O estilista respirou fundo, apoiando o rosto em ambas as mãos, esfregando as têmporas com os polegares dormentes. Seu corpo inteiro doía, sentia que se alguém o tocasse, os ossos tão rígidos transformariam-se em pó. Claro que ela ligava. Como poderia pensar que escaparia de respostas tão facilmente como respondendo “não precisa se importar”? Com os olhos fechados, soltou o ar que prendia, para murmurar levemente, de forma cansada - Eu estou bem, princesinha - tentou sorrir para mostrar que era verdade, mas não conseguiu. Poucos dias naquele castelo, longe de seu rei, e já estava daquele jeito? Ele era ridículo, apenas. Estendeu a mão para Jasmine e a segurou levemente, sem saber o que fazer. Não havia planos, não havia olhos o encarando, não havia nada. Tudo era um silêncio tão grande que chegava a assustar o guerreiro, porque começava a ouvir sua própria mente - Só com saudades de casa.