ENCONTRO
Olham-se. Trocam as primeiras palavras, saúdam-se: “- Olá! Como vai?” “- Queira entrar.” Ele entra. Olham-se. “- Fique à vontade.” Ele se abanca, recosta-se e aguarda. “- Aceite, por favor.” Algo lhe é oferecido em mãos. Sentia a calidez a evolar-se. Cheirava a chá... Café... Cheirava a verde! Quis aquilo que aparentava mornidão. Quis! Estendeu os braços, como em súplica, as mãos em concha. Porém, quando ao toque da pele, apenas gelidez. Olham-se. Há confusão. friez que quer ser morna? mornidão que não chega? Olham-se! Ele se levanta. Há estranhez onde quer que olhe! Quer partir. Dirige-se à saída. Transpõe-na! Detém-se no limiar. Está livre. Anda alguns poucos passos à frente. Detém-se! Cogita... Quer voltar... Quer de volta... Vira-se então, mas não há mais saída pela qual voltar. Tateia o ar, o vão, a falta: Nem morno; Nem frio. As mãos em concha... Olha-as, absorto. O que busca? Não sabe... Mas sabe que não está mais aqui. É preciso virar a página. Despede-se. Despedem-se.







