— EU TE AMO, PORRA. — EU TAMBÉM TE AMO. — Não Julia, você não ta entendendo. Eu te amo de verdade. Não como amigo, te amo como um homem ama uma mulher — Ela ficou em silencio por um tempo, talvez tentando assimilar o que eu tinha acabado de falar. — Não Léo, você não me ama desse jeito — Ela respondeu calma e convicta — Você está confundindo as coisas, você me ama como amigo, só isso. — Presta atenção Julia, você não tem o direito de julgar os meus sentimentos. Eu sei o que eu sinto e eu não estou nem um pouco confuso. Eu estou aqui mesmo depois de todos esses anos, mesmo depois de todas as vezes que você me mandou ir embora, eu ainda estou aqui e ainda me sinto do mesmo jeito — Ela desviou o olhar e não disse nada, seus olhos transbordavam toda confusão que ela estava sentindo — Ju, eu sei que você também sente alguma coisa por mim. — Claro que sinto Léo, você é o meu melhor amigo. — Eu não to falando de amizade Julia. To falando desse nervosismo quando eu me aproximo de você. To falando das inúmeras vezes que já te peguei encarando a minha boca, como agora. To falando do seu corpo se arrepiar como meu toque, desse jeito. To falando dessa sua respiração descontrolada e a vontade louca de me beijar que os seus olhos não negam. — Para com isso Leonardo, você esta confundindo tudo. Eu tenho um namorado e eu amo ele. — Eu sei que ama, mas eu também sei que rola alguma coisa entre a gente, você não pode negar.
Ju e Léo












