“ — Droga.” Caine xingou ao passar pelo buraco da mulher negra após um treino particularmente difícil de quadribol, cujo fechara com chave de ouro com uma tempestade vinda do nada. A sala comunal estava vazia, o que apenas o permitiu a expressar sua frustração em voz alta. “ — Droga, droga, droga. Maldita chuva. Maldito balaço.” Retirou a capa molhada com violência, o que o fez xingar em voz alta ao raspar pelo corte em sua testa. Caine tocou o local da ardência, notando sangrava levemente. “ — Droga!” Xingou mais uma vez, tremendo de frio e aproximando-se da lareira para retirar as botas encharcadas. Só ao sentar-se no sofá notou que a sala não estava vazia, no fim das contas. Lavender estava tão quieta que ele não havia notado sua presença ali, e imaginou que o silêncio alheio era, afinal de contas, por sua causa. “ — Uh... hey.” Cumprimentou, baixando os olhos, sem graça, enquanto perguntava-se se receberia uma resposta. Retirou a outra bota, pingando no carpete e fez uma careta. “ — Pior treino de quadribol da minha vida. Quase parti minha cabeça no meio quando fui me abaixar para me proteger de um balaço e acabei batendo a testa na vassoura. E agora está chovendo baldes lá fora.” Tagarelou. Era uma característica interessante do Diggory, falar demais quando estava sem graça. Raramente tinha a oportunidade de fazê-lo com Lavender, porém, uma vez que a garota curiosamente tinha o costume de desviar seu caminho ao vê-lo nos corredores, ou sentar-se em carteiras diferentes quando ele sentava-se próximo demais. Não a culpava, realmente, mas o fazia sentir uma estranha sensação cuja Caine Diggory não estava lá muito acostumado: culpa.