1) A Lei Escrita ou a Lei de Moisés:
O descumprimento da Lei é chamado de pecado, desobediência, transgressão, erro, concupiscência, iniquidade, perversidade ou injustiça. E tem como consequência ou resultado da transgressão, a maldição e a morte espiritual (Dt 11.26-28; 30.19).
Para o homem ser abençoado por Deus, ele deve obedecer a Lei na íntegra (Dt 28.1-2); contudo, todos os seres humanos desobedecem a Lei e consequentemente estão destinados a maldição e a morte espiritual; tanto aqueles que possuem a Lei “os judeus” como aqueles que não possuem “os ímpios” (Rm 2.12), pois todos pecaram (Rm 5.12).
Deus no cumprimento de sua própria justiça (Sl 9.7-8 ) é obrigado a sentenciar a morte àquele que pecar (Dt 32.4 ; Rm 6.23). Porque a Lei Escrita possui autoridade para condenar o homem enquanto este viver; porém, após a sua morte a Lei não pode mais exercer domínio sobre ele (Rm 7.1,4).
O cristão morreu para a Lei e ressuscitou para Cristo, portanto, não pode ser condenado uma segunda vez pela mesma Lei (Rm 6.3-11 ; Gl 2.19). O cristão não precisa obedecer a Lei escrita para ser justificado ou santificado (At 15.5-11 ; Rm 3.21-22; 10.4); porque a Lei não foi feita para os justos, mas para os incrédulos (1Tm 1.8-10).
A Lei não foi instituída com o objetivo de ser cumprida pelo homem, mas com o intuito de revelar a incapacidade do homem de justificar-se através do cumprimento da Lei Mosaica (Rm 3.20; 5.20) e com o propósito de conduzir o homem à Cristo (Gl 3.19-25).
A Lei de Moisés foi instituída na primeira aliança, “Deus com Israel”; portanto, esta aliança pertence ao antigo testamento (Ex 19.3-6 ; Mt 11.13 ; Hb 9.16-20; 10.1-10).
Obs: Lei é o mesmo que mandamento, ordem, estatutos, preceitos, instrução, ensino, ou direcionamento. A Lei é a vontade de Deus revelada aos seres humanos.
A Lei do Espírito é também conhecida como a Lei da liberdade (Tg 1.25), a Lei do Reino (Tg 2.8), a Lei de Cristo (1Co 9.19-21), ou Graça (Jo 1.17 ; Rm 6.14 ; Tt 2.11-12).
O profeta Jeremias, que viveu sob a primeira aliança, predisse uma nova aliança “uma nova Lei” a qual Deus a colocaria no coração de seu povo (Jr 31.31-33), pois a primeira Lei era fraca e inútil (Rm 8.3-4 ; Hb 7.12,18-19).
Jesus Cristo é o sumo sacerdote de uma nova aliança (Hb 9.11-15); portanto, os cristãos são ministros de uma nova Lei, a qual lhes oferece vida (2Co 3.6-11) e não morte (Rm 8.1-2).
A Lei de Moisés exige que o homem ame o seu próximo, mas não lhe capacita para o cumprimento e ainda o condena se falhar (Tg 2.10). Mas a Lei do Espírito concede poder ao homem para que ele possa amar o seu próximo (Cl 1.9-11 ; 2Tm 1.7) e ainda lhe recompensará se obedecer (Ap 22.12) e se falhar não o condenará (1Co3.14-15), pois o pecado não exerce domínio sobre a pessoa que esta debaixo da graça.
Contudo, não devemos pecar (Rm 6.14-18); porque o cristão não deve retornar ao erro e se deixar envolver-se na corrupção do mundo (2Pe 2.20-22), pois o pecado consciente e intencional insulta o Espírito da graça (1Jo 5.18 ; Hb 10.26-29).
Os cristãos que persistirem em permanecer embaixo da Lei de Moisés estarão se colocando embaixo da maldição de Deus e caindo da graça (Gl 3.10-13; 5.1-5,18).