Kentin Swordheart, is a human wanderer from Kingdom of Llael, is 34 years old and looks like Santiago Cabrera.
“A wounded deer leaps highest.”
Kentin Swordheart is currently OPEN for applications.
Every single one’s got a story to tell;
Ante uma época fadada a guerra entre fronteiras e reinos, um soldado do exército de Khador, apaixonou-se por uma simples comerciante. Tal paixão perdurara o suficiente, rapidamente levando ambos a engajarem-se em um compromisso matrimonial. Lysandre compartilhava uma vida tranquila com sua esposa, que por sua vez, carregava o fruto daquela união em seu ventre. Entretanto, a guerra eclodiu, e todos os soldados de Khador foram convocados para lutarem lado a lado com o rei Rollo II. Lysandre não poderia recusar uma promessa que fizera a coroa, então, com pesar no coração deixara para trás a mulher e seu filho que ainda não conhecia.
Se soubesse o que veria naquela guerra, todas as mortes, os corpos de seus companheiros dilacerados, uma verdadeira carnificina para onde quer que olhasse... Se Lysandre ao menos soubesse que nunca teria a oportunidade de conhecer o seu filho, se ele soubesse que nunca retornaria para casa... Lysandre nunca teria ido para a guerra. Pensara que retornaria, pensara que manteria a promessa que fizera à sua mulher antes de partir "Eu voltarei antes que possa notar a minha ausência". Entretanto, ninguém nunca é capaz de prever o seu próprio futuro, e com essa incerteza, rumam em direção ao desconhecido. No exato momento em que percebera a desvantagem que levavam naquela batalha, Lysandre soubera que no final, quebraria a sua promessa.
O homem era um ótimo guerreiro, e excelente espadachim, entretanto, não poderia combater centenas de cavaleiros Cygnarianos ao mesmo tempo. O exército inimigo tinha o triplo do tamanho do exército Khadorano, aquela batalha já estava perdida, Lysandre sabia, tentou alertar o rei sobre isso, porém, este não se deu por vencido tão facilmente. Tal decisão contribuíra apenas para que mais de seus soldados morressem no campo de batalha. Dentre os moribundos, jazia o corpo de Lysandre sem vida, servindo apenas como uma fonte de alimento para os abutres.
De fato, ele nunca cumprira a sua promessa.
Com o passar do tempo, Nina cada vez mais percebia que o seu marido nunca retornaria, embora mantivesse suas esperanças intactas. Até que um dia, ela se esvaíra completamente, quando um dos cavaleiros do rei batera em sua porta, dando-lhe os pêsames pelo falecimento de seu marido, que morrera lutando bravamente no campo de batalha. Do que adiantava bravura, quando ela teria de conviver com a sua perda? Do que adiantava bravura, quando o seu filho cresceria sem o pai? Nina preferia que o seu marido fosse um covarde, mas que ainda estivesse vivo, e ao seu lado.
Oito meses se passaram desde então, e Nina dera à luz ao bebê que havia carregado por todo esse tempo em seu ventre. Kentin, era como seria chamado. Lysandre costumava dizer “Coloque a sua espada (Ken) e o seu coração (Tin) em jogo para que sua vida de lutas possa chegar a bom termo!”
Kentin crescera sem um pai, alguém que pudesse servir-lhe como uma inspiração, alguém que pudesse ensinar-lhe o caminho longo e árduo da espada, alguém que pudesse lhe mostrar tudo isso, e muito mais. Entretanto, Nina estava sempre presente na vida de seu filho. E com o passar do tempo, o mesmo demonstrou possuir certo interesse em espadas e combates. Nina fizera de tudo para tirar a ideia da cabeça do filho, todavia, este possuía a mesma personalidade teimosa do pai, assim como o sangue de guerreiro que corria em suas veias. Sendo assim, no aniversário de doze anos do mesmo, Nina o presenteara com a antiga espada de Lysandre, que havia sido entregue pelo cavaleiro que lhe dera a notícia de seu falecimento, junto com outros pertences. Kentin estava destinado a aprender manejar aquela espada, justamente para se tornar um bom guerreiro, como seu pai um dia já fora. Embora Nina fosse totalmente contra a ideia, não conseguira fazer nada para que tirasse aquilo da cabeça do garoto, e com o tempo, passou a aceitar a decisão do mesmo, que por sua vez, demonstrava-se cada vez mais empenhado em se tornar um guerreiro, honrando o sobrenome Swordheart.
Todavia, o que Nina não esperava era de que o seu filho tivesse de combater no exército tão precocemente. Kenshin estava treinando com a sua espada, quando o exército real batera na porta da família Swordheart, a princípio, Nina ficara confusa, até que as palavras daquele oficial lhe fizeram sentido. “Viemos em nome do rei buscar o seu filho para que ele possa ser treinado à lutar na guerra como um verdadeiro guerreiro.” Como eles ousavam? Já haviam tirado a vira de seu marido, e agora queriam levar o seu filho? “Seus monstros, ele é apenas uma criança, não permitirei que o levem!” Nina dissera, e faria o que fosse preciso para impedi-los, sendo assim, pegara em mãos uma espada. Entretanto, os cavaleiros apenas permitiram-se rir da mulher, debochando da mesma. Nina por sua vez, investiu contra um dos cavaleiros. O golpe não havia sido forte o suficiente para machucá-lo, todavia, havia arranhado a sua bochecha, e um filete de sangue escorria por entre a pequena ferida aberta. “Sua miserável!” O mesmo cavaleiro esbraveja, e com a costa de sua mão, esbofeteara a bochecha da mulher, que caíra no chão. Seu rosto estava avermelhado, e lágrimas escorriam de seus olhos. Ao perceber o alvoroço que acontecia dentro de sua casa, Kentin rapidamente aparecera, com a sua espada em mãos, não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas pôde perceber claramente que aqueles homens estavam machucando a sua mãe, e ele não permitiria que o fizessem. Kentin investira contra o cavaleiro que estava com a sua bochecha cortada. Um rápido combate se seguiu, porém, Kentin ainda não era forte o suficiente, não para poder lutar contra aquele homem. Então, não demorou até que o menino fosse rapidamente desarmado, e apunhalado com o cabo da espada do cavaleiro. Kentin caíra de joelhos no chão, ao lado de sua mãe, sentia o ódio apossar-se de si completamente. “Eu não sou forte o bastante nem para proteger aqueles que eu amo. Eu sou fraco. Meu pai sentiria vergonha de mim”. Enquanto o pensamento percorria a sua mente, Kentin cerrara os seus punhos. Até que outro cavaleiro aproximou-se dele. “Já chega garotinho, você vem conosco por bem ou por mal”. O homem ostentava um sorriso perverso em seus lábios, enquanto corria a ponta de sua lâmina em direção ao pescoço de sua mãe. Não bastou que falasse uma segunda vez para que Kentin entendesse a mensagem. — Não se preocupe mãe. — Dissera, enquanto se punha de pé, limpando os vestígios de suas lágrimas. — Eu irei com estes homens, e me tornarei um guerreiro tão forte quanto o meu pai. — Passara a caminhar em direção à porta, porém, ainda mantinha os olhos fixos em sua progenitora, que se ajoelhara no chão. — Você verá. — E com um último sorriso, e um olhar sonhador, deixara aquele local. “Kentin!” Gritava Nina, todavia, já era tarde demais, o seu garotinho foi-se embora, assim como o marido, e a deixara apenas com uma promessa.
No exército, Kentin não poderia afirmar com certeza, se o tempo passava de forma mais lenta, ou mais rápida. O dia parecia possuir incontáveis horas, e cada minuto, Kentin passava treinando. Era realmente difícil, porém, ele se empenhava em seus treinamentos, afim de manter aquela promessa que fizera para sua progenitora. Ele se tornaria forte o suficiente, e ninguém mais poderia lhe obrigar a fazer algo que não quisesse.
Aos quinze anos, já possuía incrível habilidade com a espada, podendo maneja-lá com perfeição e maestria, entretanto, ainda não era o bastante para o garoto, ele gostaria de ser o melhor, sempre trilhando o caminho árduo da perfeição. Aos dezoito, Kentin se tornara um excelente espadachim, e possuía as suas próprias técnicas de combate, além de aprender a estudar as técnicas do adversário, para saber quando e onde o mesmo iria atacar, Kentin estava sempre um passo à frente dos seus adversários, o que deixara o seus companheiros com certa inveja.
O jovem guerreiro travara diversas batalhas desde que ingressara no exército, e as suas habilidades nunca deixaram a desejar. Havia se tornado feroz, impetuoso, meticuloso, incrivelmente habilidoso, como se matar fosse uma arte, e ele um artista. Sua espada era o seu pincel, e no quadro que se tornava o campo de batalha, ele pintava a tela de tons escarlates, manchando-a com o sangue de seus inimigos dilacerados.
Kentin perdera a conta de quantas almas havia ceifado com a sua lâmina, a lâmina que outrora fora de seu pai. Com o passar do tempo, parara simplesmente de se importar com quem morria diante de sua espada, havia se tornado um assassino totalmente frio. E os seus inimigos gelavam de medo ao deparar-se com o exímio espadachim, sabiam que encontrariam o seu fim. Logo temido se tornou, e os boatos sobre um homem cujo os olhos são os de um assassino, se espalhara por todos os Reinos de Ferro como uma doença, e os seus adversários o apelidaram de "O Retalhador."
O Retalhador, o espadachim, guerreiro, assassino, o homem que não demonstrava emoções, com o coração gélido, apenas encontra prazer na matança. O homem que precisa tirar uma vida, para que possa sentir que ainda está vivo. O homem, cujo o olhar carrega o peso das incontáveis almas que já dilacerou. Se é que podia ser chamado de homem, muitos acreditavam que este fosse um demônio em forma humana, de tão feroz e ardiloso. O sobrenome Swordheart ficara conhecido, assim como outrora ele havia sonhado. Assim como ele havia se tornado forte o suficiente, não somente para proteger aqueles que ama, mas também, forte o suficiente para matar.
Todavia, no fundo, ele ainda era um homem, um homem cujo sonho era se tornar um guerreiro nobre e valente como o seu pai, um homem que almejava um dia ser relembrado como um herói. Porém, ele havia se tornado outra coisa, ele havia se transformado em um monstro cruel e impiedoso, que derramara o sangue de milhares de pessoas. Não era isso que ele queria ter se tornado. Não era essa a promessa que fizera para a sua mãe.
Quando a guerra por fim acabou, Kentin simplesmente sumiu, deixando para trás o exército, sua mãe, e todos os que conhecia. Estava obstinado a trilhar um caminho diferente, um caminho em que não tivesse que tirar uma vida, para proteger outra, Kentin jurara que a sua espada jamais sentiria sangue a tocar novamente. Ele deixaria aquela vida de assassinatos, e se tornaria um homem cujos propósitos é defender as outras pessoas com a sua espada de lâmina invertida. Kentin forjara uma para si mesmo, uma espada que a lâmina é invertida, não é capaz de matar, dessa forma, poderia proteger as pessoas sem que derramasse sangue novamente.
De fato, ele agora se tornara uma pessoa completamente diferente, destinado a deixar a reputação do Retalhador, e viver uma vida de paz, como um andarilho, protegendo aqueles que necessitam de sua espada. Com um novo objetivo em mente, o espadachim deixara a sua terra natal, sem qualquer arrependimento, vagando por todos os lugares, oferecendo ajuda para os necessitados, e encontrando finalmente o que tanto procurava: tranquilidade.
Dez anos se passaram, e Kentin perambulara incessantemente, até então, chegar no reino de Llael, não havia motivos que o fizesse querer permanecer no local mais do que deveria, até que um dia, o seu destino fora traçado com o de uma ladra em particular. Seu nome era Rey Blackthorn, e a mesma corria perigo, quando ele a salvara de um grupo de cavaleiros que tentavam prendê-la. A princípio, Kentin ficara confuso, entretanto, decidiu ajudar a moça, que no final, mesmo que relutante, explicará-lhe a situação. A mesma estava roubando do rei, quando os cavaleiros de Devar haviam preparado uma emboscada para ela. Rey Blackthorn era relativamente conhecida naquele reino, como uma heroína para muitos, e uma fora-da-lei para outros. Entretanto, Kentin não tinha dúvidas quanto à isso, ela era realmente corajosa.
O andarilho não entendia muito bem o motivo, mas gostaria de permanecer ao lado daquela garota, e ajudá-la a fazer o bem para a população do reino. Sendo assim, decidiu continuar em Llael, e Rey, havia lhe concedido um espaço em sua própria casa na árvore, para o mesmo se hospedar, dizia que era o mínimo que poderia fazer, já que Kentin salvara a sua vida, mas o espadachim sentia que quem o havia salvado, era ela.
E ele não tinha intenções de ir embora...
Até que um dia, enquanto andava com Rey pelo mercado da cidade, ambos foram encurralados por cinco guerreiros. A princípio, Kentin achara que vieram para levar Rey, entretanto, fora surpreendido quando um dos homens referiu-se à ele como O Retalhador. Há quanto tempo não ouvia aquele nome? “Soubemos sobre um boato de que o Retalhador havia se tornado um andarilho.” O mesmo riu com desdém. “De início, eu não podia acreditar, até ver com os meus próprios olhos.” Kentin reconhecia que aquele sotaque não era Llaelense, aqueles homens, eles não era de Llael, eles eram de Khador. E a julgar por sua postura em combate, estes eram antigos guerreiros do exército de Khador. — Eu tenciono procurar um caminho pelo qual eu possa proteger as pessoas que vivem em uma nova era, em vez de matar as que lutam numa era antiga. — Dissera calmamente, ao perceber que aqueles homens ainda viviam com a guerra dentro de si, mesmo que esta já houvesse acabado há muito tempo. “O fato de você ter se tornado um andarilho que não mata fez com que você se tornasse claramente um fraco.” O homem investiu sua espada contra Kentin, porém este se esquivou facilmente. — Este andarilho está cansado de ver sangue derramado. — Podia ouvir claramente a estrondosa gargalhada dos outros homens, enquanto também podia sentir sobre si os olhares curiosos das pessoas ao redor. Kentin permanecia na frente de Rey, afim de protegê-la. O homem investiu novamente, Kentin se esquivara, ainda mantendo Rey atrás de si. Não vendo outra alternativa, sacou a sua espada de lâmina invertida. Então, Kentin atacara, e com um único golpe, derrubara rapidamente todos aqueles homens. “Impossível! Ele derrota quatro ou cinco com um golpe só!” Dissera espantado um outro homem. Kentin aproximou-se do guerreiro, caído no chão, estava ferido, porém, não obtinha nenhum corte em seu corpo. — Esqueci de dizer uma coisa... Não fosse essa uma espada de lâmina invertida, certamente todos estariam mortos agora. — Kentin dissera, dando às costas para os guerreiros. “Um retalhador vai ser um retalhador até morrer. Nunca vai conseguir ser outra coisa. Vou ficar assistindo do inferno até quando você vai fingir que é um andarilho.” Gritara o guerreiro, enquanto Kentin deixava o local completamente.
Mais tarde naquele mesmo dia, Kentin voltara para a casa na árvore, estava recolhendo os seus pertences, pronto para ir embora, quando a voz de Rey irrompeu no ambiente. “Aonde você pensa que vai?” Ela indagara, Kentin fora pego de surpresa. — Este andarilho pede perdão, senhorita Rey. Ele não desejava esconder ou enganar. Mas se fosse possível... Não desejava ter de te contar. — Era difícil admitir, mas era a verdade. “O passado dos outros não me interessa! Eu não quero que o retalhador fique, eu quero que você, o andarilho, fi...”. A voz da garota se tornou fraca, e Kentin soubera naquele instante que não deveria ir embora. — Sendo um andarilho, ele poderá partir a qualquer hora para outro lugar, mas se não se importar com isso... Ele se cansou um pouco de viajar... — Ele olhara para ela com um sorriso em seus lábios. — Este andarilho pede licença para permanecer um pouco.











