Its my oc, Lietta, i hope you like her!
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Its my oc, Lietta, i hope you like her!
AU night!
AU: Coffee shop
Character: @liettarosewood
Can I have this dance?|| Louis&Lietta
“Eu sinceramente não entendo o porquê da demora.” A voz de Louis vinha do corredor, sendo direcionada para a porta fechada do quarto de Giulietta. Já era tarde e a menina parecia estar demorando longas horas para se arrumar apenas para testar a paciência do vampiro. Tempo geralmente não era um problema para sua espécie, porém os dois chegariam muito atrasados se a outra não acelerasse o processo. “Está precisando de ajuda? Posso pedir para que uma das empregadas...” Deixou a frase morrer no ar ao perceber que seu tom de voz aos poucos se alterava, ressaltando que estava prestes a perder a paciência. Cansado, deu as costas ao quarto e desceu as escadas para, por fim, se sentar em um dos sofás da sala junto a um copo de whisky. A pergunta que não deixava sua mente agora era se estava arrependido ou não por ter convidado Giulietta para acompanhá-lo. Claro, não era como se a tivesse devidamente convidado, a verdade era que não lhe dera a oportunidade de negar, porém talvez a decisão mais sábia seria a de ir sozinho.
Logo no dia em que recebera o aviso da festa, decidira não comunicar a menina das novidades, todavia sabia que deveria levá-la como sua acompanhante. Convencê-la a ir, por outro lado, seria um trabalho árduo. Giulietta poderia ser sua criança, porém muitas vezes Louis sentia que ela tinha mais controle sobre ele do que ele sobre ela. Talvez fosse o certo arrependimento que sentia por tê-la transformado, afinal, desde o momento em que a conhecera, esta nunca havia sido a sua intenção. Não deveria se culpar por Lucchese ser a menina curiosa que era. Fora escolha dela sair de seu caminho usual para observar o que sucedia no beco e, não fosse por isso, teria a oportunidade de viver a vida normal a qual tanto estimava. Roussel fazia de tudo para ressaltar que a culpa de sua transformação era total e inteiramente dela, porém a morena não parecia entender. O vampiro percebia o quanto a presença dele incomodava a outra, mas depois de tantos anos ao lado dela, havia aprendido alguns truques para contornar sua raiva.
Na mesma tarde em que recebeu o convite, pediu à uma de suas secretárias que andasse pela cidade em busca de um vestido estonteante, que ressaltasse as características mais belas de Giulietta e viesse acompanhado de joias com as quais poderia gastar o dinheiro que pensasse ser necessário. Quando voltara, Roussel não se dera o trabalho de abrir as caixas que ela trazia em seus braços, confiando no julgamento da mulher e pedindo para que deixasse ambos os embrulhos no quarto do vampiro, onde ficaram até a madrugada anterior ao evento. O sol já havia se posto há alguns minutos quando Louis batera à porta da morena e lhe entregara os dois embrulhos, abrindo um de seus melhores sorrisos e lhe contando sobre a festa que aconteceria na noite seguinte.
Agora, sentado na sala e se recordando desse momento, checava o relógio mais uma vez e se perguntava como os minutos, mesmo depois de tantos anos, ainda poderiam se arrastar infinitamente.