Minha avó me disse hoje mais cedo “Tudo o que você faz você se desempenha bem, menos em serviço doméstico”. E na minha cabeça eu completei: “Nem em serviço doméstico e nem em amor…”. Sabe, eu sempre dancei, desde pequena, sempre gostei de atuar, de estar sob os holofotes. Mas agora, já a essa idade eu percebi que tudo isso me levou ao caminho da solidão. Eu poderia dizer “Estrelas estão fadadas a serem sozinhas, de brilharem para serem admiradas, de serem amadas à distância”. Mas não tem nada a ver com isso. O fato é que nenhuma pessoa foi feita pra ficar sozinha, nem que uma maldição tenha caído sobre ela, nem que ela tenha o pior carma de todos, ela vai encontrar alguém que a faça feliz. Mas comigo isso parece ser impossível. Primeiro que eu tenho o famoso ‘dedo podre’. Recentemente um cara apaixonou-se (ou não, sei lá) por mim, e admito eu senti uma leve atração por ele, eu tinha acabado de levar um fora e resolvi dar uma chance à minha felicidade, resolvi dar uma chance à esse rapaz, já se passou um mês e eu ainda ‘estou’ com ele. Sim, entre aspas, porque não somos namorados. Nem tenho pressa para isso, o fato é que pessoas de fora já estão achando estranho que botando defeitos em nossa relação. E cara, eu sou a garota mais insegura que existe. Eu juro que esse rapaz tocou meu coração, eu o amo. Parece recente, mas como os clichés dizem que o amor não tem data nem hora para acontece. Então aqui estou eu… Enfim voltando à linha do pensamento, eu me sinto feliz com ele, quando estamos apenas nós dois eu sinto como se nada mais importasse, e não importa mesmo. Ele me passa uma certa segurança apenas por escutar sua voz. E embora coisas estejam acontecendo, eu sempre tento esperar o melhor dele. Eu mesma disse a ele um dia desses: “Eu estou apostando todas as minhas fichas em você, eu estou apostando minha felicidade e meu coração nessa jogo, e eu não estou aqui pra perder…”