A cidade é feita de vidro. Todos somos de vidros. Uns mais resistentes do que outros, mas todos de vidros. Uns tentam acreditar que se explodirem alguns de nós, todos os outros ficaram intactos. Os vidros frágeis comemoram a destruição dos vidros fortes como se eles fossem ter alguma vitória. E não, não vão. Quando a cidade de vidro for destruída, todos serão destruídos. Mas eles preferem ainda a destruição do que ignorar as diferenças de tipo de temperatura em que foram superaquecidos até se tornarem vidros. Eles preferem a destruição do que a compreensão. Eu me sinto um vidro já quebrado perante eles. Um vidro que gostaria que eles entendessem um pouco mais sobre as coisas.
Eu, Andressa Melo”










