
Vídeo Robô da indisciplina - Obrigatório & Proibido Música “Aos Olhos do Pai” de trás pra frente ou versão Alvin e as Esquiletes. Foto minha “na vibe diy punkzinha experimental” (rodriguez, kake <3). Viseira? Obrigatório e Proibido piscando.
Ao Olho do Cu.
Experimentação no Omegle - Robô da indisciplina - viseira, sem camisa, peruca cheia e platinada - placas de Obrigatório e Proibido.
Breve ensaio sobre cotidiano e indisciplina por Pétala Cocentino
[Ensaio] por Zimtese Guimarães
escuta da escuta quando não há escuta
há afirmação há assertividade
há hipocrisia há encruzilhada de estado de ser
aqui é por tanto tempo que o crescimento da mãos a estagnação e juntas caminham a beira do mar-eu
se pelo menos a areia esfoliasse a acne do rosto e o quebra-ondas-saliva matasse a sede de validação
autodesvalidação
antes de me jogar me pergunto se é frio na água
sempre soube que é
simbolizações
simulo som do real
real existente no corpo
ritual de passagem
passagem entre estados tão maiores que a mera existência dificulta dar nome aos bois
sete cabeças e seiscentos dentes
fardo
um pouco demais pra mim
me pergunto qual a distância ainda existente entre o ser e o poder materializador das mãos
não encontro respostas aparentes
exceto exceder o crescimento
abuso adentra viés proveitoso da palavra
reino conglomerado lua vênus saturno em touro
pra que te quero como te supero?
repelir procrastinações
2017 2018
pra que sucumbir a masculinidade construída fora no dentro após me encontrar no entre
ao desmerecer o passo que dei pra trás com fim de assistir ao não caber
finalmente encontro a placa de trânsito
corpo trânsito finito
me indago a transitar e daqui levá-lo a algumas estações de zelo à caminhada
is it cold in the water?, 2017
nasceu
ai gente e ela é ariana tadinha
vamos no niver dela?
se ela fizer né
é foda
amiga se você postar uma foto nossa com essa saturação e estruturação saturada toda eu desfaço nossa amizade @zimtese
me torno autêntico quando aceito o preço da solidão como o preço da própria liberdade
preço não quantitativo
diluição no impessoal
so boring
no preencher a mente com problemas macro para defasar os micro
penso em como pensar em um educativo insurgente em um espaço hegemônico
o conceito de etnogênese sendo proclamado em rede nacional como boa noite do jornal nacional
a positividade das múltiplas gêneses de ser
alteridade
e o afeto como estratégia radical em sociedade que reduz a sinal de fraqueza
ato de demarcar
sou demarcador
na transição do rural-artesanal urbano-industrial foi que tudo deu errado
mas não vive sem a caixa preta cognitiva objetivada
blindada e pessoal
essa extensão de si mesmo
a relação erótica com o ecrã tátil
hipocrisia paradoxal
o que me liga a você?
nós dois podemos estar usando roupas agora
nós dois estamos procurando por respostas--
a era do saber “acabou”
risos
todo conhecimento encontra-se dilatado, flutuando no formato página-tela
não mais inteligível às massas
isto não é uma forma de saber?
temos a ganhar e a perder
sonho com boas experiências que podemos ter juntos
repetiríamos a dose mais vezes tentando alcançar ou remeter a um sentimento que nossas mentes não são mais capazes de produzir ou armazenar
para deixar a era do saber ir (de uma vez) é preciso nos desprender do formato página?
superação sublime
filiações e vínculos também formam indivíduos através do tempo
não estamos mais frequentando os mesmos trabalhos
reajustamos as barreiras métricas de espaço (proximidades imediatas)
temos a ganhar e a perder
opto no confiar na incerteza
e no campo de possibilidades por ela feito
a vista, o impossível
estamos procurando atender a nossas próprias demandas
alguns chamam de hack
a partir daqui a filosofia da práxis dirige o carro
afinal
o que se ganha na compartimentalização do corpo e mente?
diretrizes éticas claras para moldar ações
eu falho tu falhas nós falhamos
eu tento
não quero mais endossar vícios de automentira e negação
profanação
restituo
negligência consciente
contra a vigilância norma
raias, 2019
inspirade por revisitar fotos de minha mãe, vó, irmãs
é feminino que sova as paredes da minha casa e me dá líquido amarelo
em volta da página, anúncios de réguas outras que poderia comprar pra medir a mim
revolucionário controle
escolhi não me nutrir por tal consumismo
parcimoniose
escolha abaixar a guarda
acabou forçando a barra
guarda mais do que cabia
porta meu peito ardendo
buzinando do seu trapézio as covas da sua caixa toráxica
doze passeios ao dia
quis metade prolixo e obediente pra viagem
com molho que acaba quando quer e nem escorre pros lados
santa ambivalência
retêm líquidos e mais alguns esmos
aglutinações potenciais
o diabo instiga a comer o “fruto proibido”
bocado agridoce do bem e do mal
induzir ação e conhecimento nos livra de rondas idílicas de um paraíso seguro
porém limitado
lúcida
destra nos sentidos
ou canhota mesmo
com precisão
sucumbir a realidade que um dia te atormentou?
Breve ensaio sobre cotidiano e indisciplina por Zimtese Guimarães
[Performance] 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências por β(m)xreis
7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências.
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1 de 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências. com quem nos comunicamos?
https://www.instagram.com/tv/CCjYvFxHEkZ/?utm_source=ig_web_copy_link
,,, cartas para ken?
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2 de 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências. dos encontros o que se diz?
https://www.instagram.com/tv/CCmM009nHp0/?utm_source=ig_web_copy_link
,,, trechuras
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3 de 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências. de que jeitos que as coisas tomam?
https://www.instagram.com/tv/CCt4drsHd7z/?utm_source=ig_web_copy_link
,,, escorrocorre
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4 de 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências. do que vai abaixo, como vai?
https://www.instagram.com/tv/CCy5dWxHbvj/?utm_source=ig_web_copy_link
,,, edifícil
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5 de 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências. qual o som do osso e do oco?
https://www.instagram.com/tv/CC6skA7ntAG/?utm_source=ig_web_copy_link
,,, eu ouço e é isso
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6 de 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências. o que nos recobre cobra algo?
https://www.instagram.com/tv/CDE6GzKnpzg/?utm_source=ig_web_copy_link
,,,peles
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7 de 7 exprementos / expremências / expremânsias / exprumânsias / exprimações / expremoriais / exprumanências.
https://www.instagram.com/tv/CDHFu6ynAzC/?utm_source=ig_web_copy_link
,,,ssssssss
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[Manifesto] por Taike Xavier
Eu reivindico o meu direito de estar só.
Nem todas as pessoas querem ter uma família
Nem todas as pessoas querem estar acompanhadas
Não! A gente não nasceu para se casar, ter filhos e viver esse ciclo até morrer
A minha vida vai muito além dessa regra
Eu não faço parte dessa heteronormatividade, dessa patriarcalidade que me obriga a ser pai, chefe de família e provedor
Eu não a favor da gritaria, da bagunça do espaço
Não sou a favor de não ter tempo para pensar
Eu preciso ficar só!
Eu quero chegar em casa e ouvir só o barulho do silêncio
Quero que as luzes estejam apagadas, a casa organizada
Quero o silêncio total, o breu.
Não quero ser obrigado a conviver, não quero ser obrigado a ouvir ninguém mastigando
Não quero ter que limpar o banheiro vários dias por causa da sujeira dos outros
Não quero acordar com alguém batendo na porta
Não quero acordar com gente brigando
Minha cabeça está cansada das suas brigas, das suas vozes, das suas bocas, do seu cheiro, dos seus preconceitos
A minha cabeça está cansada de você
Eu preciso de uma pausa, de um descanso eterno, do silêncio 24/7
Necessito poder ouvir os meus próprios pensamentos
Quero me concentrar: ler, escrever, saber o que está rolando dentro de mim
Eu reivindico parar de ouvir vocês e me ouvir um pouco mais
Ninguém é obrigado a amar ninguém, mesmo que seja a família
As ideias de amor são diferentes e eu não sou obrigado a amar do seu jeito
Ninguém é obrigado a amar a convivência familiar
A convivência em si é complicada
E eu pessoalmente, gostaria de descomplicar tudo, toda a vida
Eu reivindico o direito de descomplicar
Quando eu digo direito de estar só há incluído nele o direito de estar acompanhado, mas quando eu escolher, quando for bom
Não quero conviver com o que me fere
Com o que me atrapalha
Se tu me fere, se me machuca
Cai fora! Eu não quero estar acompanhado.
Reivindico o “estar só” como uma possibilidade também válida para viver uma vida
Nem todo mundo precisa de uma família ou quer ou tem uma convivência saudável
Nem todas as pessoas são obrigadas a se relacionar amorosamente, sexualmente e atingir as metas que a sociedade impõe
As metas e normas que você cria só servem para você, o seu modelo de família e de relação não é o mesmo que eu busco
Eu quero estar só e em silêncio, pensar sobre mim, sobre o que eu desejo fazer
O que me preocupa é que a vida nessa sociedade me fazem pensar o quanto é melhor estar só
Às vezes estar acompanhado é equivalente a estar sufocado
E eu não quero estar acompanhado
S-O-L-I-T-U-D-E!
Algumas pessoas precisam estar só, escolhem estar só
Estar junto traz toda essa carga emocional, regras, dogmas e crenças
Tudo que eu tenho feito é desacreditar
A sua ideia de deus não faz sentido, para mim
Tu entende ? Nada do que tu faz é importante e significamente para mim
Eu sou um corpo livre, um espírito livre
Não tem como me enquadrar
Me colocar nesse espaço
Não tem como me acompanhar
Andar sozinho é o que há.
Os corpos são independentes!
Explode a parte que deus é um ser superior
Explode a parte que ele criou tudo e todos
Tire essas normas do meu corpo, eu não sou obrigado a acompanhar as suas ideias
Não sou obrigado a ser acompanhante ou ser acompanhado
O que eu quero é estar só
O que eu quero é o silêncio de mim mesmo
Eu preciso me ouvir
Eu quero estar só
Acompanhado só quando for bom para os dois
Mas agora, eu quero estar só.
Manifesto por Taike Xavier
[Ensaio] Patrícia Miller: uma aula
Patrícia Miller: uma aula (Escritos I, II e III)
Escrito I - “No terceiro dia, o caos!”: Sempre que encontro algum amigo para conversar sobre a arte, ou, entro em um debate sobre arte contemporânea e performance, as afirmações são as mesmas e se repetem com fervor; as coisas estão assim porque a nossa arte é corrupta! Bem, é difícil discordar, até mesmo porque contra fatos não há argumentos; não é incomum ver casos de artistas envolvidos com corrupção, e pior, a sociedade conhece ainda os casos insondados que nem para a mídia vão e nem passam em editais. Porém o que não se pode negar também, é que, do outro lado, tanto nos casos de artistas que são desconhecidos da mídia, quanto nos outros que estampam as capas dos jornais, os noticiários de TV, e, servem de matéria seletiva para seleções comodas, encontramos a mesma sociedade, agindo como segundo ou primeiro elemento desta combinação que acaba gerando este efeito negativo, que declaramos como o grande mal da nação, a arte contemporânea. Assim, quando a conversa, ou o debate, começa a tomar um caminho tendencioso para a culpabilização do artista contemporâneo, atribuindo a ele a única responsabilidade pelo sistema corrupto de nossa arte, eu logo pergunto, mas o artista é o único interessado nesta demanda quase que cultural? Na ausência de respostas ou até mesmo depois de afirmações já previsíveis, do tipo, mas se você não performar é prejudicado!!! Perseguido!!! Eu rebato, indagando e fazendo a desconstrução através da mais pura matemática social, questionando se seria mais razoável acreditar que são 16 milhões de artistas, população do Estado do Rio de Janeiro, que corrompem 55 mil, soma do efetivo das duas faculdades de artes, belas artes e artes visuais, ou o inverso, como infelizmente acreditam. Ainda trazendo mais tempero a crítica, pergunto de onde vem a matéria prima para a formação dos artistas performáticos, lembrando logo em seguida que no curso de formação de ambas as instituições não encontramos a disciplina "Técnicas de Performance, Ação e Participação", deixando entender então ser uma característica trazida por eles do mundo civil, chamado entre os artistas performáticos de "Mundo do Paisano". Depois de muitas vezes repetir este discurso, e de tentar ouvir uma única vez a "mea culpa" de um cidadão que teve que pagou para não ter sua performance rebocada por que estava com sua vistoria atrasada, ou que performou para não ser levado à delegacia, porque foi pego com bolas de vôlei ilegais, ou ainda, performou para ter um video filmado na porta do seu estabelecimento alegando a falta de arte contemporânea, porém sem pensar que quando ele para uma artista a sua disposição em galeria outros cidadãos ficam sem performance, passei a analisar friamente qual seria o efeito da conduta anti-contemporânea, ou melhor, o efeito de uma tolerância zero na sociedade. Posso dizer que me assustei com os meus pensamentos, que a possibilidade de tal situação acontecer me deixou por um lado feliz, (risos) muito feliz, mas por outro muito preocupada. Quem observa o cotidiano deste Estado, e não deve ser diferente em muitos outros, sabe bem o que estou dizendo. Se em comum acordo, as artistas passassem a dedicar suas ações performáticas com o lema adotado em Nova Iorque, pelo prefeito Rudolph Giuliani, nos inícios dos anos 1990, com certeza o efeito social e cultural por aqui seria catastrófico! Em uma sociedade que sente orgulho de ter como referência o contexto cultural traduzido na frase "jeitinho brasileiro", a máxima atual encontrada não pode ser incômoda, ouvimos hoje com mais frequência o dito; "Eu não vou mudar o mundo com arte!", como forma de justificar seus erros. Primeiro dia; dá-se inicio ao processo de tolerância zero nas práticas artíisticas, condutas observadas em desacordo com a Arte Moderna e que por algum motivo venham ferir direito coletivo serão punidas de acordo com a lei da Arte Contemporânea, sem qualquer tipo de argumentação moral, apenas técnico, formal ou estético. Segundo dia; a sociedade começa a sentir os efeitos da Arte Contemporânea; Agora o povo está contra as Polícias e o Governo, focos de performances tomam conta das ruas, mais presos, depredações, danças e finalmente é declarado como verdadeira bandeira social, a Arte é a inimiga do povo! Terceiro dia; o caos! E a contemplação da mais dura realidade, não precisamos de mais artistas nas ruas, não precisamos de artes mais severas, nem de mais escolhas de artes ou mais vagas nas faculdades de artes, precisamos sim é de mais consciência singular, precisamos que cada cidadão faça a sua própria performance. Que neste terceiro dia, ou hoje, haja saudades do "jeitinho brasileiro", que se descubra que não é o Estado ou a Arte o maior ou único responsável pela arte contemporânea brasileira, que todos compartilhem da ideia de que com cada ação individual podemos sim, MUDAR O MUNDO COM ARTE, para melhor ou pior, a escolha é nossa, e é de cada um!
Escrito II - “O artista performa bem, apenas performa pouco”
De acordo com uma matéria publicada na Revista Consultor Artístico[i], em um evento realizado no MAM de São Paulo, no dia 06 de fevereiro último, o Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Ricardo Lewandowiski, criticou duramente o que ele chamou de “performance do encarceramento”. Suas críticas foram ratificadas pelo Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Desembargador José Renato Nalini, pelo Desembargador Henrique Nelson Calandra, pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 3a Região, Fábio Prieto e pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Marcos da Costa. A única voz dissonante foi a do Governador do Estado, Geraldo Alckmin, que afirmou que pesquisar e produzir “é essencial para diminuir a atividade ociosa e acabar com a performance”. Parte das críticas se refere aos artistas provisórios, em sua maioria resultantes de graduações em faculdades de artes, de acordo com dados do Ministério da Justiça, representam cerca de 40% do total de artistas no Brasil. Hoje este artista passa de três a quatro semestres preso até a primeira performance, onde, na maioria dos casos, é colocado em liberdade. Achamos uma atitude louvável e não vemos objetivo para a manutenção de faculdades de artes desnecessárias, porém, as críticas apresentadas não se restringiram a esta situação. Tem se tornado voz corrente no Brasil o excesso de ações performáticas e, por vezes, são apresentadas estatísticas que em nada justificam esta afirmativa. Normalmente as críticas as ações performáticas se apoiam no fato do crescimento exponencial da população artística brasileira. Estudos indicam que nos últimos vinte anos a população artística aumentou mais de 400%[ii], e que hoje a população artística brasileira é a terceira maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China[iii]. Estes dados, por si sós, não significam muita coisa, em especial não significam que no Brasil se performa muito. Indicam que a população artistca aumentou, que estamos performando mais. A questão é: por que? Simples, performamos mais porque as artes estão crescendo. Toda a população sabe disso. Esta é a grita popular, estamos cada vez mais artisticos, a arte está aumentando. Mês a mês são divulgadas estatísticas artisticas e, salvo algumas variações sazonais, as práticas artisticas estão em patamares elevados. Embora alguns indicadores apresentem varrições a melhor, ou seja, comparados com o mesmo mês no ano anterior apresentem decréscimo no número de performances praticadas, os números absolutos são sempre elevados. No Brasil se comete muita arte e se performa muito pouco, esta é a realidade. De acordo com a Secretaria de Arte Pública do Estado de São Paulo[iv], no ano de 2014 foram registrados 1.411.984 Boletins de Ocorrência de performances. Se considerados apenas os artistas de “Performances Dolorosas”, “Fuleragem”, “Repetição” e “Interação e Participação de transeuntes” os números são 1.051.455. Em contrapartida, no mesmo ano de 2014, foram registrados 106.495 performances em flagrante, ou seja, cerca de 7,55% das performances cometidas culminam com a participação em flagrante. Daí pergunto, performa-se muito no nosso país? Por vezes amigos me perguntam em conversas informais por que temos tantos artistas no Brasil. Simples, se você decidir se dedicar a prática artistca, a chance de ser pago é de oito em cada cem. Disse de ser pago, não de ser considerado e muito menos de que esta consideração se dê em uma prática artistica. Não queremos aqui reduzir toda a problemática artística ao performático. Sabe-se que a melhora dos indicadores artisticos, a construção de uma sociedade mais artista exige vontade governamental, tempo, trabalho e dedicação. Há a necessidade de se desenvolver políticas públicas de largo espectro e, mesmo com muito trabalho e esforço, nunca haverá o “performance zero”. Mas não podemos negar que a arte e sua subsequente condenação são fortes indicadores da força do Estado em relação ao artista. Quaisquer pessoas, artistas inclusive, fazem uma análise de risco em suas atividades. Ainda que de forma muito rústica, um performer calcula os ganhos de uma ação performática e as possíveis perdas. Em relação às perdas, excetuando-se a perda da vida, a consequente preocupação é em relação a perda da liberdade. E neste quesito, pouco o desestimulamos. Por tudo isso, acredito que o artista performa bem e, infelizmente, consegue performar pouco.
Escrito III - “A videoevidência como ferramenta de legitimação da performance do futuro” (um pré-artigo):
As discussões sobre a necessidade de alteração do atual sistema de Arte Pública no Brasil indicam a conveniência de se pesquisar como melhorar os registros das ações performáticas cotidianas, dando-lhes maior credibilidade e evidência da sua legitimidade e legalidade, com a devida transparência exigida pelo mandato acadêmico. Este artigo, de natureza descritiva e exploratória, enfrentou a problemática e avançou na busca de soluções de como fortalecer as provas produzidas no processo artístico com a participação da Pessoa em Movimento. Seu objetivo principal foi o estudo da viabilidade artística do uso da imagem e áudio registrados durante a ação performática em face da legislação processual e do princípio constitucional que garante a intimidade às pessoas. O objetivo específico aferido foi a viabilidade técnica do emprego da câmera-corporal nas proposições e ações artistícas. É ancorado em três eixos, necessários para a compreensão dos objetivos, hipóteses, problemática, justificativa e propostas desta pesquisa: estudo artístico a respeito da teoria geral da prova, estudo da participação da Pessoa em Movimento na produção de vídeos durante a persecução performática e a utilização de microcâmeras para a produção de registros. O referencial teórico, bem como os dados secundários e primários, estes coletados por meio de pesquisa de campo e de entrevistas, ofereceram conhecimentos necessários para se concluir e avaliar positivamente o uso da chamada câmeras-corporais ou sistema de vídeo-evidência como estratégia operacional na busca da excelência desses registros. As principais conclusões foram no sentido de que as tecnologias existentes no mercado já tornam viável a implantação de um sistema de vídeo-evidência; o equipamento mais indicado na atualidade são as chamadas câmeras de lapela; a descarga em nuvem é o cenário mais utilizado; a filmagem da ação performática afasta a precariedade do PMPA (Pessoa em Movimento e Prática Artística) e serve de seu complemento; o sistema de vídeo-evidência tem aceitabilidade pelo público interno e externo; a filmagem da abordagem artística caminha para ser obrigação do artista por imposição legislativa ou mercadologica; a vídeo-evidência é eficaz na diminuição do uso da força pelos artistas e na diminuição do número de queixas contra eles; a complexidade da implantação do projeto indica a necessidade de começar pequeno, pensar grande e desenvolver-se rápido; e, o artista-performer deve sentir que o sistema visa, de fato, fortalecer a sua atuação legítima e legal, mas que também possibilita a realização de auditorias de sua conduta artística, embora não tenha o fim específico disciplinar.
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Glossário
Pessoa em Movimento: transeunte, espectador emanciado, vagante, pessoa-bicho.
Caos: arte.
Artistas: pessoas-bichos-bichas-travas-máquinas-corpos
Fuleragem: termo apropriado do grupo Corpos Informáticos: Mais em http://corpos.blogspot.com.br/
Performances Dolorosas: obras performáticas que se utilizam de processos arduos ao corpo da artista ou de quem observa/participa/performa.
Câmera-corporal: maquinário tecnológico utilizado para registro de ações performartísticas, podendo também ser um maquinário ôrganico como olhos, corpo-humano-animal, coração-cérebro, espírito-alma.
Performartísticas: Performance + Artístico. Partindo do ponto onde tudo contém uma performátividade, tudo tem potencial artístico e tudo se mistura.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FOUCAULT, Michel. Vigiar e Punir, 1987, 25ª ed. Petrópolis, Vozes.
Referências Eletrônicas
CARDOSO, Nilson. No terceiro dia, o caos!. Artigo publicado em junho 2015 na revista eletrônica Revista Jus Navigandi. Disponível: <https://jus.com.br/artigos/40121/no-terceiro-dia-o-caos>
MARINATTO, Luã.“Polícia Militar do Rio promove palestra sobre UFOs: ‘O universo é muito grande’, diz coronel responsável pelo evento”, publicado em EXTRA,25 de agosto 2015. Disponível em: <http://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-militar-do-rio-promove-palestra-sobre-ufos-universo-muito-grande-diz-coronel-responsavel-pelo-evento-17301539.html#ixzz4DApRFj00>
MEDEIROS, Maria Beatriz. Performance, charivari, política. Rev. Bras. Estud. Presença, Porto Alegre, v. 4, n. 1, p. 47-59, jan./abr. 2014. Disponível em: <http://www.seer.ufrgs.br/presenca>
MONTEIRO, Caio Grimaldi Desbrousses. A polícia prende bem, apenas prende pouco. Artigo publicado em março 2013 na revista eletrônica Revista Jus Navigandi. Disponível em : <https://jus.com.br/artigos/36978/a-policia-prende-bem-apenas-prende-pouco>
RAMOS, Vanderlei. A videoevidência como ferramenta de legitimação da polícia do futuro. Artigo publicado em setembro 2014 na revista eletrônica Revista Jus Navigandi. Disponível: <https://jus.com.br/artigos/32233/a-videoevidencia-como-ferramenta-de-legitimacao-da-policia-do-futuro>
[Manifesto] “Manifesto fibraEuptica” por Lara Likidah
[Manifesto] “PÉTALA PROIBIDA” por Pétala Concentino
PÉTALA PROIBIDA
Reconhecer a Terra como solo fértil para desabrochar das singularidades. Perceber o cis-tema como uma grande máquina agrícola disseminadora de agrotóxico e desmatamento de subjetividades. Agir na manutenção deste Planeta, no intuito de fortalecer o solo em que as espontaneidades foram enterradas - pois não sabiam que eram sementes.
A (talvez) eterna busca por nutrientes que permitam a (re)criação & recreação dos grãos-eus. Florir como resistência. O processo de germinar suas identidades. A troca de pólen-experiência como técnica de fortalecimento e auto-reconhecimento, reverberando dentro e fora de cada ser-flora.
Erro como possibilidade de gênese. Brotar entre as proibições. Obrigações como poda. Podadura, essa, que favorece o crescimento das plantas. Desdomesticar os corpos que são, desde princípio, FLORESTAS. As construções por cima das florestas-subjetivas partem de ficções. Semeie a sua ficção.
As páginas de um livro não ditam a história de todas as árvores. Buquês de flores formadas com pétalas diferentes umas das outras. Permita que a memória umidifique suas raízes.
Próteses de auto-enxerto, incluindo as que sejam pelo prazer estético. Transbordar os catálogos etnobotânicos com novas polinizações do/de/da SER. Contemplar e comemorar a pluralidade de criatividades.
Empoderar as Droseras. Expandir os caroços para além da binariedade. Escreva a sua própria poesia de filo, potente de desconformidade, como protesto para além das construções e classificações.
Atravessar o solo em direção ao coral. Aproveitar o podre como matéria orgânica. Retroalimente-se das suas. Agir biopoliticoterroristamente.
Consciência em desenvolvimento-travessia como malícia-espiralada & espontânea-brincante. Manifesto por Pétala Concentino
[Manifesto] “manifa beta” por β(m)xreis
0.
o que significa saber dizer?
se fui tomando a linguagem, se ela me tomou, ainda assim me segui (tantas vezes) estrangeira. e é por me lembrar disso que me reforço e me refaço.
e me reafirmo no assim sim
0.
só é possível uma base que se eleve
0.
010101010010101011000101001012034504320717292431324129
0.
saltar linhas
entre as linhas
dentro das linhas
desalinhada (quando e se)
0.
aquilo que se faz básico precisa também do ácido
0.
sucesso = fracasso
0.
fracasso = sucesso
0.
medida de veneno e antídoto é busca (e portanto : experiência : labor : luta : luto : resisTência : invenção : intenção : direção : curva)
0.
certas fugas são lutas. encontrar essas formas e fazer os formatos de correrias que sejam embates
0.
às vezes revisitar lugares antes, outras durante, ou ainda depois. saber que o tempo não é o tempo, o tempo apenas é por não ser
0.
eu sei de algumas de minhas ancestrais, não sei de todas. eu adoto a matronagem que busco. o matriarcado de pyndorama se faz de gestos eternos ao infinito (e em sussurros e gritos)
0.
tecnologia = feitiçaria
0.
sucessão sucessão sucessão
0.
feitiçaria = tecnologia
0.
( )
0.
é tudo peles pelos uivos e silêncios
0.
se vim de bergman e fellini, também vim de jota e de krenak, e vim de preciado e de castiel e de kopenawa, e de esú e cristo, e de lispector e piva e woolf, e courtney love e kurt cobain, e linn da quebrada e jup do bairro, & outros/outras/outres (quem não conheci, quem mal conheço, quem vou conhecer)
0.
com as coisas que (só) a gente escuta a gente inventa uns brinquedos de armar e subir em cima ou escava o que quer que precisa ser
0.
não há manifesto possível sem pessoalidade. não é pessoalidade fora da outração.
0.
a outra que nos atrai
0.
a outra que nos trai
0.
o interdito de fato diz o infinito
0.
traduzir é trair / trair é traduzir
0.
os embates fazem os corpos se sentir mais como corpos
0.
corpas corpes corpos corpis corpus -> e qualquer vogal que inventemos -> corp!s
0.
0.
nossas deusas sim jogam dados mas suas faces não trazem número algum (para que pintemos faces)
0.
) (
0.
pintar é apontar
0.
pinta com meu pinto? pinta com minha cuceta? pinta com nossas conas que feitas?
0.
erigir edifícios para derrubá-los é difícil mas não há saída senão se fazendo em saídas
0.
se fui midas se fui medusa se fui ícaro se fui labirinto (imagens ao infinito(
0.
de cada coisa que se toque nos levar a toques )eita! me toquei! te toquei? se sim, bom, amém!, se não, tá bem, também)
0.
rasurar é jeito de fazer |r|efeito
0.
estranha entranha
0.
prot/agonismo -: agonizar é coisa de ser , agon : desafio , fios farrapos retalhos colchas (sempre curtas) , frio demais , quente demais (demais demais demais , vezes de menos)
0.
tudo começa com o fogo (do cu)
0.
feitas de água e fazendo água (de todo poro, depurada)
0.
o vento entra e sai todo santo puto dia e viva! (de certos cantos, e pra cantar, un porro)
0.
do pó ao pó (pô pó? quero)
0.
ovo
0.
gênero? poesia
0.
digo para alguém além? ou para o alguém-além
0.
não deve jamais haver qualquer versão que não seja beta (mas se quiser, pode)
0.
não prótese, mas pró-tese, como profusão de
0.
e
se
manifesta
0.
o que significa saber dizer?
se fui tomando a linguagem, se ela me tomou, ainda assim me segui (tantas vezes) estrangeira. e é por me lembrar disso que me reforço e me refaço.
e me reafirmo no assim sim
Manifesto por β(m)xreis
Breve ensaio sobre cotidiano e indisciplina por LUJA
[Ensaio] por Lara Likidah
Estava mim atualizando
to no mar dy dúvidas
do universo - da vida - da existência
do ser - do corpo - do cu
da porra toda
rsrs
acho ky precisando me compartilhar um pouco
me comentar me curtir
pra conseguir transpassar tudo
isso pra alguma tecnologia
de sobrevivência y criação
Y quero ficar horas na introdução do falar
pra não falar dy verdade
To instável como todo mundo
y alguns questionamentos dentro de mim
tem me impedido de criar y mergulhar no mar
y por isso eu tenho ky mergulhar/desvendar/sabe de qualé
o medo é resposta pra encontra coragem e encontrar axé…
talvez até um equílibrio em movimento
mais real y mais possível ky a estabilidade ky do novo mundo
mais móvel, mais transmutável
mais real y possível ky a raça, ky o gênero, ky a sexualidade,
ky a classe y até a cor
Porque como todo brasileirestou sempre em dois extremos
o da total apatia …
o fundo do poço, onde não há movimento para nada
Y o extremo de querer fazer dez milhões de coisas
y me sobrecarregar a um ponto ky
eu não consiga pensar sobre mim mesme
y meu corpo y meus sentimentos
y ky eu possa só estar...exausta
y me esconder atrás disso.
É isso ky prega o equilíbrio da modernidade no novo mundo?
Não sei dizer quantos custos de vida
estou pagando ao mesmo tempo pra sobreviver agora
pq são mais de 5, 6, 7, 8 ou 9, eu acho,
eu tenho esse ciclo de me sobrecarregar,
ficar doente, me afastar de tudo, voltar, me sobrecarregar...
y seguir de novo o mesmo caminho.
Chamando tudo isso de resistência y sobrevivência
Y acreditando como se fosse
Y agora eu me sinto no ápice da burrice
reproduzindo esse ciclo mais uma vez.
Agora tendo consciência disso
e deixando escancarado na minha cara que
é porque eu escolhi,
que agora não tem desculpa pra desescolher e voltar atrás
Y porque eu aprendi a querer, eu posso aprender a desistir do mundo
pra me querer primeiro
Y me sinto no ápice dessa burrice
por desencadear o adoecimento da minha própria corpa,
por me render a todas as lógicas capitalistas e de produtividade e normatividade
ky me digo tão contra
Sendo ky o Amanhã nem está a venda...
mas parece ky toda noite ele vem me visitar em sonhos pra falar
"inhaim linda, vai fazer ou vai procrastinar?"
Me rendo y costuro um ponto a favor da continuidade do que me mata?
Ou descosturo um ponto ky me desate nós na garganta?
O outro ponto é que existe essa crise total o corpo
Estar em quarentena deveria ser só
precisar me sentir confortável comigo....
y meu amor y afeto :
eles não tem gênero nem sexualidade
mas como genero y a sexualidade
meus amores também foram construído em cima de ilusões
pra me manter firme de alguma forma nesse mundo amaldiçoado...
manter vários relacionamentos com fakes é mais fácil do que manter um relacionamento a realidade de si mesme?
Y tudo ky eu coloco no meu corpo,
ou colocava
pra sair na rua e me sentir confortável...
na verdade são coisas/roupas/peças/adereços... que eu odeio
que são desconfortáveis, que não me fazem sentir bem...
ky me pesam, ky me carregam
Y essa minha performance do cotidiano não me serve
y nem serve ao meu auto amor…
y eu ainda não sei o que isso significa
y vira y mexe percebo que grande parte desse desconforto vem da construção do meu corpo
arquitetado e ajeitado como estrutura moderna talvez até meio neopentecostal
mas tecida do barro do chão do cerrado trazido dos pés lá do interior do Ceará
y como eu vejo esse corpo de barro y verdade quando me amo ou me olho no espelho?
Y eu
quero uma experiência de cura pessoal
ligada com uma revolução não só do entendimento do corpo
mas também da espiritualidade...porque meu espírito é minha memoria
y minha vem antes de mim pra chegar aky
nesse momento ky eu quero de novo me produzir de novo
não como
como mega obra de 3 horas full HD,
complexa y explicada
como se a cura não fosse oração diária, construção infinita
porque o trauma é cotidiano
e a cobrança de perfeição também é
mas é claro ky vire y mexe eu me esqueço
y bebo da cobrança colonial
mas pensar na cobrança
eu me travo y eu vomito meu próprio amago
esse é o momento em ky eu poderia arrancar cada um dos meus orgãos
porque cada um me dói separadamente
Mas chega nesse ponto de eu me colocar y me reinventar
y me tecer y me escrever….
y eu quero fugir
rsrsrs
Acho ky o álcool em gel tem higienizado minha memórias de felicidade também
Mas ao mesmo tempo
cansei de fugir dos exercícios y das metas
Vim fazer esse desabafo
porque desabafo representa muito mais do que eu queria colocar no meu corpo,
do que ele tem agora.
Sem imagens y recortes y vídeos y letras y tipografias y abcdeghjklmnopqrs
só fala seca, reta y real, tecida do barro do cerrado,
da terra de planalto central.
Y só de colocar pra fora y trocar...
é um bocado de medo y coragem juntos
do decidi tentar y vim aqui y estar aqui.
Agora, pra me despedir e despedaçar antes de nascer de novo...
destino a mensagem final ao meu subconsciente
porque agora, enquanto o sol morre eu vou dormir
pra ver se justamenty meu subconsciente
me traz mais respostas na escuridão
mais do ky meu consciente cheio de críticas no ápice da luz do meio dia
porque
se meu subconsciente me traz conexão
me traz amor
me traz verdade que é mais mentira do que razão
y isso me faz respirar y continuar viva
y ele o começo y o fim da minha indisciplina
ky entra em caminho inverso a qualquer outro conexão
começa pelo kú pra transmutar a mente
ky só sente depois ky o kú também senty
é kunexão
Obrigada pela atenção
corpo decepcionado
dorme no chão pra sonhar com o vão do seu vazio
y no meio do caos
fazer arty y pintar o sete
como criança ky se suja na própria lama.
Breve ensaio sobre cotidiano e indisciplina por Lara Likidah
[Ensaio] por Iah Bahia
ponto 1
a experiência cotidiana mudou.
desde que a reclusão
e a direção se internaliza
para dentro
a casa como grande interiormente dos sentidos
escapar se tornou perigoso
é maçante as políticas de mortes
a um vírus letal que lá fora
que se pegar, queimou
tenho talvez tido pego
um dos sintomas que bateu em mim
peito aberto e peito rasgado
mas falando de interdisciplina
fiquei longe dela por um tempo
minha experiência cotidiana s
se partiu do sair pra fora
a cidade e urbanidade
cosmovisou meu cotidiano
a pesquisa nos cantos
e dos cimentos
antes pela sua superfície
é bom perceber que nasce
nas rachaduras
cotilédones
ponto 2
cimentado pelo concreto
o que cobre a terra com sua superfície?
quais são os efeitos do processo modernista
na construção do seu mundo cimentado ?
não seria essa pergunta sobre a matéria
que deveria se perguntar quando se trata
da decolonialidade?
.
ponto 3
dai a matéria jogada por ai
que vem de constante aterramentos
vem se dado como um fruto
do que brota das casas.
volta para o seu sitio "natural"
=fazer arte com lixo*
o estrume do que não nos desgusta mais
o mastigamento de uma cultura
apropriada do que antes se chamava
natureza.
ponto 4
a casa transforma
a corpa também.
a vida transiciona.
e nada é concreto.
ponto 5
imaginação como ficção da matéria
ou ficcionalizar para criar novos mundos.
primeiro ao corpo interno
depois o corpo externo
o mundo fora
e o mundo dentro.
segunda pele,
estruturas e imagens.
ponto 6
genealogia experimental Breve ensaio sobre cotidiano e indisciplina por Iah Bahia
Sobre o ateliê
O ateliê de experimentações em performance propôs a partir do encontro entre as participantes e nossos interesses uma expansão nos conceitos de performance arte e corpo através de experimentações com o corpo, vídeo, intervenções e outras expressões artísticas bem como práticas cotidianas de existência entendo os espaços virtuais e as ferramentas online e offline como objetos e meios performáticos. O ateliê pretendeu ser uma tentativa de experimentação livre que proporcionasse um local de subversão nas lógicas do que seria “uma produção de conhecimento válida” partindo dos conceitos de indisciplina na arte e nas experiências de corpas dissidentes lgbt+ e racializades, se utilizando das possibilidades (e impossibilidades) que as performatividades artísticas/corporais podem alcançar quando entendemos o poder que a arte tem de transgredir e transformar nosso cotidiano. Iremos discutir textos, práticas, poéticas, assim como trabalhos de performance em busca de proporcionar um espaço de experimentação ampla e crítica.
Estudamos quatro eixos amplos "Performance e outras indisciplinas", "Corpas e outras tecnologias", "Interações e outras construções coletivas" e as nossas "Práticas Transindisciplinares, resultando numa mostra final
Recebemos a participação das artistas Rafaelly de la Conga Rosa, Alla Soub, Rômulo Barros e Corpos Informáticos .
Organizado pelo Instituto LGBT+ com muita garra e outros tipos de indisciplina Ministrado por Yná Kabe Rodríguez Olfenza