Era tarde. Havia bebidas, músicas, conexões e toda aquela sensação de euforia, “ [...] só estavam ali, de um jeito que não me ofendia. Um deles sorriu e me fez o retrato. Era como os outros, exatamente como os outros, a única coisa um pouco diferente era aquele colar com uma caveira. Todos usam colares, mas nenhum tem caveira. Uma pequena caveira. O retrato está bom. Não entendo nada de retratos, mas acho que está bom. Vou mandar colocar uma moldura e pregar no corredor da entrada.” (Retratos, p.50 - Caio Fernando Abreu)















