Kairós
A minha alma corrompida nas areias do tempo A idade avança e o ídolo flexível verve-se em adaga O chumbo dissolvido na solução lágrima de ouro Banham riquezas de valor perdido Você pode questionar os mortos, se: Beberes de meu sangue e filtra-lo Se pintar retratos com as minhas gengivas Ou regurgitar o teu próprio sangue em mim Ergam suas taças, hei de solver-me em lágrimas Serrem-te os punhos para tirarem meu sangue Já que tudo que nos importa é a paráfrase Que seja supervalorizada na forma da violência És tu o meu hábito mais sóbrio És tu o meu hábito mais dolorido És tu, dona de todos os meus sentidos És tu toda a intenção dos meu sentidos Eu quero as vitimas do desastre da planilha Mil perdões, experimentem este lenço branco Aproveite e saboreiem nosso novo produto Paz cristaliza gaseificada doada gratuitamente Me afogo nos teu olhos imensos Sou cuspido e engolido constantemente A carne deposta e incendiada A vista de todos que puderam contemplar Cola tua carne na minha Pressiona tua língua na minha Força-me até me atravessar o espírito Até interpretarmos o tango da besta de duas costas Todos os dias uma divindade nos serve e morre Em todo o momento nos apropriamos e inventamos ritos A barbárie do futuro, a guerra das logotipos Atuando como tapa-sexo em um carnaval conservador












