Hoje, depois de uma tempestade que passou pela minha vida nos últimos dias, eu me deparei com estas sábias palavras que estavam salvas na galeria do meu celular e eu já nem lembrava mais.
Fiquei pensativa, apesar de saber que o silêncio é sempre a melhor resposta, pois nem sempre conseguimos ficar silenciosos diante de certas situações, ainda mais quando algumas delas ficam torturando o nosso ego, ferindo o nosso orgulho, e por isso, nos sentimos fracos perante ao outro que nos ofendeu ou teve alguma atitude que abalou o nosso interior. É muito comum entre nós os seres humanos, darmos uma resposta à altura, porque o silêncio nessas horas é a última opção relevante, o silêncio dá a impressão de que estamos sendo passivos, de que estamos consentindo com a atitude de quem nos humilhou.
Por consequência, acabamos por criar uma nuvem cheia de pensamentos e sentimentos negativos, criamos um monstrinho dentro da nossa própria mente, e este passa a nos atormentar constantemente, até chegarmos ao momento de explodir, então todos aqueles pensamentos vêm à tona, gerando conflitos bélicos, ou seja, declaramos guerra ao outro, afinal a sociedade nos ensina que não devemos ser trouxas, ensina que precisamos sobreviver diante da maldade alheia, e isso não está errado, pois precisamos nos defender de certa forma. Entretanto, será que estamos nos defendendo da forma correta?
Há alguns dias que passei por uma situação extremamente desagradável, pois eu, como um ser humano imperfeito que erra tentando acertar, me deixei levar pelos pensamentos negativos, dei voz ativa ao meu ego e por isso, ele falou mais alto que o meu próprio ser. Senti raiva, repulsa, e outros sentimentos que todo mundo sente quando não gosta de uma pessoa. Para completar a situação, eu tenho o problema de ainda absorver as energias dos ambientes que eu frequento, das pessoas do qual eu convivo e é algo que muitas vezes me incomoda, ainda mais quando a freqüência está muito baixa. É algo extremamente desagradável, porque afeta o meu corpo e a minha mente!
Enfim, eu falhei ao brigar com uma pessoa e dizer coisas que eu não deveria, porque o meu ego havia acionado um mecanismo de defesa, quando a minha intuição me avisou coisas que não convém escrever aqui. Eu criei um escudo, sendo arrogante e sarcástica para me defender de uma pessoa que veio para a minha vida e talvez a minha missão fosse passar algo de bom a ela, ao invés de rejeitá- la.
Eu falhei!
Embora eu não me orgulhe do que aconteceu, também não posso carregar um sentimento de culpa dentro de mim e me sentir a pior pessoa do mundo, pois logo voltei à realidade e estou em processo de exercer o perdão ( perdoar a mim mesma e a pessoa que me ofendeu).
Acredito que o silêncio é para os sábios, para aqueles que realmente entendem que uma opressão parte apenas de quem foi oprimido e sentir raiva é mais cômodo, é o caminho mais curto, porém o sentimento da compaixão apesar de mais complicado e até mesmo doloroso ao nosso ego, enobrece o nosso ser, eleva a nossa freqüência energética, fortalece a nossa alma, enriquece a nossa sabedoria e quebra paradigmas, ideias equivocadas que nos ensinaram e que fez com que o mundo se transformasse neste caos onde as pessoas se odeiam, não se respeitam mais, estão ligadas no modo sobrevivência, vivendo no automático.
Entendo, apesar de ainda ser difícil para mim agir em silêncio enquanto estou sendo oprimida, mas fica a lição para que nas próximas vezes ( porque a vida não para de nos lançar desafios), eu consiga agir mais consciente.
A mágoa fica presente, mas eu acredito e recomendo até a mim mesma que o prazo de validade deste sentimento seja mais curto possível, pois o Universo faz a leitura do que estamos emitindo e se a mágoa tornar uma constante em nossas vidas, iremos atrair ainda mais opressão, desgastes, conflitos, rivalidades, tristezas, angústias e uma infinidade de sentimentos que não gostamos. Portanto, é necessária uma reflexão, uma limpeza interior e muita sabedoria para prosseguirmos em paz para que possamos atrair o que precisamos para viver uma vida plena.
Finalizando, a passividade não é o caminho, tampouco o ódio, portanto, o desafio é sairmos da nossa zona de conforto praticando a compaixão, o amor, e o silêncio, porque o mal só entra em nossas vidas quando deixamos uma brecha para ele entrar.
Cultivemos o silêncio.