é que tua ausência me faz um mal danado...
volta?
volta.
volta que eu não sei escrever sem você
e os textos ficam confusos e até perdem o sentido
volta que o papel fica mais bonito
quando atrás da caneta tem você.

#dc#dc comics#batman#dick grayson#tim drake#batfam#batfamily#bruce wayne#dc fanart



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é que tua ausência me faz um mal danado...
volta?
volta.
volta que eu não sei escrever sem você
e os textos ficam confusos e até perdem o sentido
volta que o papel fica mais bonito
quando atrás da caneta tem você.
— Mas veja bem, Ana, o amor é algo bonito sim. Não digo esse amor passageiro e frio de hoje. Certamente ainda deve existir amor verdadeiro, mas falo dos antigos, daqueles da época do seu avô, onde casais na sua idade cresciam juntos e aprendiam sozinhos o que é o amor de verdade, sem a sociedade estipulando padrões de beleza, sem influência de pai, tio ou tia. Aqueles amores de quintal, onde todos olham e dizem: "olha aqueles dois que bonitos, não é que foram feitos um para o outro?". O amor onde em cada gesto, cada frase e cada olhar só faz aumentar. E você não se cansa de estar ao lado daquela pessoa, pelo contrário, você só quer mais e mais, porque você ama de verdade, e no amor verdadeiro nada diminui. — E as pessoas não se cansam? — Não, querida. Na verdade podem se cansar sim, mas ai não é amor. Nunca foi.
A rabequista.
Preciso organizar os papéis, as pastas, os arquivos. Olha que bagunça está tudo isso. Não consigo encontrar nada nessas gavetas. Tudo fora de ordem, fora do lugar. Mas pensando por um lado seria pior se estivesse só um vazio. Se bem que essa bagunça se tornou insuportável. Olha só para esta sala, poderia estar impecável com um pouco mais de dedicação. Essa é minha sala, não podem entrar assim e mudar ela completamente do dia pra noite, vou tirar uma semana dessas aí para tentar arrumar tudo já que ninguém pode arrumar por mim, colocar tudo em seu devido lugar. E claro, não me refiro à qualquer sala, mas sim a sala da minha vida.
Totalizei e A rabequista
Ele tinha um amor: enxergar. Lá era colorido, azul-marinho com laranja, verde com branco, mas as cores não passavam de palavras sem o menor sentido pra José. Lá as pessoas eram compostas por dois buracos, uma curva e um traço. O mundo era uma abreviação de formas unificadas que formavam outras formas. Qual seria a cor dos seus cabelos? E os seus olhos, teriam alguma cor? Como seria andar sem uma cadeira de rodas? Como é o mundo pra aqueles que enxergam e que andam? Uma única lembrança do mundo com cores: O acidente que lhe tirou o direito de andar e de enxergar 21 anos atrás. Ele tinha 23 anos mas todo dia aprendia uma coisa nova, todo dia uma primeira vez pra tudo. Até que ele recebeu uma notícia; ele tinha cura. Sua ceguez tinha cura. Continuaria sem andar, mas ao menos veria o mundo como ele realmente é. Seria o mundo do jeito que ele imaginou? Uma cama de hospital, José se deitou. Uma voz forte o disse que ele dormiria por algumas horas e quando acordasse poderia ter a resposta para uma das perguntas que mais o incomodava; qual a cor do céu? Era azul. Seus cabelos eram marrons, nada como ele imaginou, ele viu seu rosto pela primeira vez, tinha olhos verdes, tocava em tudo o que via, perguntava o nome de cada uma das cores. Os primeiros dias foram como um renascimento. Conhecendo tudo outra vez, pôde ver o que era a fome, desnutrição, pobreza, estupro, espancamento, um corpo sem vida. Decepção. Esse não era o mundo de José, ele reconheceu isso depois de 2 meses assistindo telejornais. Em 23 anos de vida cega tudo era mais bonito. Teve certeza disso quando pela primeira vez viu a morte de tão perto, quando perdeu a única pessoa que amava de verdade, a pessoa que o ensinou a viver. Ele viu o rosto desfigurado de sua mãe e viu seu corpo contorcido debaixo do ônibus que tinha a atropelado. Ele não gostava daquele mundo. Ele queria o preto de volta. Queria o mundo que conhecia, queria o mundo que viveu seus 23 anos. Onde estava aquele mundo agora? Passou os últimos 4 dias de olhos vendados, não tinha jeito, ele conheceu nosso mundo e não gostou, José queria ser cego de novo.
José se jogou da janela do quinto andar (nada é fácil de entender). A rabequista.
Maria Clarisse se achava diferente. Maria Clarisse era colorida. Ela era preto e era verde, e no meio do negro e do mato ela era também céu. Ela tinha 9 anos e queria aprender a voar, queria nadar e queria correr, também. Maria Clarisse tinha vontades incontestáveis de conhecer a Rússia, e mais de quarenta e nove vezes tudo o que ela desejou foi ter nascido abóbora. Maria Clarisse gostava de gatos e tinha cachorro, seu sonho sempre foi ter coelho. Maria Clarisse era Maria porque sua avó era Mariana e era Clarisse porque seus pais ouviam Renato Russo. Maria Clarisse não via, nem ouvia e muito menos ela falava. Surda, muda e cega, Maria Clarisse criou seu próprio mundo, e lá ela era tudo o que ela queria ser. Ela era Maria e era canguru, ao mesmo tempo que era passarinho. Ela era Clarisse e era sol, ao mesmo tempo que era chuva.
Maria Clarisse era e não era, A rabequista.
Um certo amigo julgou ser abstinência. Dias, semanas, até meses sem escrever, o cheiro do papel em branco me seduz. Mas vale a pena mesmo? Passar semanas tentando evitar uma coisa e ver todo o esforço sendo jogado fora ao menor contato com uma caneta? Abstinência. Tenho fome de palavra, acúmulo de sentimentulhos que só podem ser colocados pra fora de uma única maneira. Escrever é bonito, e a falta da escrita me corrompe, me abafa.
A rabequista
Cansei sabe? Cansei de ser procurada somente quando se tem um problema, de servir de capacho, de dar e não receber. Cansei das palavras incompreendidas, dos sentimentos jogados no lixo, da tua cara de sono, do café frio e das promessas vazias. Eu só quero um pouco de atenção, é perdir demais?
A rabequista
Tive hoje o dia mais difícil que se possa imaginar. Entre as 24 horas de hoje passaram-me quatrocentas coisas em mente. Trabalho, atraso, documentos, obrigações. Em meio de tanta confusão e levando em conta tudo que hoje me aconteceu, a mente ainda me prega uma peça te colocando, mais uma vez, no centro de tudo. Me pego pensando de novo em como você olha pro chão quando está com vergonha, ou como você tem mania compulsiva de tocar os cabelos. Engraçado, te reparo todos os detalhes, te guardo em mente no meio de tanta confusão. Posso esquecer até das calças, mas o menor detalhe sobre você não me escapa a mente em momento algum.
A rabequista