Criação de uma matéria: uma experiência
Recentemente, fizemos parte de uma experiência única: a realização de uma matéria a ser publicada no jornal. Pudemos perceber, aula após aula, a dificuldade enfrentada em uma redação. Tivemos três semanas para cumprir um ciclo que, para um jornal em frequente circulação, seria um ciclo de vinte e quatro horas.
Fizemos a matéria sobre o cercamento da redenção. Fomos até lá, entrevistamos frequentadores, fizemos gráficos, tiramos fotos, e, até mesmo, entrevistamos o vereador Nereu D’Ávila, criador do projeto. Após a coleta de informações, redigimos, e, com a ajuda do professor Fábian Chelkanoff, editamos a página previamente escolhida.
Foi a primeira experiência real do que é trabalhar numa redação, dependendo dos colegas para finalizar projetos e lidar com prazos que por vezes complicavam a produção da matéria. Com certeza, foi uma experiência muito interessante e recompensadora.
Logo no começo, ao discutirmos as ideias para as pautas, já encontramos várias dificuldades, como por exemplo escolher qual deles tínhamos mais conhecimentos, qual seria mais fácil de conseguir informações e qual seria possível de ser feita. Outro passo complexo foi transformar a ideia escolhida em pauta, pensando em como escrever a matéria e tentando começar a formatar o texto nos moldes que precisávamos seguir.
Após ter concluído os primeiros passos e começado a escrever o lide, começamos a pesquisar alguem que pudesse nos fornecer mais informações sobre o tema, e escolhemos o Vereador Nereu D’Ávila, o criador do projeto do plebiscito para o cercamento da redenção. Logo ao marcar a entrevista com ele começamos a criar as respostas e selecioná-las de forma que pudéssemos adquirir as informações que precisávamos para entender mais sobre o assunto. Com a entrevista feita, tinha chegado a hora de transcrevê-la e selecionar aquilo que era mais relevante para nossa matéria.
No momento em que estávamos escrevendo percebemos que só a opinião de um político, ou seja, de um lado da situação, não seria suficiente, e então elaboramos um breve questionário para entrevistar frequentadores do parque. Ao aplicá-lo foi possível ver como o assunto dividia opiniões, e a partir daquele momento, mostrar aquela divergência pela nossa reportagem se tornou nosso maior objetivo.
Os passos finais não foram tão simples quanto tínhamos imaginado no começo. Formatar a página, selecionar fotos e outros elementos multimídia se mostrou tão difícil quanto escrever os primeiros esboços da matéria e superar o medo de fazer a primeira entrevista formal desde que começamos a faculdade. Por fim, conseguimos finalizar a matéria e ficamos satisfeitas com o resultado. Tivemos uma grande oportunidade de aprender e experienciar a vida e o dia a dia de um jornalista.
Por Leticia Gomes e Louise Marques