a selva dos (des)apegos emocionais @rainyjiyeon
“Então, só me relembra: quais os dias que você não trabalha?” Yoonhak já havia perguntado, embora não tão diretamente. Entre um assunto indo mais longe ou pulando para outro, já nem percebia o quanto tinham caminhado e nem se haviam passado pelas mesinhas com o que queriam. O mercado de pulgas, como chamado em alguns lugares, era temporário e acontecia sem previsões, a céu aberto. Yoonhak soube que estava acontecer naqueles três dias por acaso. Gostava de ir, porque tinha um certo gosto por caçar tesouros - ou porque gostava de velharias, um primo de Busan falou uma vez. Ele discordava, é claro. Yoonhak acreditava, e tinha algumas provas em sua casa, que poderia mesmo encontrar coisas genuinamente legais e únicas. E se tivessem sorte, Jiyeon poderia achar algo para as câmeras dela, ou mesmo câmeras em si, com um absurdamente bacana. Bom, ao menos era o que Yoonhak havia pensado ao convidá-la. De repente, lembrou-se de uma questão importante naquele tipo de selva: “O quanto tu domina a arte de pechincha e o quão fraco seu coraçãozinho é para chororô emotivo?”









