Edição numerada da editora @carambaia , este projeto gráfico leva em conta a leveza e flexibilidade do junco. Os detalhes em preto e branco trançados, imitam as esteiras e artesanatos feitos da planta, junco, característica da região da Sardenha, onde se passa a história. A narrativa tem Efix como pivô, um servo negro (escravo com alguma liberdade de mobilidade física na construção da narrativa) que vive em penitência servindo à família Pintor, outrora composta de 4 irmãs e um pai severo, agora são apenas as três irmãs e Efix. As três vivem como aristocratas em decadência e Efix é o único capaz de lidar com o trabalho pesado e prover algum sustento a partir da fazenda da família. Um telegrama traz a notícia que o sobrinho, filho de Lia, a irmã falecida que fugiu para casar-se contra a vontade do pai, deseja visita-las e aqui a narrativa segue seu fluxo, antigos sentimentos são rememorados, e a narrativa vai passando como vento. Não é uma leitura difícil mas o excesso de descrição das paisagens, dos juncos em repetidos momentos tornam-se enfadonhas. Até metade da narrativa o clima de desvendar o passado e o presente tomam conta, depois "se perde". Não apenas os personagens mas o livro toma alguns rumos sem muito sentido (não se trata de um realismo mágico). E o ardor da narrativa volta no último capítulo como um último fôlego, suspiro, esperança? O prefácio, muito bem escrito, conta a bonita história da autora, segunda mulher vencedora do prêmio Nobel de Literatura e é possível perceber seus elementos pessoais ao longo da narrativa. Uma história cativante, com descrições enfadonhas e alguns rumos questionáveis. Não há um aprofundamento psicológico dos personagens, apenas reações partindo dos acontecimentos, quase como juncos ao vento... Será? Mas é uma leitura agradável. É um bom livro. #graziadeledda #juncosaovento #literaturaitaliana #book #bookstagram #instabook (at São José, Santa Catarina) https://www.instagram.com/p/BrnuGVKlkCp/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=giz13oqmi58r









