Nunca fui boa em expressar o que eu sinto. Escrever? Não sai nada, as palavras se embolam e eu fico com dor de cabeça. Falar? Muito menos. Eu poderia escrever um livro sobre os meus sentimentos, sobre os meus medos, sobre os meus questionamentos, se eu conseguisse explicar a confusão que é dentro de mim. Mas esse texto não é sobre eu e minha dificuldade em expressar meus sentimentos, é sobre quem eu me tornei quando me encontrei.
É interessante até, passei um longo período sem deixar ninguém se aproximar de mim por medo as partidas, tinha uma opinião muito formada sobre como agiria quando encontrasse "o príncipe". Mas na prática a teoria sempre é outra!
Sempre tive a opinião "Qualquer pessoa consegue ser feliz sozinho, não tem essa de precisar de outra pessoa" até hoje penso assim, afinal eu era feliz antes de me encontrar, é, me encontrar! Minha família tinha seus problemas mas nada grave, tinha minhas amigas que me arrancavam risadas o tempo inteiro, saia, tinha meus livros pra ler, minha internet, filha única... Queria mais o quê? Também não aceitava que as pessoas mudassem pelos seus parceiros. Não aceito até hoje o fato de mudar por alguém, "Ninguém vale tão a pena a ponto de trairmos a nós mesmos", mas como eu já disse, na teoria, a prática é sempre outra!
Personalidade é algo que ninguém pode mudar. Eu sempre fui uma chata, perturbada, irritadinha, ciumenta, mimada, cabeça dura, orgulhosíssima, super difícil de lidar, medrosa, neurótica, mega dramática, tinha minhas qualidades, mas sempre achei que: Paciência é o que me definia.
Quando eu me encontrei, e eu me encontrei na vida de outra pessoa, na casa da pessoa, no corpo da pessoa, na rotina de outra pessoa, tudo o que eu acreditava mudou um pouco. Quando você conhece a pessoa, você muda. Não adianta. Muda o jeito de pensar, muda os lugares que frequenta, muda coisinhas que não são mais tão adequadas pra você. Às vezes muda até mesmo sem perceber. Quando eu resolvi deixar alguém se aproximar de mim, a felicidade que eu sentia foi duplicada, triplicada, quadruplicada... E eu percebi que não há nada melhor do que você acordar com um sms nem que seja um "Bom dia, amor", não há nada melhor do que alguém pra você conversar, confiar, amar... Não há nada melhor do que passar por experiências novas com alguém que você confia.
Quando eu me encontrei, minha personalidade continuou a mesma. Continuei muito cabeça dura, orgulhosa, porém agora sei quando tenho que pedir desculpas e estou trabalhando em assumir meus erros. Continuei muito mimada, afinal o mongo me mima cada vez mais -não que eu esteja reclamando!-. Fiquei ainda mais chata, ainda mais perturbada, muuuito mais ciumenta, muuuito mais neurótica, muuuito mais dramática e continuo dificílima de lidar. Minha paciência também diminuiu terrivelmente graças ao ciúmes que ficou maior!
Eu posso dizer que encontrei "O príncipe"! Mas o meu príncipe não é perfeito. Ele tem tantos defeitos, é tão mongol... Mas é a melhor pessoa do mundo. É quem atura os meus dramas, a minha tpm que sempre faz ele aturar raiva por bobeira ou a camisa toda molhada. É a pessoa que pode estar carregando os problemas do mundo inteiro nas costas, mas se eu der um "Ai" vai largar tudo pra me ajudar. É a pessoa que faz de tudo pra me ver sorrindo, pra não me decepcionar, pra não me magoar... É o meu melhor amigo, e é muito, mas muito mais do que o príncipe que eu sempre sonhei.
Eu não me arrependo de nada desde que eu me encontrei em você, amor! Eu te amo muito.