Lei da reciprocidade pt.3
Pintor, diretor de fotografias e fotógrafo brasileiro, nascido na Espanha. Viveu sua infância e adolescência entre Espanha, Portugal, Brasil, Suíça e Estados Unidos. E nos anos 80 se tornou correspondente da Magnum Photos.
Ele se define como um “marginal na essência”. Para ele, “Uma pessoa que trabalha com fotografia, pintura, desenho, cinema, é também um marginal, porque o sistema o tempo todo tenta definir você como uma coisa só”.
A passagem do tempo, a violência, a sensualidade e a morte são temas constantes em seus trabalhos.
Com corpos na penumbra, ambientes com cores saturadas e cromáticos são umas das suas marcas em suas fotografias. Um mix de fotos artísticas e documentais.
“Eu gosto dessa coisa que transmite vida, prazer e dor”
Minha obra favorita dele se chama Maciel (1979), por um tempo, Miguel frequentou o bairro Maciel, no Pelourinho, em Salvador, local bastante deteriorado e estigmatizado, muito ligado a prostituição. Nesse trabalho composto por 61 fotografias, ele fotografa rostos cobertos pela meia-luz, corpos marcados e um ambiente marcado pelo abandono.
As imagens não apenas denunciam a situação de miséria e esquecimento do lugar, mas também ressalta a força e resistência das pessoas que vivem ali.