Vulnerabilidade é uma palavra grande e bonita, que soa pomposa e de significado agridoce. Particularmente não gosto de dar espaço para as pessoas associarem essa palavra comigo, talvez seja por causa da cultura machista na qual fui criado. "Homem não pode chorar, homem tem que ser forte" e homem tem que ser babaca e com tantos sentimentos quanto uma porta. Infelizmente, sou uma decepção pra toda essa cultura porque tenho habilidade de criar empatia até com as folhas que se deixam movimentar pelo vento. Eu sinto por mim e pelos outros, sinto por tanta coisa que às vezes até me arrependo e penso que estou vivendo errado. Tropeçando mais do que andando, dormindo mais do que vivendo, sendo menos eu e mais reflexo do mundo ou do meio. Mas, de qualquer forma, mesmo com tudo isso, parecer vulnerável não é uma opção pra mim. Inclusive, tem uma música que eu gosto só porque em algum momento eles dizem "don't give a fuck, but actually I do" que em tradução livre significa: não ligo, mas na verdade ligo. E essa frase tão contraditória se encaixa tão bem em mim quanto duas peças de lego. Sou o tipo de pessoa que tenta estar de bem o tempo todo, ser educado com todos, um típico libriano, mas não gosto de mostrar as coisas que sinto. Por isso, independente do quanto a palavra pareça bonita, vulnerabilidade não é uma opção.
Don’t give a fuck, but actually I do.















