Triste fim de Simplício
Simplício, sertanejo matogrossense, "camarada" na Expedição Científica Rondon-Roosevelt (1913-1914), morreu afogado quando sua canoa, comandada por Kermit Roosevelt, naufragou. O naufrágio teria sido evitado se Kermit não tivesse desobedecido ordens explícitas de Rondon.
Simplício dá seu nome à cachoeira onde seu corpo desapareceu. Kermit, como seu pai, foi homenageado com o nome de um rio, o Rio Kermit, um afluente do Rio Roosevelt (antigo Rio da Dúvida).
Talvez o Rio Roosevelt devesse se chamar Rio Simplício — homenageando, através do desventurado camarada, os incontáveis heróis anônimos do sertão, geralmente esquecidos pela historiografia oficial. Ou Rio Pyreneus de Sousa, em homenagem ao tenente goiano, mão direita de Rondon, que resgatou a expedição. Ou que se adotasse o nome que lhe dão os povos indígenas tradicionais da região.
Rio Roosevelt, em um Brasil soberano, não.
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+ Sobre Teddy Roosevelt
Um rio no coração da Amazônia brasileira foi batizado em homenagem a Teddy Roosevelt, ex-presidente dos EUA. Fervoroso adepto da doutrina do excepcionalismo norte-americano, Roosevelt defendia que os brancos tinham a missão de "civilizar" os povos "selvagens" do mundo.
Na etnografia brasileira, a fama de Roosevelt se deve à expedição que fez com Rondon ao oeste do velho Matto Grosso. Para a Comissão Rondon, um trabalho de rotina. Para Teddy e sua trupe, um safári científico.









