my dreams are bigger than your junky pride.
may jailer - junky pride
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Uivo
Desvirtuoso, se é. Desvalorizando tudo o que vê, desnutrindo cada parede que me faz. Âmago que cria e destrói, sabe que não é meu melhor amigo, sabe que não é o meu companheiro de boas jornadas. Deixe a cor fluir pelo meu ser e deixe toda essa tinta vazar pela minha alma, limpe a imundice, me desmonte, me faça novo. Respire por mim, faça a vida vir por fogos de artifícios, exploda-me e faça brilhar, redija minha história para que acabe em "fin". Poetize sobre o comum para que se mostre o mais incomum de todas as coisas, insano é ser são quando sanidade não é uma opção dada a mim, saída não cabível para minhas necessidades. Meu interior grita quando meu exterior se mostra mórbido, minhas formas não correspondem as minhas emoções, casca pós casca, humor clichê para cada gole d'água na qual me afogo. Faço me abstrato, meu sangue se torna borrões jogados em uma tela, emoções são rabiscos emoldurados pela razão que me sustenta, como uma coluna tomada por líquens. Rasgue o que precisa, animalize se for necessário coragem, angústias que vazam pela minha caixa torácica, borboletas que já se encontra na laringe, destinadas a vasos de banheiros que apenas precisam de uma faísca para serem explodidos. Grito por silêncios sucedidos, correspondendo a cada sentença que foi retorcida em uma nota desafinada.
My dreams are bigger than your junkie pride
Cave, apenas cave, cave como se não tivesse outra função, cave até seus braços se cansarem, cave até seus joelhos cederem, cave, só não desista e se pensar em desistir, cave. Não há quem possa tirar isso, não há quem possa lapidar. Isso não é poético, isso é maciço, assim como tudo em mim. Chegue a outra ponta sem encontrar um rastro meu, não sou de deixar pistas, não sou de deixar bilhetes, não sou nem de me deixar, por que seria? Tomo a liberdade de me comparar a uma tempestade, não daquelas que destroem casas ou daquelas que fazem as pessoas sofrerem, sou daquelas que o oceano suga para si mesmo, a que se perde antes de chegar na costa. Dobrei-me na esperança de me atomizar, na esperança de me minimalizar, na esperança que esteja no meio daquele monte de terra que você cava na esperança de achar algo melhor.
(nesse meio tempo penso em só necessitar de alguma minhoca que abra um buraco na terra, tranquila e úmida, para que possa respirar, posso apenas necessitar de um ciclo natural, pelo menos hoje)