de tudo que passamos entre aspas e reticências o que mais me tira o verso é saber que chegamos ao fim sem um ponto final
você simplesmente se foi e não deixou nem uma vírgula

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de tudo que passamos entre aspas e reticências o que mais me tira o verso é saber que chegamos ao fim sem um ponto final
você simplesmente se foi e não deixou nem uma vírgula
Eu demorei pra entender que eu não tinha que entender nada. As explicações que eu achava que você me devia, quando na verdade você não me devia nada. Apesar de você não me impedir, quem criou todos os planos foi eu. Quem montou uma história onde o futuro era com você, foi eu. As mais de 300 cartas que eu te escrevi, foi porque eu quis. Todas as músicas onde te eternizei, foi porque eu senti. Todos os poemas, os textos, você não me obrigou a nada. As horas que passei escrevendo em um caderno pra você foi porque eu sabia que você gostava, você não me pediu que fizesse. Todas as vezes em que fui seu alento em meio a alguma crise foi porque eu me dispus a ser, porque eu me sentia na obrigação de te fazer sorrir. Você não me pediu pra cuidar de você. Não posso te culpar por um futuro que só existia na minha cabeça. Por mais que eu tenha te amado.
Mas agora eu apaguei o seu número. As cartas, eu queimei junto com os cadernos. Os poemas já não existem mais nos meus blocos de notas. E as músicas? Já nem toco mais. O pote clichê com motivos pra te amar, hoje não passam de pó e os motivos Eu já nem lembro. E quanto ao amor? Eu peguei o amor e o coloquei dentro de uma garrafa. Fechei bem, pra não entrar água E com toda a força que ainda me restava, atirei ao mar. O mais longe que eu pude. Com as ondas o levando para mais longe ainda. Afinal, nossa relação sempre se resumiu ao mar, e é lá onde ela deve ficar.
Por quê estou te contando isso? Para que você saiba que quando se arrepender e quiser voltar, vai encontrar aquilo que fica depois da tempestade. Eu serei arco-íris e você a ressaca.
talvez eu não seja o amor da sua vida
ou o amor pra sua vida
mas eu posso ser aquela risada gostosa no fim de tarde
o acorde daquele violão no pôr do sol
ou o frescor da água de côco
se você quiser
eu posso ser aquele beijo na chuva
o jantar ruim que deu certo
ou o encontro clichê como os de novela
posso ser o que a estrela cadente te trouxe
o poema que te emociona
ou a canção que te arranca suspiros
se você deixar
eu posso ser o seu “pra sempre”
ser quem vai decorar seus gostos
ser o gosto de "quero mais" que fica na sua boca
mas se for pra eu ser só mais uma lembrança
que seja uma lembrança boa
- Jhessica S.S.
me peguei distraída falando sobre o amor falei do seu cabelo cacheado tão azul quanto o alto mar e dos seus olhos profundos como tal falei do teu riso do contágio do seu sorriso do som da sua gargalhada que ecoa na minha memória e confunde meu juízo falei sobre o som da sua voz e quando você gagueja pra se explicar falei das manias nos seus verbos e das rimas nos seus versos lembrei do seu desgosto por café e do seu gosto da melanina da sua pele e acabei falando do arrepio e do rodopio que meu coração dá quando nossos mundos se compelem se colidem e causam uma explosão que não faz barulho que não faz estrago só queima e tem gente que teima que isso não é amor me peguei distraída falando sobre o amor e quando me dei conta já estava falando de você
talvez a gente dê certo
não sei se amanhã a gente vai tá junto a gente vira um lance, se não vira assunto mas eu assumo quase que eu me acostumo a dormir no enroscar dos nossos pés
a gente faz amor ou escreve uma história debaixo do cobertor ou dentro da memória é que quando você vai embora fico como um cachorrinho olhando pra fora Me sinto como um pintor sem seus pincéis
sei que você tem um romance e ás vezes se afasta de mim mas quando a saudade bate você bate aqui volta pro nosso “talvez” e quando não dá certo a gente tenta outra vez a gente sempre tenta outra vez
talvez amanhã você conheça alguém na cafeteria que você gosta ou na esquina da sua casa e eu bata minhas asas talvez eu viva outro conto de fadas só na espera do ponto final pra começar tudo de novo no outro mês
mas hoje não cá estamos nós emaranhados nos lençóis uns chamam de amizade colorida outros chamam de estepe emocional não nos definimos, mas é real é surreal e por mais que pareça irracional eu adoro a certeza no nosso “talvez”
a gente sempre tenta outra vez - Jhessica S.S
você foi embora conheceu outra pessoa e se entregou pra ela tá tudo bem mesmo foi bom enquanto durou nossos momentos foram incríveis e você sempre vai ser uma memória boa espero que eu também seja pra você não precisa se sentir mal pelas noites que eu não dormi pelas horas que eu chorei não foi sua culpa era meu luto eu tinha acabado de enterrar o nosso amor e você encontrou outro amor e tá tudo bem por muito tempo eu tive a certeza de que você era a pessoa que eu precisava você era o que queria a tal pessoa certa por quem eu estaria disposta a tudo pra gente dar certo mas eu não fui essa pessoa pra você foi difícil foi doído mas passou e agora tá tudo bem
Eu fui brisa em meio a sua ventania enquanto você foi meu vendaval Eu fui seu amor de fim de festa Já você Foi todo meu carnaval Eu fui um grão de areia no seu deserto Você foi minha miragem mais bonita Eu fui blues no seu ouvido Você foi escola de samba na minha vida
Eu fui ponto de parada na sua viagem e você (se) foi
- Jhessica S.S.
adoro as comparações do amor com o café só se serve quente mas ainda tem quem tome ele frio com açúcar ou sem fraco ou forte tudo se encaixa tão bem
para algumas pessoas o dia só começa depois de um bom café pra outras pessoas serve o beijo de bom dia ambos transmitindo calor cada um com seu gosto e na medida certa você pode até não gostar de café mas não pode viver sem amor