Me sinto em completa desolação, minhas paredes e alicerces agora são apenas ruínas. Eu me despedacei, fiquei reduzida ao pó em algum momento ao longo desses anos. Me tornei apática e adepta a ideia de que as coisas são como são e não podemos fazer nada para mudar. E por ironia ainda acreditava que a beleza estava dentro de nós, até descobrir que isso não vale nada nesse mundo. Estava fadada aquele fim: sozinha, vazia e na pior das hipóteses gorda. Foi ai que eu notei que eu era a minha própria ruína, como o mar que bate na rocha e a desgasta, eu vivia tentando estar no topo, mas sempre fui o fundo do oceano, a onda que destrói tudo o que toca, o caos. Eu sou meu fim.
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