O Por quê da Vida #3 Por William Jacob - 11 de maio/21 - Dever e Liberdade (1/4)
“Qual o homem que, nas horas de silêncio e recolhimento, nunca interrogou à natureza e ao seu próprio coração, perguntando-lhes o segredo das coisas, o porquê da vida, a razão de ser do universo?”
Quem nunca se questionou no momento de difuculdade:
*Por que ter nascido naquela Família?
*Por que ter esta ou aquela doença?
*Enfrentar esta ou aquela provação, espiação...
Léon Denis no orienta a fazer um silêncio interno, num mundo repleto de informações, corrido, onde mesmo na pandemia, a rotina dentro de casa é exausta. E é importante parar um pouco, refletir, fazer algum questionamento, buscar algumas respostas.
“ Onde está aquele que jamais procurou conhecer seu destino, erguer o véu da morte, saber se Deus é uma ficção ou uma realidade? Não seria um ser humano, por mais descuidado que fosse, se não tivesse considerado, algumas vezes, esses tremendos problemas.”
- Erguer o veu da morte
Em período de mortes coletivas devemos tomar cuidado para não achar que. porque somos espirtas e acreditamos na imortalidade da alma, para não ser indiferente, insensivel diante do desencarne.
Precisa existir em nós um “cadin” de indignação porque isso nos mostra que pulsa em nós sentimentos nobres, como compaixão, empatia. Não trata-se apenas de um desencarne ou mil... são mil familias inlutadas, mil corações entritecidos, com saudade, num momento em que não podemos nem fazer um velório, que é o rito de despedida...
Léon Denis, por exemplo, pediu para que seu corpo não fosse enterrado, euquanto seu amigo Pastor Protestante que morava distante não chegasse, por conta do afeto que os unia. Léon Denis entendia que aquela “despedida” seria importante tanto para o Pastor, quanto para Dénis, enquanto espirito.
A Dor da despedida não acontece só com a mortes. Por exemplo: o pai que se despede do filho que vai morar em outro país, sai do aeroporto em prantos.
ônibus, trem, avião, navio, por 3 dias ou 3 meses... Toda despedida gera momentos de angustia e com a morte não é diferente. Passa um filme na nossa cabeça, todos od momentos que vivemos com aquela que estamos nos despedindo.
E Léon Denis no Livro Depois da Morte, bem na sua introdução, diz o seguinte: “Um desses a quem amais vai morrer. Inclinado para ele, com o coração opresso, vedes estender-se lentamente, sobre suas feições, a sombra da morte. O foco , nada mais dá pálidos e trêmulos lampejos , ei-lo que se enfraquece ainda, depois se extingue. E agora, tudo o que nesses ser atestava vida, esses olhos que brilhavam. essa boca que proferia sons, esses membros que se agitavam, tudo esta velado, silencioso, inerte. Nesse leito fúnebre mais não ha que um cadáver Qual o homem que a si mesmo não pediu a explicação desse mistério e que, durante a vigiília lugubre, nesse silenciar solene com a morte, deixou de refletir no que o espera a si próprio? A Todos interessa esse problema porque todos estamos sujeitos à lei.
Convém saber que tudo acaba nessa hora, se mais não é a morte que triste repouso no aniquilamento, ou, ao contrário, o ingresso em outra esfera de sensações.
“A dificuldade de reseolver esses problemas, a incoerência a multiplicitadade das teorias que geraram as deploráveis consequencias que decorrem da maioria dos sistemas difundidos, todo esse conjunto confuso, fatigando o espirito humano o tem lançado na indiferença e no ceticismo” - Dénis faz uma critica sutil às teorias pre concebidas pelas religiões, com a ideia de céu e inferno, as vezes considerando a possibilidade de um purgatório, ideias misticas.
Segundo Denis , tudo isso fez com que o Ser Humano um pouco mais exigente, com mais necessidades de explicações lógicas e racionais fossem “lançados / empurrados” pela própria religião para o altissimo. Não encontrando respostas, nem explicações, recusando a ideia de um inferno eterno e de um ceu ocioso e infrutifero, pois ele pensa: se não aceito essas 2 ideias, eu opto por não aceitar nada mais, passando a negar tudo e toda possibilidade de existência além da morte, além do túmulo.
É para esses que Léon Denis vai escrever especialmente e é para eles que Alan Kardec nos tras a Doutrina Espirita.











