Diane?
- Chamou baixo, entrando em casa.

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Diane?
- Chamou baixo, entrando em casa.
Quando eu digo que vou ir te buscar, eu realmente espero que esteja lá.
- Reclamou em tom mais alto do que deveria, enquanto se aproximava de Diane na biblioteca. - Esqueceu do nosso acordo?
And now i'm tryin' to fix you, mend what he did.
James nunca fora muito certinho quanto a seus horários, mas ultimamente tentava chegar sempre a tempo do jantar em consideração ao esforço de Diane – e se fosse honesto, por também torcer para que pudessem comer juntos. Ele não estava interessado nela, não do jeito usual, pelo menos. Apenas aprendera a apreciar a companhia dela e a preferi-la à outras. Fred pegava no pé dele as vezes, mas Preston sempre desconversava. Nos últimos meses o relacionamento com Diane evoluirá muito e ele se sentia lisonjeado por ela ter passado a confiar tanto nele. Por isso mesmo que às vezes certas coisas lhe passassem pela cabeça, ele tinha o cuidado de se alegrar com o que tinham e nunca esperar por mais do que deveria.
Nessa noite comiam juntos e ele pretendia a convencer a ver um filme com ele depois ao invés de se afundar nos livros. Terminara de comer e estava prestes a propor que fossem ver o filme, quando ela saiu da mesa para atender o telefone. Ele conteve um resmungo, já imaginando que fosse algo da faculdade que estragaria seus planos de divertir-se um pouco – Infelizmente logo ficou claro que não seria só um trabalho escolar que atrapalharia a noite deles.
Diane se afastara para atender, longe demais para que ele não conseguisse discernir o que ela dizia em voz baixa, mas ainda perto o bastante para que pudesse vê-la e notar as mudanças na postura dela. Não queria ser bisbilhoteiro, no entanto, ele conhecia a garota bem o bastante para saber que havia algo de muito errado, e que quanto antes soubesse o que, melhor. Não podia ver o rosto dela, principalmente agora que se apoiara a parede, mas podia ver a tensão se espalhar por suas costas. Estranhou também o modo como ela só ouvia, ao invés de falar com quem quer que fosse. Seriam más notícias, talvez algo envolvendo a família dela?
Forçou-se a cruzar os braços e aguardar que ela terminasse, ainda que seu instinto dissesse para verificar o que a perturbava tanto. A ligação durou pouco, mas mesmo após o fim dela Diane não fez menção de voltar a mesa, o que era um sinal pior ainda. Há essa altura até ele próprio estava nervoso com e desistira de não invadir a privacidade dela – primeiro resolveriam aquilo, depois ela poderia brigar com ele por isso. “Diane, quem era?” Ergueu-se, caminhando até ela. Parou a seu lado, tocando-lhe o ombro. “Alguma coisa de ruim aconteceu? Você não parece bem. Vamos, venha sentar e me diga o que aconteceu.”