Os pontos cegos da compreensão humana:
Ignorância; Intolerância; Inconsequência; Ingratidão.
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Os pontos cegos da compreensão humana:
Ignorância; Intolerância; Inconsequência; Ingratidão.
Segundo o dicionário a definição da palavra DESCULPA:
1 - Mostra de arrependimento perante a alguma atitude errada;
2 - Designa um apelo direcionado à algo ou alguém, quando há presença de culpa e este apelo pede o perdão do sujeito;
3 - Dependendo do contexto, pode ser entendido também como um pretexto.
No caso, trata-se dos tópicos 1 e 2.
DESCULPA é uma das mais importantes palavras/ expressões que nos é ensinado quando criança. Entra inclusive no seleto grupo - denominado por aqueles que as ensinam - de “palavrinhas mágicas”.
Sou categórica quanto a importância dessa “palavrinha”: É mais que necessária, pois diversas vezes na vida é a única coisa a se dizer. É a única coisa que tem-se a fazer, se desculpar!
No entanto assim como o “eu te amo”, o “desculpa” também foi banalizado. Pode-se dizer que algumas vezes, inclusive, foi vulgarizado. Dito assim, por qualquer motivo. Sem nenhuma pretensão de realmente se desculpar. Apenas por aparência e/ou educação. Afinal, é mais fácil se desculpar do que pensar em suas atitudes e tentar brecar o erro, neh?!
Já para mim, a palavra DESCULPA tornou-se uma espécie de terror. Chego a sentir palpitações quando alguém se desculpa comigo. É uma coisa estranha, o coração acelera, a adrenalina toma conta e em alguns momentos a raiva me abraça por inteira. E isso já independe de quem a pronúncia ou escreve para mim.
Acho que pode ser porque já tive que ouvir tantas vezes essa “palavrinha” e essas mesmas tantas vezes desculpei o agressor ofensor que desenvolvi uma espécie de trauma para com a mesma. Sim, disse trauma mesmo!? O trauma é tamanho, que até quando sou eu que estou a utilizando me sinto desconfortável.
Refletindo sobre, descobri que não consigo não desculpar certos agressores ofensores, porém não diminui meu trauma com o termo. Cheguei também a conclusão que - ao meu ver, é claro - o que falta é o “povo” pensar mais nas atitudes ANTES de tê-las, já que nos meus casos em particular, as desculpas geralmente eram provenientes dos mesmos erros. Ou erros absurdamente similares.
É fácil demais não precisar pensar na sua atitude e depois simplesmente se desculpar. Principalmente porque é fácil pronunciar o termo. Principalmente quando se é mais fácil ser inconsequente do que ser sensível aos sentimentos do outro. Principalmente quando se sabe que o outro mesmo chateado, magoado, cansado, irá te desculpar.
Então coloco assim, pra mim, só se deve pedir desculpas por algo que não saberia evitar, por algo que não poderia ser evitado. Só aceito de coração aberto as desculpas assim. Já aquelas que são pedidas já pelo vício da pronúncia, ou seja, pelo hábito de errar, de não ter que pensar no próximo, essas também são aceitas, mas não de coração aberto, e sim na esperança que aquele que está fazendo uso da “palavrinha” uma hora acorde para a vida e veja que uma pessoa pode até demorar a cansar, mas um dia se cansa, um dia desiste. E que de forma geral as palavras - principalmente essa - não devem ser usadas com tanto descaso e inconsequência.
L.G.
"Quem finge que não ver, cega por não perceber..."
(N.washington)
Ja faz um tempo que eu acordei ,uma hora acho mais não lembro, acordei e logo me lembrei o porque eu queria dormir pra sempre . Peguei o travesseiro e chorei porque achei que ia ser diferente e nessas horas é engraçado perceber o que o amor faz com a gente
Natalia Gabrielle
Às vezes tudo o que precisamos são vinte segundos de coragem, coragem insana, coragem inconsequente, coragem apaixonada, coragem louca. Coragem essa, que pode mudar sua vida.
- CatG
PRESSA, CHEIRO DE SANGUE
Outra sexta-feira arrastada pela fugaz felicidade de outro fim de semana. E pela pressa. O combustível de SP, mesmo para aqueles que não querem chegar ao local de destino diário. Pessoas passam por pessoas e através delas. Todos querem chegam ao mesmo lugar em que chegam todas as noites e de que saem pela manhã. Talvez apenas para entrar na inercia do sono.
Nas escadas rolantes pés impacientes, a esquerda nunca é deixada livre. E a violência tem seus modos de pedir passagem.
Um ato desencadeia outro, ação e reação. Até que o sangue caía e os pés impacientes se movam rápidos, ignorando o sangue que preenche os vãos da escada. O sangue que flui dos pensamentos, do cranio atingindo pela mochila de um semelhante. Pressa e fúria, [im]pensamento.
Palavras resolveriam, uma bastava, mas o empurrão, reação e o sangue em recompensa fizeram o caminho livre. A pressa, que é inimiga da perfeição, move humanos imperfeitos e instintivos. Move olhares em direção, mas nenhuma ajuda, nenhuma ação. Todos estão fechados dentro do próprio egoísmo, do medo que congela ou move as pernas para longe do olhar. O sangue da reação inunda a roupa, domina as mãos e se espalha rapidamente, na velocidade da vida. E a camiseta amarela é rapidamente colorida pelo vermelho. Agora ouvindo a chuva chegando a terra, sentada ao lado de outra janela, vejo a cena pelas memorias e não sei se a vida se manteve, se sobreviveu a imprudência e a violência, sem qualquer ajuda... A pressa torna irmãos desconhecidos, os rostos passam rápido demais para que se identifique a especie, a semelhança. Continuamos a passos apressados, sabendo que todos estarão a sete palmos e a sete degraus no final, e sem chegarmos a lugar nenhum.
S. Oliv 05 out. 2012
¬
+ff
é vc na foto da dash? *-*
não aushausau