desde que me lembro sempre fui triste e os outros nunca verdadeiramente entenderam, todos se foram do meu convívio em algum momento eu sinto que sempre foi assim e sempre será mas isso fazia mais sentido antes de te conhecer você é triste também, assim como eu e como eu, muitas vezes não pensava na existência como algo viável não sabe o quão bonito e ao mesmo tempo difícil é amar alguém como você porque você foi o único não usou minha tristeza para justificar maus atos, mas foi capaz de dividi-la e abraça-la junto a mim e vice e versa é confusão e é conforto porque depois que comecei amar você, não quero mais que a dor permaneça é difícil porque eu me forço a ser, mesmo que minimamente feliz, em razão da sua cura difícil, porque de todas as vezes que você disse não estava bem, as que me dizia que estava para desistir e me dava até um período de tempo para a concretização da sua sentença, elas me machucavam mais do que qualquer outra coisa no mundo conceber essa possibilidade arde na alma é difícil amar alguém tão triste quanto eu, porque queria, de maneira egoísta, que você não deixasse mais a dor ficar em nome do nosso amor que a minha esperança fosse a sua também e eu sei que esse querer não é algo benevolente da minha parte, é desesperado desejar que estabeleça seu recobro em outro nome além do seu mas eu faria qualquer coisa para não permitir que o mundo te perdesse tenho medo que você realmente desista e eu não possa fazer nada, tenho pavor de perdê-lo para a mesma dor que carrego você é o mais determinado entre nós
às vezes sonho que não consegui salvá-lo
por favor, fique fique, nem se for por mim —Sarah de Pádua (via insuficientemente)












