w. @gadinhodoaie
A última semana, além de péssima, passara tão lenta quanto um maldito jabuti e ao enfim chegar o final da mesma, Kendra só conseguia pensar em beber e beber até sua cabeça doer menos por conta de seus problemas. Havia um bar que frequentava sempre que tal necessidade a abatia. Era no fim da cidade, onde ninguém que frequentava o local sequer sabia quem ela era e vice versa, o lugar perfeito. Assim que adentrou o bar, Kendra sequer passou os olhos em volta, tomando a mesma cadeira de sempre perto da bancada. Colocando a bolsa de couro contra as pernas, puxou a identidade falsa, rolando os olhos até a China ao ler o nome Cassandra Cumming que seu ex namorado imbecil havia colocado em sua identidade falsa. Com muitíssimo desgosto, Keke ergueu a identidade ao barman, que já a conhecia o suficiente para conseguir segurar o riso ao ler aquele nome patético. Não podia deixar que aquilo também a tirasse o restante de humor, então respirando fundo e fazendo o próprio pedido, se inclinando contra o balcão e deitando a testa no mesmo. Com os olhos fechados e um dos fones no ouvido esquerdo, sentiu a respiração estabilizar finalmente.
A vida, entretanto, pareceu aceitar o desafio de quando Kendra pensou que sua semana não poderia piorar. Uma voz surgiu de alguém bem ao seu lado, voz que ela de imediato reconheceu, querendo cavar um buraco no chão e desaparecer. Aproveitou alguns poucos segundos que não fora reconhecida ainda por estar de cabeça baixa antes de erguer a face com uma expressão nada amigável. ─ Oh, you gotta be fucking kidding me right now. ─ Reclamou, dando um tapa contra a mesa e virando o banco giratório para a direção oposta a fim de encará-lo. ─ What the hell now, Justin? You’re following me, you bloody creep? ─ Como se já não bastasse, o barman, desinformado, se aproximou dela com o drink, dizendo “Aqui, senhorita Cumming. Bom ver vocês dois aqui de novo!”. Kendra de imediato fechou os olhos, fechando as mãos espalmadas na mesa com tamanha força que as unhas pontiagudas geraram um som irritante aos ouvidos ao serem arrastadas pelo metal. Era isso. Havia morrido e aquele era o inferno.















