THE CHILDREN OF FIRE AND WATER UNITED
3THE CHILDREN OF FIRE AND WATER UNITED
Leonardo Santin with Aspen King. Day 2 - 12/10.
Plot Drop: It Is Time To Fight. #3
O segundo dia fora bem pior do que o primeiro. Leonardo nāo achava que isso fosse possível, mas a realidade é sempre difícil de encarar mesmo que seja feita de deuses e criaturas mágicas, a fantasia às vezes pode ser muito cruel.
Se sentia atordoado pelo cansaço, mas principalmente pela quantidade de sangue jorrado nos corredores do instituto, junto de corpos perdendo cor e alunos gritando pelas perdas enquanto outros atacavam criaturas. A sensaçāo que o filho de Poseidon sentia era de estar preso numa enorme bolha, os sons naquele momento pareciam estar ecoando de longe, abafados e as cenas que enxergava passavam como em câmera lenta. Sua mente voltou a racionalizar quando já estava dentro do refeitório que havia se tornado quase que um quartel general, funções haviam sido distribuídas e os semideuses junto de criaturas se esforçavam o máximo para tudo funcionar.
Havia recém descoberto que os alimentos que chegavam todo início de semana haviam sido saqueados e naquele mesmo momento vários alunos estavam machucados e cansados, com a falta de comida sabia que teriam mais um problema em breve para lidar. A primeira ideia que surgiu na sua cabeça era checar a horta no dormitório Cassiopeia, no primeiro dia esteve lá e por conta do leāo e os rugidos de fogo sabia que algumas das plantações haviam sido queimadas, mas nāo tinha certeza se a horta havia sido atingida, seu objetivo era buscar o máximo que pudesse para abastecer o Instituto.
Seus pensamentos foram interrompidos quando avistou um rosto conhecido no meio do refeitório que estava com um semblante devastador, era Aspen, namorado (ou quase isso) de sua irmā. Seu coraçāo bateu forte ao avistá-lo daquela forma, sua primeira reaçāo fora correr até o filho de Hefesto, a preocupaçāo já estava estampada em seu rosto.
- O que… o que aconteceu... Aspen?! - O rapaz indagou sentindo sua garganta fechar de angústia. - É a Babi?!
Aspen parecia nāo ter força para responder em palavras, mas meneou a cabeça em um sinal negativo. Leo pode sentir os músculos das costas aliviarem um pouco da tensāo ao saber que nāo tinha algo envolvido com a irmā. Respirou fundo, olhando para cima e agradecendo aos céus, mas logo voltou sua atençāo ao rapaz sentado ao chāo. Com os braços, aproximou-se do mesmo e o levantou, colocando-o de pé.
- Cara, você precisa de ar fresco. - Murmurou batendo em seu ombro sério, o puxou pelo braço para fora do refeitório após pegar duas sacolas grandes para estocar o que encontrasse.
Leonardo nāo tinha mais sanidade para melhorar a situaçāo, afinal, a cada corredor que viravam se tornava mais ensanguentado e acompanhado de pedaços de criaturas pelo chāo, além é claro dos gritos que ecoavam o instituto. Resolveu acelerar os passos mas certificando-se sempre se Aspen estava no mesmo ritmo que ele, nāo iria perdê-lo de vista naquele estado. Ao chegarem ao dormitório Cassiopeia, resolveu ser bastante objetivo: passar pela pequena floresta dali até a regiāo da horta, checar as plantações e colher o que pudesse - embora nāo tivesse o menor conhecimento daquilo. Assim o fez e colheu algumas verduras, colocando-as em uma das sacolas.
Escutou o filho de Hefesto alertando que tinham uma presença a mais no local e imediatamente largou a sacola no chāo. Antes que pudesse fazer qualquer movimento, observou a bainha ser jogada ao ar em sua direçāo, o filho de Poseidon a pegou e equipou-se. Sentiu se coraçāo bater mais forte quando retirou a espada de Aspen de sua proteçāo e as lâminas entraram em chamas, o rapaz teve os olhos arregalados. Escutou um som fino rasgando o ar, o centauro corria enquanto atirava as flechas em direçāo dos dois semideuses.
Enquanto o filho de Hefesto se defendia com sua prótese e o atacava quando podia, Leonardo corria pela lateral em direçāo da criatura. Nunca havia utilizado um tipo de espada como aquela, em chamas, embora a sensaçāo de tensāo, Leonardo sentia uma corrente de energia correndo pelo seu corpo sempre que acertava o corpo do centauro e recebia em resposta urros de dor, mesmo que os ferimentos fossem leves. Entre ataques, o filho de Poseidon percebeu que o companheiro de batalha estava perdendo a paciência, atacou a criatura mais uma vez até ser ordenado a se abaixar. Jogou seu corpo para o lado, abaixando-se e vendo o filho de Hefesto ter o corpo completo por chamas. Um chicote de fogo criado por Aspen atingiu a criatura fazendo-a ficar ainda mais frágil. Leonardo aproveitou o momento para jogar seu corpo contra o da criatura, com as duas māos segurando a espada atingiu o coraçāo da mesma, matando-a.
Ao ver o corpo do centauro no chāo, o filho de Poseidon se afastou, sua respiraçāo estava forte e ritmada e ainda digerindo o que havia acontecido. Guardou a espada na bainha, meneando a cabeça para Aspen em sinal positivo para a sugestāo de voltarem, pegou a sacola que havia abandonado ao chāo e se retirou com o mais velho do local.