The Dead Mother will be released on Blu-ray on September 19 via Radiance Films. Broke Horror Fan has an exclusive first look at a new trailer for the 1993 Spanish psychological thriller below.
Juanma Bajo Ulloa (Airbag, Butterfly Wings) directs from a script he co-wrote with Eduardo Bajo Ulloa (Butterfly Wings). Karra Elejalde, Ana Álvarez, Lio, and Silvia Marsó star.
The Dead Mother has been newly restored in 4K, supervised and approved by Bajo Ulloa, with uncompressed stereo 2.0 audio. It comes with reversible artwork featuring new art by Time Tomorrow and the original poster.
A CD featuring the soundtrack by Bingen Mendizábal (Airbag, Butterfly Wings) is included, along with a booklet. Read on for the trailer and special features.
Special features:
Audio commentary by director Juanma Bajo Ulloa
The Story of La Madre Muerta - Making-of documentary with cast and crew interviews
Victor’s Kingdom - 1989 short film by Juanma Bajo Ulloa, restored in 4K
Behind-the-scenes and promotional image gallery
Trailer
Booklet with new writing on the film by Spanish Gothic: National Identity, Collaboration and Cultural Adaptation author Xavier Aldana Reyes and newly translated archival writing by director Juanma Bajo Ulloa and co-writer Eduardo Bajo Ulloa
Soundtrack CD composed by Bingen Mendizábal
Ismael (Karra Elejalde) breaks into the house of a fine art restorer and shoots the homeowner dead, leaving her daughter orphaned and traumatized for life. Years later Ismael is working in a bar where he sees the daughter again. Paranoid that she has recognized him and will report him, he kidnaps her and holds her hostage, demanding that her hospital pay a ransom for her release. As he spends more time with her a strange bond develops that causes him to delay the ransom request or fulfill his threats of throwing her in front of a train. But he can't delay forever...
I see you liked women a lot. If you would've met me, you might've fallen in love with me. Me with you, surely. I haven't been very selective, Ramón. I've shacked up in the worst joints. I wonder what's with me? I always get the weirdos. A good heart and a good dick and I fall in love.
A tendência ao absurdo nas tramas rocambolescos e tragicômicas de Almodóvar é uma das características mais marcantes na obra deste excelente diretor espanhol. Em Kika, esta característica talvez atinja seu auge, ao lado da hiper-exploração da mise-en-scène kitsch, das determinadas “cores de Almodóvar”, da trilha sonora latina ultra-sentimental e da pletora de personagens esdrúxulas, outras características definidoras do estilo almodovariano. A trama de Kika concentra-se num triângulo amoroso vivido pela personagem-título: Verónica Forqué interpreta Kika, a simpática e otimista maquiadora que vive num relacionamento amoroso com Ramón (Àlex Casanovas), um bem-sucedido fotógrafo; embora tenha já se envolvido sexualmente, no passado, com o escritor Nicholas (Peter Coyote), padrasto de Ramón. Quando Nicholas se muda para o antigo estúdio fotográfico de Ramón, acima do apartamento em que o fotógrafo vive com Kika, ele e a protagonista retomarão seus encontros sexuais.
O triângulo amoroso desenvolvido entre Kika, Ramón e Nicholas é apenas uma das situações excêntricas que a trama rocambolesca nos apresenta; Paralelamente, também somos apresentados a uma porção de personagens esdrúxulos, como por exemplo: à Juana (Rossy de Palma), empregada lésbica apaixonada por Kika; ao ex-ator pornô e maníaco sexual Paulo Bazzo (Santiago Lajusticia), fugitivo da polícia; à repórter sensacionalista Andrea Caracortada (Victoria Abril), que apresenta o bizarro programa televisivo “Lo Peor del Día”; etc.
Através das situações e personagens absurdos e da tragicomédia constitutiva da sátira, Almodóvar constrói uma consistente crítica sobre a espetaculização midiática e os sensacionalismos da vida cotidiana. Neste sentido, o filme deve ser entendido na chave da ironia e da sátira social - mesmo a polêmica cena do estupro, que levara muitas pessoas a levianamente acusarem o diretor de misoginia, diz muito sobre a estrutura sexista da sociedade espanhola à época, através da exploração banalizante que a repórter Caracortada faz do caso. Kika concentra uma contundente crítica à sociedade do espetáculo, onde a superfície imagética alça ao papel de protagonista.
P.S.: Um dos destaques do filme é a cena em que a personagem de Bibí Andersen dubla Chavela Vargas cantando “Luz de Luna”.