Niall solta minha mão, tira a camiseta e a joga em uma cadeira. Tira os chinelos, a bermuda e a sunga em um único movimento gracioso. Aí meu Deus. Será que nunca vou me cansar de vê-lo nu? Ele é completamente lindo, e é todo meu. Sua pele brilha — ele se bronzeou também — e seu cabelo está mais comprido, caindo na testa. Sou uma garota de muita, muita sorte.
Ele pega meu queixo, puxando-o um pouco para baixo para que eu pare de morder os lábios, e passa o polegar sobre meu lábio inferior.
Ele se vira e vai a passos largos até o imponente armário onde suas roupas estão guardadas . Da gaveta debaixo, tira dois pares de algemas de metal e uma máscara de avião para dormir .
Algemas! Nunca usamos algemas. Olho rápida e nervosa para a cama. Onde diabos ele vai prender aquilo? Ele se vira e me encara fixamente, os olhos escuros e luminosos.
— Isso pode ser bem doloroso. Elas podem beliscar sua pele se você puxar com muita força — Ele segura um par. — Mas eu realmente quero usar em você agora.
Cacete. Minha boca fica seca.
— Aqui. — Ele se aproxima sensualmente e me entrega um par — Quer experimentar antes? — São sólidas, e o metal é gelado. Espero nunca ter que usar uma dessas de verdade. Niall me observa atentamente.
— Cadê as chaves? — minha voz vacila. Ele mostra a palma da mão, revelando uma pequena chave de metal.
— Serve para as duas. Na verdade para todas. — Quantas algemas ele tem? Não me lembro de ter visto nada em sua cômoda. Ele toca minha face com o dedo indicador, descendo até minha boca e se inclina para me beijar.
— Quer brincar? — pergunta em voz baixa, e todas as partes do meu corpo se sucumbem à medida que uma onda de desejo se expande a partir do meu ventre.
— Quero — respondo, com um suspiro. Ele sorri.
— Ótimo — ele me beija na testa, um beijo leve como uma pena — Vamos precisar de uma palavra de segurança. "Pare" não vai ser o suficiente, porque você provavelmente vai falar, mas sem querer realmente dizer isso. — Ele roça o nariz no meu: o único contato entre nós. Meu coração começa a pular no peito. Cacete... Como ele consegue provocar isso só com palavras?
— Não vai doer. Vai ser intenso. Muito intenso, porque eu não vou deixar você se mexer. Tudo bem? — Meu Deus. Parece tão excitante! Minha respiração está ruidosa. Porra, já estou ofegante. Graças ao céus sou casada com esse homem, senão seria tudo muito constrangedor. Meus olhos descem até a excitação dele.
— Tudo bem — Minha voz está quase inaudível.
— Escolha uma palavra, amor. Uma senha.
— Pirulito — digo, ofegante.
— Pirulito? — ele repete achando graça.
— É. — Ele sorri enquanto inclina o corpo para trás para me olhar melhor — Escolha interessante. Levante os braços.— Eu os levanto, ao que ele segura com força a barra da minha saída de praia, tira-a com força pela minha cabeça e a joga no chão. Ele estende as mãos e eu lhe devolvo as algemas. Niall coloca os dois pares na mesa de cabeceira, junto com a máscara, e a arranca a colcha da cama, deixando-a cair no chão. — Vire-se — Ele desamarra a parte de cima do meu biquíni e o deixa cair também. Ele agarra meu cabelo com uma de suas mãos e o puxa gentilmente, para que eu dê um passo para trás, encostando nele. Em seu peito. Em sua ereção. Dou um suspiro quando ele inclina minha cabeça para o lado e beija meu pescoço.
— Você foi muito desobediente — murmura no meu ouvido, provocando arrepios deliciosos pelo meu corpo.
— Humm. O que vamos fazer a respeito disso?
— Aprender a superar. — Suspiro. Seus beijos suaves e lânguidos estão me deixando louca. Ele ri contra o meu pescoço.
— Ah, senhora Horan, sempre otimista. — Ele se endireita . Agarrando meu cabelo, repartindo cuidadosamente em três mechas, faz uma trança devagar e então prende a ponta. Agarra a trança com suavidade e se inclina para murmurar em minha orelha — Vou lhe ensinar uma lição. — Movendo-se de repente, ele me agarra pela cintura, senta-se na cama, me puxa e me coloca atravessada sobre seus joelhos de tal maneira que sinto sua ereção contra a barriga. Dá uma palmada no meu bumbum uma vez, forte. Eu grito, e logo estou de costas na cama, ele me encarando, os olhos em brasa. Sinto que vou incendiar. — Você sabe como é bonita? — Com a pontas dos dedos ele percorre minhas coxas, eu me sinto formigar... Em todos os lugares. Sem tirar os olhos de mim, ele se levanta da cama e pega os dois pares de algemas. Segura minha perna esquerda e fecha uma algema em meu tornozelo.
Levantando minha perna direita, ele repete o processo, e assim fico com um par de algemas em cada tornozelo. Ainda não tenho idéia de onde ele vai prendê-las — Sente-se — ordena ele, eu o obedeço imediatamente. — Agora abrace os joelhos.— Por um instante fico olhando-o sem entender, mas então levanto as pernas de uma maneira que fiquem dobradas na minha frente e as envolvo com os bracos. Ele se abaixa, levanta meu queixo e deposita um beijo suave e molhado na minha boca antes de cobrir meus olhos com a máscara. Não posso ver nada; só consigo escutar minha respiração acelerada. Meu Deus. Estou tão excitada já...
— Ótimo. — Pegando minha mão esquerda, ele fecha em uma algema em volta ao meu pulso e repete o processo com o lado direito. Minha mão esquerda está atada com meu tornozelo esquerdo, e minha mão direita, ao tornozelo direito. Não consigo esticar as pernas. Puta merda. — Agora — Niall fala, num sussurro — Eu vou foder você até gritar. — Ele agarra meus calcanhares e me joga para trás, de modo que caio de costas na cama. Não tenho escolha a não ser manter as pernas dobradas. As algemas ficam mais apertadas quanto mais puxo. Ele tem razão... Elas apertam minha pele até eu quase sentir dor... É estranho: estar atada e impotente. Niall afasta meu tornozelo um do outro eu solto um gemido.
Ele beija a parte de dentro da minha coxa, eu quero me contorcer embaixo dele, mas não consigo. Não posso mexer os quadris. Meus pés estão suspensos. Não consigo me mover. — Você vai ter que absorver todo o prazer, S/n. Sem se mexer — murmura ele enquanto vai subindo pelo meu corpo, contornando a parte de baixo do biquíni com beijos. Desfaz o laço de cada lado e o pedaço do tecido vai. Agora estou nua em seu poder. Ele beija minha barriga mordiscando meu umbigo.
— Ah — exclamou, suspirando. — Isso vai ser difícil. Eu não tinha idéia, ele vai deixando uma trilha de beijos suaves e mordidas leves até chegar ao meu seio.
— Shh — ele me acalma — Você é tão linda, S/n.
Gemo frustrada. Normalmente eu estaria mexendo os quadris, respondendo ao toque com meu ritmo próprio, mas não consigo nem me mover. Arfo tentando diminuir minhas limitações. O metal machuca minha pele.
— Argh— grito, mas não me importo.
— Você me deixa louco — sussurra ele — Então vou te deixar louca também.
Ele está deitado sobre mim agora, apoiando o peso nos cotovelos, e volta sua atenção para os seios. Mordendo, chupando, rolando meus mamilos em volta dos dedos, me deixando maluca. Ele não para. É enlouquecedor. Por favor, por favor. Sinto sua ereção contra meu corpo.
— Niall — imploro e sinto seu sorriso triunfante na minha pele.
— Devo fazer você gozar assim? — murmura ele contra o meu mamilo, fazendo-o ficar mais rijo. — Você sabe que eu consigo. — Ele chupa forte e eu grito, o prazer se projetando do meu seio direito para a minha virilha. Puxo inultimente as algemas, inundada pela sensação.
— Ah, baby, seria fácil demais.
— Shh. — Seus dentes arranham meu queixo à medida que ele leva a boca até a minha, e eu suspiro. Ele me beija. Sua língua habilidosa invade minha boca, saboreando, explorando, dominando, mas a minha encontra a dele, aceitando o desafio, contorcendo-se. Sinto nele um frescor do gin-tônica e gosto de Niall Horan; ele exala o aroma do mar. Aperta meu queixo, segurando minha cabeça no lugar. — Parada baby. Eu quero você parada — Sussurra na minha boca.
— Ah, não, S/n. Você vai ter mais prazer dessa maneira.
E, com lentidão agonizando, ele flexiona os quadris e entra apenas um pouco em mim. Eu normalmente elevaria os quadris para recebê-lo, mas não consigo me mexer. Ele tira.
— De novo? — Ele provoca, a voz rouca.
— Niall! — E mais uma vez me penetra parcialmente, depois sai enquanto me beija, os dedos puxando meus mamilos com força. É uma sobrecarga de prazer.
— Diga — murmura ele, a respiração áspera, e me provoca mais uma vez entrando... e saindo.
— Eu quero você — choramingo — Por favor. — Ouço um suspiro suave na minha orelha.
— E você vai ter, S/n. — Ele se inclina e me penetra forte. Grito, jogando a cabeça para trás, repuxando as algemas enquanto ele atinge meu ponto mais sensível, e sou toda sensações, por toda parte uma agonia doce, e não posso me mexer. Ele se aquieta, e então descreve círculos com os quadris, o movimento irradiando bem fundo em mim.
— Por que me desafia, S/n?
— Niall, pare. — Ele faz círculos profundos de novo, ignorando meu apelo, depois tirando devagar e empurrando com força para dentro de novo.
— Vamos, diga. Por quê? — exige, e tenho uma vaga percepção de que seus dentes estão semicerrados. Solto um gemido incoerente... Isso é demais pra mim.
Ele me penetra de novo, empurrando bem fundo, e eu me sinto crescendo... A sensação é muito intensa: me toma por inteiro, movendo-se em forma de espiral a partir do meu ventre para cada membro, para cada área imobilizada pelas mordidas do metal.
— Eu não sei — grito — Porque eu posso! Porque eu amo você! Por favor, Niall.
Ele geme alto e mete bem fundo, várias e várias vezes, repetidamente, e eu me perco nas sensações, tentando absorver o prazer. Minha mente explode... Meu corpo explode... Quero esticar as pernas, controlar meu orgasmo iminente, mas não consigo, estou impotente. Sou dele, só dele, para ele fazer comigo o que quiser... Lágrimas se formam nos meus olhos. É muito intenso. Não consigo fazê-lo parar.
Não quero que ele pare... Quero... Não quero... Ah, não, Ah, não... Isso é tão...
— Isso — Rosna Niall — Sinta baby!
Eu me sinto explodir em volta dele, várias e várias vezes, mais e mais, gritando alto enquanto meu orgasmo me parte ao meio, queimando como fogo e me consumindo. Estou toda contorcida, as lágrimas escorrendo pelo rosto, meu corpo pulsando e tremendo.
E estou ciente de que Niall se coloca de joelhos, ainda dentro de mim, puxando me para seu colo. Ele pega minha cabeça com uma das mãos e minhas costas com a outra e goza violentamente dentro de mim, enquanto continuo a tremer por dentro como se tivesse levado um choque. É extenuante, é exaustivo, é o inferno... É o paraíso. É hedonismo selvagem. Niall tira a máscara dos meus olhos e me beija. Beija minhas pálpebras, meu nariz, minhas faces. Beija minhas lágrimas, apertando meu rosto com as mãos.
— Eu amo você, Sra Horan — diz ele arfante — Mesmo você me enfurecendo tanto. Eu me sinto vivo com você.
Não tenho energia para abrir nem os olhos, nem a boca para responder. Muito ternamente, ele me deitado novo na cama e sai de dentro de mim. Falo alguma coisa sem sentido em protesto. Ele pula da cama e abre as algemas. Quando estou livre, esfrega suavemente meus pulsos e tornozelos, e pernas. Nossa, como é bom. Como me sinto bem. Esse foi, sem duvidas, o melhor clímax mais intenso que atingi. Humm... Um sexo punitivo de Niall Horan.
Eu realmente preciso desobedecê-lo mais vezes.