O dobrar dos sinos
Tem algo de reconfortante em reler seu livro preferido. Ainda mais quando se estuda o livro a fundo para um projeto. É como reencontrar um velho amigo, dá um quentinho no coração.
As histórias que cercam a catedral de Paris e a escrita do Victor Hugo têm um poder incrível de me encantar. As tramas e os personagens se entrelaçam e se separam numa grande valsa. Apesar do livro ter muitas partes descritivas, a escrita tem tanta ironia e passagens marcantes que o livro é maravilhoso mesmo assim.
O livro foi escrito parta tentar salvar a catedral de Notre Dame de Paris que estava ameaçada de ser demolida. O autor francês, passeando pela igreja, se deparou com uma palavra escrita em grego em uma das colunas do edifício (que já foi apagada): AnarKé, que quer dizer fatalidade. Victor Hugo se perguntou que tipo de angústia uma mão medieval estava passando para cravar aquela palavra na parede. Assim nasceu a história de Quasímodo, de seus amores, seus inimigos e todos mais que o cercam.
O Corcunda de Notre Dame é sobre destino, justiça cega, amores, paixões, bode expiatório e relações familiares. Na Paris medieval, uma jovem cigana inspira amor e tesão nos homens, medo e inveja nas mulheres; tudo isso por ser diferente, por ter a ousadia de ser livre. Esmeralda, como uma Pandora mais moderna, libera todos os males do mundo e guarda a esperança par si.
Enquanto isso, um padre duvida de sua fé, um corcunda conhece a bondade humana, jovens só querem se divertir e um capitão mostra que suas juras podem não ser tão honestas assim.













