Eu que tenho naúsea diante do infinito Eu que estou confinada em um metro e sessenta Eu que agarro tudo o que eu vejo
Eu Eu Eu
Tanto eu e ainda assim tão pouco eu pra tanto isso
Isso que sinto Isso que toco Isso que assim que me toca eu vou e enfio numa gaiola
Eu que contenho com minhas frágeis barragens os rios Pra conter minha vertigem diante do abismo
Liliane Prata










