“Sai macho, eu sou sapatão” fez sinal pro bruxo que insistia em lhe pagar drinks.Em um dia normal aceitaria e quando fosse chamada pra cama faria uma careta dizendo que ele entendeu errado, mas estava ali por um motivo: precisava pagar os boletos. “Além do que tô a trabalho, então se não tiver afim de me pagar uma corrida só vaza garanhão!”
Notou que alguém ria próximo dali mas não encontrou o rosto até seu ombro ser tocado. Girou nos calcanhares olhando pra alguém bem mais interessante que o bombadão de quadribol. “Ow, Ojesed realmente revelando meus desejos!” a cantada hétera e péssima foi feita em brincadeira, um sorriso ladino surgindo em seus lábios no entanto. Podia estar em horário de trabalho, mas morta não estava né? “Foi mal, tive que lidar com doses extras de firewhisky alheio interrompendo meu serviço!” revirou os olhos apontando pro cara que saia resignado. “Como posso te ajudar?” usou agora de um pouco mais de formalidade neutralizando suas expressões, o que era difícil pra alguém transparente como ela, e aproveitou disso pra ajeitar o terninho desajustado. “Acabei de arrumar o botão da invisibilidade, se quiser dá pra sobrevoar londres inteira no conforto do meu carro, evitando os enjoos e turbulências da aparatação” ofereceu como uma perfeita marketeira graduada nas ruas do beco diagonal. “