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Gostaríamos de anunciar que o Iron Kingdoms está entrando em hiatus por um tempo indeterminado.
Ruby Scarlett, is a half-elf spy from Kingdom of Cygnar, is 29 years old and looks like Tabrett Bethell.
“Knowledge is power.”
Ruby Scarlett is currently CLOSED for applications.
Every single one’s got a story to tell;
A proteção áspera moldada justamente por Alice certamente não nascera apegada junto ao seu âmago, que nada amargo fora e nem se tornaria ao longo dos anos vividos. Aquela aspereza provinha de um buraco mais profundo que apenas a genética; um buraco que havia ferido de forma severa a alma da mulher e mudado definitivamente o rumo de sua existência e destino.
Em uma época em que as constantes menções de guerras eram tudo o que se ouvia, uma elfa acabou por se apaixonar por um homem. Até aí, tudo bem. Mas e se esse homem fosse um simples humano, incapaz de conhecer a vida imortal que os belos elfos carregavam para si? O casal era unido, amavam-se verdadeiramente e não era a diferença de raças que os fariam se separar. O final feliz parecia próximo, ainda mais com a notícia da gravidez da elfa. A notícia se espalhou por Llael e o desprezo pela mistura de espécies era nítido em cada olhar brusco que direcionavam para o jovem casal.
Edward Kenway, que trazia consigo um passado conturbado e cheio de pecados, quando soube da gravidez de sua amada, renunciou a tudo aquilo o que conhecia para dedicar-se inteiramente àquela novidade, para que assim pudesse viver cada nova etapa de sua vida plenamente. Assim, deixou sua vida de assassino para trás, selando seus atos no passado e recomeçando, disposto a trilhar um caminho diferente.
Como esperado, a chegada da pequena Alice transformou a vida do casal de um modo inimaginável. Ao nascer, a pequena garotinha não obtivera as orelhas grandes e pontudas da mãe, ao invés disso eram de tamanho médio, porém ainda sim levemente arqueadas na ponta. E embora as pessoas ainda considerassem aquela união impura, o casal havia aprendido há muito que nada daquilo poderia atingi-los. Dessa forma, cuidaram da sua pequena primogênita e lhe deram tudo o que estava ao seu alcance e a privaram do que podiam, mas a pressão que eles haviam aprendido tão bem a ignorar, veio mais tarde atormentar Alice também.
A garota se transformou em uma imensidão de doçura e calma, influenciada pela criação amorosa proveniente de seus pais. Mas apesar de sua doçura e da sua enorme vontade de se enturmar com as crianças de seu reino, estas sempre pareciam evitá-la, e mesmo com a sua idade amena, ela conseguia entender que isso se dava ao fato de ela não ser uma garota de sangue puro como eles. O fato a deixou um tanto desolada, era bem verdade, mas não por muito tempo.
Uma bruxa que morava perto dali acabou por se aproximar da família, notando a injustiça que estes sofriam. E assim uma bela amizade se formou entre ambas as mães diante de tais consequências. As filhas destas cresceram saudáveis e comuns aos ensinamentos que lhes foram passados. Com a nova amizade que brotou entre as garotas, a pequena Alice se adequou ao fardo que tinha de carregar por ser mestiça, já que havia encontrado em Linadel toda a amizade de que necessitava, e não levou muito tempo para que ambas tornassem-se inseparáveis, melhores amigas. A mãe de Linadel, no entanto, que era uma bruxa, acabou por meter-se em sérios problemas com o reino. Quando as coisas esquentaram para o lado das duas bruxas, a mãe de Alice decidiu que cuidaria da garotinha ruiva enquanto sua mãe se ajeitasse, pois a mesma praticava magia negra, o que era proibido terminantemente em Llael.
Quando Alice achou que a cota de tragédias não passaria dali, ela foi surpreendida. Em uma noite, tão comum quanto as outras, a meia-elfa estava deitada em sua cama, incapacitada de pegar no sono, quando ouviu um barulho estranho vindo do exterior. A princípio não deu atenção, achando que não poderia ser algo importante. Mas alarmou-se quando o barulho se intensificou e penetrou o interior da casa. Sua mente estava a mil, porém seu corpo estava anestesiado com o medo, e consequentemente ela ficou ali, presa em seu quarto, apenas ouvindo o que estava acontecendo. Os passos arrastando-se pela casa, extremamente cautelosos, mas não inaudíveis. Ao perceber que estavam afastados o bastante, sentiu seu corpo se mexer involuntariamente, indo em direção aos ruídos. Houve então um agitamento vindo do quarto de seus pais. Alice sentiu seu coração bater fortemente contra as costelas, o peito ardendo em angústia por não saber o que estava acontecendo. O silêncio que seguiu depois, enquanto ela se escondia do que quer que fosse, deu uma passe para que ela seguisse livre, sem medo. Ela correu para o quarto de seus pais, deparando-se com a porta aberta, e logo em seguida, com a visão de ambos já sem vida. Sua mãe permanecia inexpressiva, o que levava-a a concluir que ela jamais soube o que a atingiu. E seu pai, jazia ao lado da cama, e carregava no rosto uma expressão de terror e derrota. Por mais que estivesse paralisada naquele momento, incapaz até mesmo de chorar por aqueles que havia perdido, Alice foi alertada novamente pelo barulho que se deslocava na casa, e então soube que eles a queriam também. Mas ela jamais daria a eles aquele gosto.
A fuga da garota foi rápida e confusa. Ela não se deu o luxo de olhar para trás, de sofrer o seu luto recente ou de sequer ponderar voltar e se entregar, para que então tudo aquilo acabasse de vez. No lugar disso, ela seguiu seu caminho incerto, sem saber exatamente o que procurar ou aonde ir. Alice vagou por Llael sem ser notada, buscando não chamar atenção. Permaneceu escondida até obter informações o suficiente para sair de seu reino. Mesmo com apenas nove anos, ela tinha conhecimento de que Cygnar já não era mais um lugar seguro para ela.
Ao reunir coragem para deixar tudo aquilo que havia conhecido a vida inteira para trás, Alice estufou o peito, deixando sua infância em seu passado, sabendo que já não havia mais lugar para ser uma criança, e trilhou o seu caminho para a incerteza. No entanto, antes mesmo de mergulhar num mundo qual ela não conhecia, a garota fora abordada por um sujeito nada agradável. Este, que não lhe dissera seu nome, jurava não querer machucá-la, apenas vinha lhe fazer ofertas. Ao decidir, por fim, confiar nele, ela escutou o que o homem tinha a dizer. Ele alegava um dia ter trabalhado com o seu pai e conhecia toda a sua história, que eram velhos amigos. E depois de despejar sobre ela inúmeras histórias que ela não conhecia, ele concluiu dizendo-lhe que estava ali para dar a ela duas escolhas: ser levada para outro reino e treinada para que pudesse buscar vingança ou então ser entregue aos assassinos de seus pais. Alice nunca nem mesmo cogitou sua resposta.
Foi levada para Cygnar imediatamente para que lá pudesse fazer o seu destino. Lá foi ensinada a torturar e a matar impiedosamente. Aprendeu que, para tornar-se uma assassina, ela não deveria sentir, não poderia ter emoções, apenas a lealdade com o seu trabalho deveria ser levada em conta. Instruíram-na a estudar seu alvo, conhecê-lo por cada pequeno detalhe e cada mania, sem nunca deixá-lo saber da sua existência. Tudo isso era essencial para transformá-la numa mulher sorrateira, perigosa, letal. E com os anos de prática, nunca se dedicou a mais nada. Sua vida girava em torno de aprender e executar. Aqueles de quem tirava a vida não significavam nada para ela, faziam parte de uma trilha que a levava a um plano muito maior.
Nessa jornada, Alice nunca se permitiu aproximar-se de ninguém ou nutrir qualquer tipo de afeição por quem quer que fosse. Sobretudo, quando conheceu Richard, algo nele quebrou a guarda da assassina, que permitiu a si mesma construir uma amizade com aquele garoto divertido e habilidoso. Ele era o seu único contato quando não estava trabalhando e o único a quem confiava certas partes de sua vida. Todavia, mesmo aquela amizade pareceu um engano. Alice não pôde deixar de se sentir levemente magoada quando soube que Richard havia partido para o outro reino e jamais cogitara ao menos avisá-la. E com essa parcela de mágoa, ela se fechou inteiramente para o mundo.
Nos anos seguintes, seu trabalho virou obsessão, e cada parte do seu dia se voltava àquela gana de se tornar a melhor e ir em busca daqueles que haviam lhe tomado seu lar e levado seus pais. Logo, quando sentiu-se pronta, deixou para trás também sua nova vida para retornar àquela da qual há anos havia fugido. Com a vida adulta lhe fornecendo ainda mais habilidade e equilíbrio emocional, Alice seguiu novamente para Llael. Jamais pensou em agir de modo impulsivo, tão sedenta a ponto de arruinar seus planos. Ela foi minuciosa, colheu informações, ligou os pontos e conseguiu da forma mais sorrateira possível, tudo aquilo que queria. Conheceu seu inimigo e aproximou-se deles, aprendeu tudo sobre eles, cada pequena irrelevância e as coisas mais importantes também. Aquela era sua nova obsessão. A meia-elfa passava noites sem sono, excitada pela proximidade de sua vingança, ensandecida por poder finalmente, fazer a sua justiça.
Alice sabia, desde quando havia sido levada, quem era os assassinos de seus pais, quais eram suas aparências e onde viviam. E com tudo o que havia coletado durante a vida, ela seguiu para o desfecho do seu destino. Naquela noite encontrou a primeira casa silenciosa, e enquanto passava pela janela, pensou em tudo o que havia lhe ocorrido naquela noite, quando ainda era apenas uma criança. Perguntou-se se haveria alguma criança na casa, escutando-a entrar também. O pensamento lhe queimou o rosto, mas antes que a culpa viesse arrebatá-la, ela varreu seus sentimentos e focou-se no que deveria fazer. Num piscar de olhos já havia cortado a garganta do primeiro homem, enquanto o mesmo ainda estava em seu sono profundo. Deliciando-se com o sabor da vingança, fora atrás do segundo, repetindo o mesmo ritual e retirando-lhe a vida em instantes. Mas estes eram apenas marionetes do grande chefe entre eles, e este, ela deixaria por ultimo e aproveitaria cada instante de sua vingança. Quando então alcançou o seu maior alvo, ela lhe ofereceu um desfecho diferente dos dois primeiros. Acordando-o no meio da noite para tirar-lhe de seus doces sonhos, e então transformá-los em seus piores pesadelos. Alice fez questão de que o homem visse a sua silhueta iluminada pela luz da lua que trespassava a janela. Alice foi tomada por um mar de revolta e ódio, e ali, ela não conseguiu controlá-lo, não conseguiu manter sob controle tudo o que havia sentido pela vida inteira. Ela retirou a vida daquele de modo lento e doloroso, punindo-o por seus crimes enquanto os ditava para ele, minuto após minuto, observando-o implorar por indulto. Mas com ela, ele jamais encontraria remissão. Quando a vida deste mesmo parecia se desvanecer de seus olhos, Alice, num único ato frio e calculista, rasgou a jugular do homem com sua adaga, acabando de uma vez aquilo que havia começado.
Depois de finalmente ter conseguido sua vingança, Alice sentiu-se em paz consigo mesma e buscou, naquele mesmo reino de má lembranças, um recomeço. Reencontrou ali também alguém inesperado. Richard adentrou sua vida novamente, dessa vez para ficar. Contou-lhe o que havia acontecido em seu passado e ela, em retorno, colocou-o a par de suas últimas aventuras. Mesmo a distância entre eles desde o passado não serviu para amenizar a ligação que um dia tiveram. Para sua surpresa, o ato de estar livre de seu fardo, trouxe de volta a leveza que um dia Alice tivera e, com isso, veio a capacidade de se importar novamente. Assim, ela se apaixonou por Richard. E quando descobriu que seu sentimento era correspondido, eles engajaram numa relação que logo se tornou numa forte união, e em pouco tempo estavam casados. Mas após um tempo levando aquela vida pacata, Alice foi surpreendida por raptores, num dia comum, que a imobilizaram e a levaram embora de seu reino, de seu marido e seus amigos, sem nenhum aviso prévio. Quando ganhou consciência outra vez estava em Cygnar e lá foi julgada por antigos crimes que não poderiam passar impunes, e então foi sentenciada a trabalhar nas minas do reino. Alice levou algum tempo para realmente acreditar no que estava acontecendo, e quando aceitou o seu destino, ela se dedicou àquilo, sem mostrar fraquezas. Mas algo veio para lhe tirar as forças naquele ínterim. Recebeu uma notícia anônima de que seu marido havia morrido. A informação não constava causa, onde ou como, apenas lhe passava o essencial. Ainda que aquele pudesse ser um truque e uma farsa, parte dela se entregou ao pessimismo.
Os anos nas minas lhe trataram duramente e Alice já não era mais a mulher que um dia tinha sido. E decidida a não render-se a servidão, ela elaborou planos, estudou estratégias e em pouquíssimo tempo conseguiu realizar sua fuga dali, indo direto para casa, sem nunca olhar para trás. Em Llael, depararia-se com uma vida vazia, sem Richard. Ou assim então ela pensava. Quando Alice finalmente estava em casa, pensou que encontraria alguém por quem prestar luto, e uma dor imensa lhe tomaria, pois nunca antes havia tido tempo para chorar a perda de Richard, assim como nunca havia chorado a de seus pais. Mas, no lugar disso, deparou-se com dupla traição quando chegou em casa, ao encontrar com seu marido que havia sido dado morto, na cama com sua melhor amiga. Sem que os mesmos pudessem notar sua presença, Alice saíra rapidamente do local, desejando que o marido estivesse morto.
Com o orgulho ferido mais uma vez, Alice deixou para trás seu lar, sua vida e seus conceitos. Tornou-se uma nova pessoa, com nova identidade, tornou-se Ruby Scarlett, seguiu novamente para Cygnar, onde outrora o rei Leto Raelthorne havia lhe concedido duas escolhas: tornar-se a sua espiã secreta e ser redimida de seus antigos crimes, ou trabalhar nas minas do reino durante longos anos. Obviamente, Ruby havia optado pela segunda opção, mas agora, estava decidida à repensar sua escolha. Sendo assim, Ruby tornou-se oficialmente a espiã do reino de Cygnar, e é onde permanece até então, realizando seu trabalho para suprir o vazio que se formou dentro dela, mas sem jamais perder a força ou deixar transparecer quem ela realmente é e como realmente se sente.
Ruby tem-se transformado em uma criatura das sombras capaz de penetrar em qualquer perímetro de segurança, passar pelos guardas mais vigilantes e roubar segredos vitais da sede do inimigo. Ruby é um fantasma na noite, um rosto vislumbrado perifericamente em uma taverna lotada. Ela é tão da furtividade que sua identidade real se mescla com suas personalidades criadas. Um sentinela azarado o suficiente para deparar-se com Ruby terá sua garganta cortada por uma faca lançada das trevas.
É com grande prazer que anunciamos o resultado do app count de hoje.
A espiã meia-elfa de Cygnar, Ruby Scarlett, FC: Tabrett Bethell, foi aceito pela ficha de Mai!
À aprovada, nossos parabéns e seja muito bem-vinda! Estaremos aguardando o envio da url do respectivo personagem para postarmos o follow.
Kentin Swordheart, is a human wanderer from Kingdom of Llael, is 34 years old and looks like Santiago Cabrera.
“A wounded deer leaps highest.”
Kentin Swordheart is currently OPEN for applications.
Every single one’s got a story to tell;
Ante uma época fadada a guerra entre fronteiras e reinos, um soldado do exército de Khador, apaixonou-se por uma simples comerciante. Tal paixão perdurara o suficiente, rapidamente levando ambos a engajarem-se em um compromisso matrimonial. Lysandre compartilhava uma vida tranquila com sua esposa, que por sua vez, carregava o fruto daquela união em seu ventre. Entretanto, a guerra eclodiu, e todos os soldados de Khador foram convocados para lutarem lado a lado com o rei Rollo II. Lysandre não poderia recusar uma promessa que fizera a coroa, então, com pesar no coração deixara para trás a mulher e seu filho que ainda não conhecia.
Se soubesse o que veria naquela guerra, todas as mortes, os corpos de seus companheiros dilacerados, uma verdadeira carnificina para onde quer que olhasse... Se Lysandre ao menos soubesse que nunca teria a oportunidade de conhecer o seu filho, se ele soubesse que nunca retornaria para casa... Lysandre nunca teria ido para a guerra. Pensara que retornaria, pensara que manteria a promessa que fizera à sua mulher antes de partir "Eu voltarei antes que possa notar a minha ausência". Entretanto, ninguém nunca é capaz de prever o seu próprio futuro, e com essa incerteza, rumam em direção ao desconhecido. No exato momento em que percebera a desvantagem que levavam naquela batalha, Lysandre soubera que no final, quebraria a sua promessa.
O homem era um ótimo guerreiro, e excelente espadachim, entretanto, não poderia combater centenas de cavaleiros Cygnarianos ao mesmo tempo. O exército inimigo tinha o triplo do tamanho do exército Khadorano, aquela batalha já estava perdida, Lysandre sabia, tentou alertar o rei sobre isso, porém, este não se deu por vencido tão facilmente. Tal decisão contribuíra apenas para que mais de seus soldados morressem no campo de batalha. Dentre os moribundos, jazia o corpo de Lysandre sem vida, servindo apenas como uma fonte de alimento para os abutres.
De fato, ele nunca cumprira a sua promessa.
Com o passar do tempo, Nina cada vez mais percebia que o seu marido nunca retornaria, embora mantivesse suas esperanças intactas. Até que um dia, ela se esvaíra completamente, quando um dos cavaleiros do rei batera em sua porta, dando-lhe os pêsames pelo falecimento de seu marido, que morrera lutando bravamente no campo de batalha. Do que adiantava bravura, quando ela teria de conviver com a sua perda? Do que adiantava bravura, quando o seu filho cresceria sem o pai? Nina preferia que o seu marido fosse um covarde, mas que ainda estivesse vivo, e ao seu lado.
Oito meses se passaram desde então, e Nina dera à luz ao bebê que havia carregado por todo esse tempo em seu ventre. Kentin, era como seria chamado. Lysandre costumava dizer “Coloque a sua espada (Ken) e o seu coração (Tin) em jogo para que sua vida de lutas possa chegar a bom termo!”
Kentin crescera sem um pai, alguém que pudesse servir-lhe como uma inspiração, alguém que pudesse ensinar-lhe o caminho longo e árduo da espada, alguém que pudesse lhe mostrar tudo isso, e muito mais. Entretanto, Nina estava sempre presente na vida de seu filho. E com o passar do tempo, o mesmo demonstrou possuir certo interesse em espadas e combates. Nina fizera de tudo para tirar a ideia da cabeça do filho, todavia, este possuía a mesma personalidade teimosa do pai, assim como o sangue de guerreiro que corria em suas veias. Sendo assim, no aniversário de doze anos do mesmo, Nina o presenteara com a antiga espada de Lysandre, que havia sido entregue pelo cavaleiro que lhe dera a notícia de seu falecimento, junto com outros pertences. Kentin estava destinado a aprender manejar aquela espada, justamente para se tornar um bom guerreiro, como seu pai um dia já fora. Embora Nina fosse totalmente contra a ideia, não conseguira fazer nada para que tirasse aquilo da cabeça do garoto, e com o tempo, passou a aceitar a decisão do mesmo, que por sua vez, demonstrava-se cada vez mais empenhado em se tornar um guerreiro, honrando o sobrenome Swordheart.
Todavia, o que Nina não esperava era de que o seu filho tivesse de combater no exército tão precocemente. Kenshin estava treinando com a sua espada, quando o exército real batera na porta da família Swordheart, a princípio, Nina ficara confusa, até que as palavras daquele oficial lhe fizeram sentido. “Viemos em nome do rei buscar o seu filho para que ele possa ser treinado à lutar na guerra como um verdadeiro guerreiro.” Como eles ousavam? Já haviam tirado a vira de seu marido, e agora queriam levar o seu filho? “Seus monstros, ele é apenas uma criança, não permitirei que o levem!” Nina dissera, e faria o que fosse preciso para impedi-los, sendo assim, pegara em mãos uma espada. Entretanto, os cavaleiros apenas permitiram-se rir da mulher, debochando da mesma. Nina por sua vez, investiu contra um dos cavaleiros. O golpe não havia sido forte o suficiente para machucá-lo, todavia, havia arranhado a sua bochecha, e um filete de sangue escorria por entre a pequena ferida aberta. “Sua miserável!” O mesmo cavaleiro esbraveja, e com a costa de sua mão, esbofeteara a bochecha da mulher, que caíra no chão. Seu rosto estava avermelhado, e lágrimas escorriam de seus olhos. Ao perceber o alvoroço que acontecia dentro de sua casa, Kentin rapidamente aparecera, com a sua espada em mãos, não sabia exatamente o que estava acontecendo, mas pôde perceber claramente que aqueles homens estavam machucando a sua mãe, e ele não permitiria que o fizessem. Kentin investira contra o cavaleiro que estava com a sua bochecha cortada. Um rápido combate se seguiu, porém, Kentin ainda não era forte o suficiente, não para poder lutar contra aquele homem. Então, não demorou até que o menino fosse rapidamente desarmado, e apunhalado com o cabo da espada do cavaleiro. Kentin caíra de joelhos no chão, ao lado de sua mãe, sentia o ódio apossar-se de si completamente. “Eu não sou forte o bastante nem para proteger aqueles que eu amo. Eu sou fraco. Meu pai sentiria vergonha de mim”. Enquanto o pensamento percorria a sua mente, Kentin cerrara os seus punhos. Até que outro cavaleiro aproximou-se dele. “Já chega garotinho, você vem conosco por bem ou por mal”. O homem ostentava um sorriso perverso em seus lábios, enquanto corria a ponta de sua lâmina em direção ao pescoço de sua mãe. Não bastou que falasse uma segunda vez para que Kentin entendesse a mensagem. — Não se preocupe mãe. — Dissera, enquanto se punha de pé, limpando os vestígios de suas lágrimas. — Eu irei com estes homens, e me tornarei um guerreiro tão forte quanto o meu pai. — Passara a caminhar em direção à porta, porém, ainda mantinha os olhos fixos em sua progenitora, que se ajoelhara no chão. — Você verá. — E com um último sorriso, e um olhar sonhador, deixara aquele local. “Kentin!” Gritava Nina, todavia, já era tarde demais, o seu garotinho foi-se embora, assim como o marido, e a deixara apenas com uma promessa.
No exército, Kentin não poderia afirmar com certeza, se o tempo passava de forma mais lenta, ou mais rápida. O dia parecia possuir incontáveis horas, e cada minuto, Kentin passava treinando. Era realmente difícil, porém, ele se empenhava em seus treinamentos, afim de manter aquela promessa que fizera para sua progenitora. Ele se tornaria forte o suficiente, e ninguém mais poderia lhe obrigar a fazer algo que não quisesse.
Aos quinze anos, já possuía incrível habilidade com a espada, podendo maneja-lá com perfeição e maestria, entretanto, ainda não era o bastante para o garoto, ele gostaria de ser o melhor, sempre trilhando o caminho árduo da perfeição. Aos dezoito, Kentin se tornara um excelente espadachim, e possuía as suas próprias técnicas de combate, além de aprender a estudar as técnicas do adversário, para saber quando e onde o mesmo iria atacar, Kentin estava sempre um passo à frente dos seus adversários, o que deixara o seus companheiros com certa inveja.
O jovem guerreiro travara diversas batalhas desde que ingressara no exército, e as suas habilidades nunca deixaram a desejar. Havia se tornado feroz, impetuoso, meticuloso, incrivelmente habilidoso, como se matar fosse uma arte, e ele um artista. Sua espada era o seu pincel, e no quadro que se tornava o campo de batalha, ele pintava a tela de tons escarlates, manchando-a com o sangue de seus inimigos dilacerados.
Kentin perdera a conta de quantas almas havia ceifado com a sua lâmina, a lâmina que outrora fora de seu pai. Com o passar do tempo, parara simplesmente de se importar com quem morria diante de sua espada, havia se tornado um assassino totalmente frio. E os seus inimigos gelavam de medo ao deparar-se com o exímio espadachim, sabiam que encontrariam o seu fim. Logo temido se tornou, e os boatos sobre um homem cujo os olhos são os de um assassino, se espalhara por todos os Reinos de Ferro como uma doença, e os seus adversários o apelidaram de "O Retalhador."
O Retalhador, o espadachim, guerreiro, assassino, o homem que não demonstrava emoções, com o coração gélido, apenas encontra prazer na matança. O homem que precisa tirar uma vida, para que possa sentir que ainda está vivo. O homem, cujo o olhar carrega o peso das incontáveis almas que já dilacerou. Se é que podia ser chamado de homem, muitos acreditavam que este fosse um demônio em forma humana, de tão feroz e ardiloso. O sobrenome Swordheart ficara conhecido, assim como outrora ele havia sonhado. Assim como ele havia se tornado forte o suficiente, não somente para proteger aqueles que ama, mas também, forte o suficiente para matar.
Todavia, no fundo, ele ainda era um homem, um homem cujo sonho era se tornar um guerreiro nobre e valente como o seu pai, um homem que almejava um dia ser relembrado como um herói. Porém, ele havia se tornado outra coisa, ele havia se transformado em um monstro cruel e impiedoso, que derramara o sangue de milhares de pessoas. Não era isso que ele queria ter se tornado. Não era essa a promessa que fizera para a sua mãe.
Quando a guerra por fim acabou, Kentin simplesmente sumiu, deixando para trás o exército, sua mãe, e todos os que conhecia. Estava obstinado a trilhar um caminho diferente, um caminho em que não tivesse que tirar uma vida, para proteger outra, Kentin jurara que a sua espada jamais sentiria sangue a tocar novamente. Ele deixaria aquela vida de assassinatos, e se tornaria um homem cujos propósitos é defender as outras pessoas com a sua espada de lâmina invertida. Kentin forjara uma para si mesmo, uma espada que a lâmina é invertida, não é capaz de matar, dessa forma, poderia proteger as pessoas sem que derramasse sangue novamente.
De fato, ele agora se tornara uma pessoa completamente diferente, destinado a deixar a reputação do Retalhador, e viver uma vida de paz, como um andarilho, protegendo aqueles que necessitam de sua espada. Com um novo objetivo em mente, o espadachim deixara a sua terra natal, sem qualquer arrependimento, vagando por todos os lugares, oferecendo ajuda para os necessitados, e encontrando finalmente o que tanto procurava: tranquilidade.
Dez anos se passaram, e Kentin perambulara incessantemente, até então, chegar no reino de Llael, não havia motivos que o fizesse querer permanecer no local mais do que deveria, até que um dia, o seu destino fora traçado com o de uma ladra em particular. Seu nome era Rey Blackthorn, e a mesma corria perigo, quando ele a salvara de um grupo de cavaleiros que tentavam prendê-la. A princípio, Kentin ficara confuso, entretanto, decidiu ajudar a moça, que no final, mesmo que relutante, explicará-lhe a situação. A mesma estava roubando do rei, quando os cavaleiros de Devar haviam preparado uma emboscada para ela. Rey Blackthorn era relativamente conhecida naquele reino, como uma heroína para muitos, e uma fora-da-lei para outros. Entretanto, Kentin não tinha dúvidas quanto à isso, ela era realmente corajosa.
O andarilho não entendia muito bem o motivo, mas gostaria de permanecer ao lado daquela garota, e ajudá-la a fazer o bem para a população do reino. Sendo assim, decidiu continuar em Llael, e Rey, havia lhe concedido um espaço em sua própria casa na árvore, para o mesmo se hospedar, dizia que era o mínimo que poderia fazer, já que Kentin salvara a sua vida, mas o espadachim sentia que quem o havia salvado, era ela.
E ele não tinha intenções de ir embora...
Até que um dia, enquanto andava com Rey pelo mercado da cidade, ambos foram encurralados por cinco guerreiros. A princípio, Kentin achara que vieram para levar Rey, entretanto, fora surpreendido quando um dos homens referiu-se à ele como O Retalhador. Há quanto tempo não ouvia aquele nome? “Soubemos sobre um boato de que o Retalhador havia se tornado um andarilho.” O mesmo riu com desdém. “De início, eu não podia acreditar, até ver com os meus próprios olhos.” Kentin reconhecia que aquele sotaque não era Llaelense, aqueles homens, eles não era de Llael, eles eram de Khador. E a julgar por sua postura em combate, estes eram antigos guerreiros do exército de Khador. — Eu tenciono procurar um caminho pelo qual eu possa proteger as pessoas que vivem em uma nova era, em vez de matar as que lutam numa era antiga. — Dissera calmamente, ao perceber que aqueles homens ainda viviam com a guerra dentro de si, mesmo que esta já houvesse acabado há muito tempo. “O fato de você ter se tornado um andarilho que não mata fez com que você se tornasse claramente um fraco.” O homem investiu sua espada contra Kentin, porém este se esquivou facilmente. — Este andarilho está cansado de ver sangue derramado. — Podia ouvir claramente a estrondosa gargalhada dos outros homens, enquanto também podia sentir sobre si os olhares curiosos das pessoas ao redor. Kentin permanecia na frente de Rey, afim de protegê-la. O homem investiu novamente, Kentin se esquivara, ainda mantendo Rey atrás de si. Não vendo outra alternativa, sacou a sua espada de lâmina invertida. Então, Kentin atacara, e com um único golpe, derrubara rapidamente todos aqueles homens. “Impossível! Ele derrota quatro ou cinco com um golpe só!” Dissera espantado um outro homem. Kentin aproximou-se do guerreiro, caído no chão, estava ferido, porém, não obtinha nenhum corte em seu corpo. — Esqueci de dizer uma coisa... Não fosse essa uma espada de lâmina invertida, certamente todos estariam mortos agora. — Kentin dissera, dando às costas para os guerreiros. “Um retalhador vai ser um retalhador até morrer. Nunca vai conseguir ser outra coisa. Vou ficar assistindo do inferno até quando você vai fingir que é um andarilho.” Gritara o guerreiro, enquanto Kentin deixava o local completamente.
Mais tarde naquele mesmo dia, Kentin voltara para a casa na árvore, estava recolhendo os seus pertences, pronto para ir embora, quando a voz de Rey irrompeu no ambiente. “Aonde você pensa que vai?” Ela indagara, Kentin fora pego de surpresa. — Este andarilho pede perdão, senhorita Rey. Ele não desejava esconder ou enganar. Mas se fosse possível... Não desejava ter de te contar. — Era difícil admitir, mas era a verdade. “O passado dos outros não me interessa! Eu não quero que o retalhador fique, eu quero que você, o andarilho, fi...”. A voz da garota se tornou fraca, e Kentin soubera naquele instante que não deveria ir embora. — Sendo um andarilho, ele poderá partir a qualquer hora para outro lugar, mas se não se importar com isso... Ele se cansou um pouco de viajar... — Ele olhara para ela com um sorriso em seus lábios. — Este andarilho pede licença para permanecer um pouco.
''É apenas uma faculdade comum, certo?'' É aí que você erra, mortal. Após vários ataques à semideuses que foram à faculdades comuns, os deuses, aflitos pelo mundo mitológico estar aparecendo muito para os mortais, criaram a Olympus University.
A personagem encontra-se disponível para aplicações.
O personagem Breu Al Sorna encontra-se em hiatus até o dia 22 de Fevereiro.
Poderiam dar algumas sugestões de FC para a Laila, por favor?
Claro, anon! Adelaide Kane, Caitlin Stasey, Viva Bianca, Gaia Weiss, Alyssa Sutherland, Emily Browning, são os nomes que me vieram em mente agora. E caso nenhuma dessas te agradar, você pode escolher alguma outra. <3
Serenity Moonlight, is a witch store owner from Kingdom of Cygnar, her age is unknown but seems to be 24 years old and looks like Emilia Clarke.
“Knowledge is power.”
Serenity Moonlight is currently CLOSED for applications.
Every single one’s got a story to tell;
Outrora a imponência e soberania do sobrenome Morgenstern era relativamente comum nos Reinos de Ferro. Conhecida era a família de bruxos brancos que carregavam o prestigioso sobrenome, sendo extremamente populares nas redondezas, tanto por seus poderes, quanto por seus costumes diferenciados, e mal visto aos olhos da sociedade Cygnariana. Por gerações, os Morgenstern, mantinham a tradição de casar os filhos com seus próprios irmãos ou primos, afim de manter o sangue deles mais puro que os demais, e também, parcialmente mais poderosos que os outros bruxos.
Foi em uma dessas uniões nada convencionais, que Diana concebera à luz a sua primeira primogênita. A garotinha nascera em uma noite tranquila, onde o brilho das estrelas refletiam sobre os olhos da recém-nascida, e a expressão de seu rosto era tão serena e bela quanto a própria lua majestosa, sendo assim, Diane nomeara a filha de Serenity.
A garotinha crescera, aprendendo tudo o que lhe era ensinado, para que um dia pudesse se tornar tão poderosa quanto os seus progenitores. A mesma nascera com o puro sangue Morgenstern em suas veias, entretanto, era como se todo o seu potencial estivesse adormecido dentro de si, e se quisesse despertá-lo completamente, teria de treinar as suas habilidades arduamente, e se empenhar nos treinamentos constantes. Lhe era ensinado por seus pais, desde tenra idade sobre como praticar feitiços benignos, sendo assim, passara a maior parte de sua infância e adolescência com a cara enterrada nos livros de magia. Entretanto, por mais que tentasse, era difícil para Serenity concentrar todo o poder que continha, era como se não fosse totalmente capaz de controlá-lo, muito diferente de sua prima Megara, e Serenity admirava e ao mesmo tempo invejava a garota por saber controlar tão bem os seus poderes, no fundo, gostaria de ser como ela.
Iminentemente o tempo passara, tão veloz quanto uma estrela cadente. Quando havia atingido certa idade, obtendo maturidade o suficiente, Serenity fora informada por seus progenitores sobre a tradição que fazia dos Morgenstern tão únicos e conhecidos, respeitados por seus poderes, e menosprezados por seus costumes. Assim que se tornasse uma adulta, Serenity se casaria com o seu primo, Lucca, irmão do meio de Megara, e então continuariam com o legado da família, mantendo puro o sangue Morgenstern. A princípio, a garota ficara espantada, não gostaria de se casar com o seu primo e nem com ninguém de sua família, não porque repudiava o incesto, e sim pelo motivo de não ser amor verdadeiro. O seu sonho, sempre fora encontrar alguém que pudesse amar realmente, e gostaria de viver em um relacionamento que não fosse baseado apenas por uma tradição. Não era algo que pudesse aceitar tão facilmente, embora soubesse que não lhe haviam outras alternativas.
Reuniões familiares era algo costumeiro em relação aos Morgenstern, sempre que havia algum assunto importante para se tratar. Então, em uma bela noite, estavam todos os integrantes da família, reunidos em um jantar, que ocorria na casa de Diane e Meliodas. Dessa vez, o assunto seria sobre os Carvahal, uma família de bruxos praticante de magia negra, algo que era estritamente proibido nos Reinos de Ferro, contudo, sempre haviam aqueles que desafiavam todas as leis. Os Carvahal eram inimigos declarados dos Morgenstern, e a família de bruxos brancos, tinham o intuito de erradicar os praticantes de magia negra.
Contudo, mal sabiam que Carvahal já haviam feito planos de acabar com a existência dos Morgenstern antes mesmo que eles pudessem descobrir. Não poderiam enfrentá-los diretamente, pois os bruxos brancos eram ainda mais fortes do que eles próprios, então, tomaram uma medida drástica, mas que provavelmente funcionaria. A família se reuniu do lado de fora da casa, concentrando os poderes de todos os integrantes, eles atearam fogo mágico na casa, uma das magias mais fortes dos Carvahal, aquele fogo não poderia ser contido por nenhum ou até mesmo por todos os Morgenstern juntos.
Enfim, obtiveram a sua vingança.
O incêndio começara de repente, enquanto todos estavam distraídos, as chamas começaram a crepitar de fora para dentro, e quando se deram conta, já era tarde demais para que pudessem fazer alguma coisa. As chamas engoliam cada centímetro da casa. Serenity por um momento ficara assustada, procurava por sua família, entretanto, tudo o que conseguia ver ao seu redor era fogo e mais fogo. A fumaça fizera com que os seus olhos lacrimejassem, e a impedisse de ter uma visão mais nítida. Contudo, podia escutar claramente, os gritos daqueles que amava, sendo carbonizados.
Por um momento pensou que morreria queimada junto com seus parentes. Por um momento pensou que seria o seu fim. No entanto, o seu instinto de sobrevivência gritara mais alto dentro de si, e Serenity encontrara as suas forças revigoradas. Não sabia explicar o que acontecera, ou como fizera aquilo, mas era como se um grande escudo invisível envolvesse completamente a garota, protegendo-a das chamas ardentes. O fogo alastrava-se selvagemente ao seu redor, destruindo o que tocava, entretanto, Serenity não podia ser atingida. Estava sendo protegida por sua magia.
Revestida pelo escudo mágico, conseguiu escapar da casa, que ruía aos pedaços, e aos poucos, ia desmoronando completamente, até não restar nada além dos destroços. Sentira-se aliviada, quando por fim emergira do lado e fora, e pôde respirar do ar puro, seus pensamentos ainda confusos, e o seu coração carregava a tristeza daquelas almas que não puderam sobreviver. Observara a casa desmoronando completamente, até que o fogo por fim se extinguisse. Não fazia ideia de como aquilo havia começado, mas tinha certeza de que não foi um mero acidente. Pôde sentir que as chamas eram mágicas, provavelmente algum outro bruxo havia começado o incêndio. Apenas não podia compreender os motivos, e fossem quais fossem, não poderia se arriscar, não poderia deixar que soubessem que ainda uma integrante dos Morgenstern havia sobrevivido, a partir de agora, teria de ser cautelosa para que sua verdadeira identidade não fosse descoberta.
Após aquela noite que nunca se esquecera, tampouco poderia, Serenity por muito tempo perambulou perdida pelo reino de Cygnar, não sabia o que fazer da sua vida, ou como continuar com a mesma. Não demorou para que se tornasse uma cigana, não permanecendo em um só lugar. Logo em seguida lhe surgiu a ideia de ser uma cartomante, e então, passara a usar os seus poderes para poder prever o futuro das pessoas, embora nunca fosse clara as suas visões, Serenity não errava, e com o tempo, passara a ganhar reconhecimento por todo o reino, tornando-se uma das pessoas mais procuradas quando alguém gostaria de saber sobre o futuro. Com a fama recém-adquirida, Serenity sentiu a necessidade de dar-lhes um nome, porém, seria demasiadamente arriscado usar o seu sobrenome Morgenstern, então, adotara Moonlight como seu novo sobrenome. Agora era como se fosse uma pessoa totalmente diferente, e de fato o era, sentia como se pudesse desfrutar da liberdade que tanto almejara. E principalmente, se apaixonar por quem seu coração desejasse.
Só não imaginou que o seu verdadeiro amor viria tão cedo.
Em uma tarde, enquanto previa o futuro de um total desconhecido, suas visões tornaram-se ainda mais confusas e incertas do que o habitual, não conseguia ver com clareza o destino daquele homem, havia morte, um trono vazio, muito sangue e uma guerra que se aproximava. Por um momento, Serenity ficara totalmente confusa, quem era aquele homem, afinal? O mesmo insistia em dizer que não acreditava no destino, mas mesmo assim, ainda permanecia ali pronto para ouvir a sua previsão. — O seu caminho será traçado com uma pessoa que fará você enxergar o que há de bom dentro de si. — Serenity estava cada vez mais confusa. — Mas você terá de tomar uma decisão importante em sua vida, que mudará completamente o rumo do seu destino. — Por que sentia uma forte conexão com aquele homem? — Tenha cuidado com a sua decisão, no final, poderá lhe causar dor e sofrimento. — Era totalmente desconhecida a sensação que lhe tomava, nunca havia sentido nada parecido antes. Algo tão... Intenso.
Com o passar dos dias, aquele desconhecido passara a visitá-la com maior frequência, embora não quisesse ter o seu futuro previsto novamente, o mesmo tinha apenas o desejo de permanecer ao lado da cigana, e conhecê-la melhor. A proximidade entre ambos tornou-se cada vez maior, até que por fim, engajaram-se em um relacionamento.
Surpresa maior fora ao descobrir a verdadeira identidade do homem, o mesmo dizia ser apenas um lorde, entretanto, lhe fora revelado que este tratava-se de ninguém mais, ninguém menos que o próprio Vinter Raelthorne. Príncipe mais velho de Cygnar, herdeiro do rei Vinter Stoneheart. De fato, Serenity ficara espantada com a revelação, no entanto, não fora capaz de diminuir em nada o amor que sentia pelo homem, por um tempo, havia esquecido-se até mesmo de sua própria previsão.
Vinter carregava a fama de ser um homem cruel e impiedoso, com um coração de pedra feito o do pai, entretanto, Serenity conhecera apenas o Vinter que era gentil e educado com ela, a cigana de fato havia conseguido despertar o que havia de melhor dentro do mesmo. Parecia uma pessoa totalmente distinta da qual realmente era, e embora soubesse da personalidade feroz do príncipe, era como se sentisse ainda mais atraída.
Apesar do rei Stoneheart proibir que o filho saísse com uma mera cigana sem posses alguma, Vinter ignorava completamente as ordens do pai, porém, nunca levara Serenity para o castelo, sabia o quanto seu rei poderia ser impiedoso, tanto quanto ele era, por esse motivo, preferia não colocar Serenity em risco.
Cada dia parecia que ambos ficavam ainda mais apaixonados um pelo outro, o príncipe costumava presentar a sua namorada com vestidos e joias caras, Vinter até lhe dera uma casa de presente, para que a mesma permanecesse em um só local, e facilitasse o encontro de ambos. A casa era grande, possuindo todo conforto e luxo de que a garota fosse precisar. Inclusive, Vinter também lhe dera de presente uma empregada ityasaari. Obviamente, Serenity recusou-os, entretanto, Vinter fizera tanta questão que ela aceitasse, que por fim, Serenity acabou aceitando, afinal, não seria tão ruim desfrutar de tais comodidades, mesmo que de fato só desejasse o Vinter.
Agora Serenity possuía um lar novamente, não precisava mais ser uma cigana e cartomante. A empregada se tornara a sua melhor amiga, e Serenity enfeitiçara os utensílios domésticos e objetos de sua casa, para que estes pudessem ajudar a ityasaari nas tarefas. Havia encontrado o seu verdadeiro amor, e estava mais feliz do que nunca.
Contudo, a sua previsão estava prestes a se concretizar. A notícia sobre o falecimento do rei Stoneheart havia deixado todos os cidadãos do reino espantados. Vinter Raelthorne era o herdeiro na linha de sucessão, logo se tornara o novo rei de Cygnar. A partir de então, ambos afastaram-se completamente, Vinter estava destinado a governar, e suas palavras foram “Eu não quero que nada me distraía do meu reinado” Serenity sabia o que aquilo significava, finalmente, havia se lembrado do que dissera tempos atrás. “Mas você terá de tomar uma decisão importante em sua vida, que mudará completamente o rumo do seu destino”, estava certa de que o homem havia feito a sua decisão, e agora, aquilo lhe causaria dor e sofrimento.
Ela o havia alertado sobre o seu futuro sangrento, apesar de partir o seu coração pensar que ele preferira o trono, ao invés de si mesma, não havia nada que Serenity podia fazer. Com o passar dos dias, Vinter havia se tornado alguém quase desumano, o seu estado mental só havia piorado, assim como sua crueldade e barbaridade. Não o reconhecia mais como aquela pessoa por quem outrora nutrira vibrantes sentimentos.
Seu terrível reinado estendeu-se por mais tempo que havia imaginado, entretanto, houvera um dia em que todo o reino de Cygnar parou para presenciar a ascensão do novo rei. Leto Raelthorne havia dado um golpe de estado, retirando o seu irmão do poder, e se tornando o novo rei. Vinter fora jogado na prisão mais bem protegida de Cygnar. Entretanto, aquelas celas não foram capazes de conter o homem, sendo assim, o antigo rei de Cygnar escapou. Muitos acreditam que este esteja morto, todavia, Serenity tem a certeza de que ele ainda vive em algum lugar, e ela o iria encontrar.
Com um novo objetivo em mente, Serenity passara a colecionar objetos mágicos, o seu intuito era de saber sobre o paradeiro do Vinter, no fundo, acreditava veemente de que o mesmo ainda estava vivo, entretanto, não podia ver em qual lugar encontrava-se. Sua magia era desordenada, não podia controlá-la completamente, desde o acidente que matara a sua família, Serenity nunca mais havia treinado. Todavia, ainda poderia encontrá-lo por meio de objetos encantados, tornando-se uma colecionadora destes. Então, com suas economias, Serenity abriu uma loja de artigos mágicos, denominando-a de Moonlight Spell, onde além de vender poções e objetos encantados, ela também os comprava de outros clientes, e trocava mercadorias. Dessa vez, não deixaria que Vinter escapasse novamente, dessa vez, faria o que fosse possível para despertar o bem que o homem possuía, ela sabia que ele possuía essa capacidade dentro de si, só precisava de uma ajuda.
No final, a bondade de Vinter, poderia ser comparada com os poderes de Serenity, ambos estão adormecidos dentro de si, apenas precisavam de prática e paciência para que fossem capazes de despertá-los completamente.
Megara Morgenstern, is a witch gypsy from Kingdom of Ord, her age is unknown but seems to be 28 years old and looks like Katie McGrath.
“In all chaos there is a cosmos, in all disorder a secret order.”
Megara Morgenstern is currently CLOSED for applications.
Every single one’s got a story to tell;
Como mais uma das integrantes da tradicional família bruxa Morgenstern, Megara nascera em berço de ouro e magia. Era filha de Morgana e Lucio Morgenstern, uns dos bruxos mais respeitados de todos. Desde criança, a garota aprendera a controlar seus poderes, renovar e habilitar feitiços ao seu gosto. Aprendera a captar da natureza o que ela tinha de melhor, para uso próprio, mas sempre com cautela. Megara sempre fora esforçada, apesar de saber que seu dom era algo incomum, ela era acostumada com a magia rodear-lhe em todo o lugar que ia, e isso a fazia se sentir mais segura quanto ao controle da mesma.
Já estava demasiada acostumada, também, com a menção de seu nome nas reuniões familiares, algo que era extremamente constante, e a garota até sentia um pingo de remorso ao saber que o desempenho da prima Serenity era inferior ao seu. Megara sempre gostara e respeitara todos da sua família, nutria um carinho especial pelos seus irmãos mais novos e pela sua prima, que era filha única e pretendente a esposa do seu irmão Lucca. Como era previsto, todos da família Morgenstern se casavam com único e exclusivamente pessoas desta, para manter os laços de sangue puros. Embora Megara achasse aquilo a maior idiotisse, ela não se importava, mesmo que se casasse com algum de seus primos, ela sabia que jamais pertenceria a alguém além dela mesma.
No coração da bruxa só havia espaço para amar aqueles que a rodeavam. Contudo, nas linhas da vida, as vezes você não escolhe quem vai ser, apenas se torna.
Em um dos mais comuns e tradicionais jantares de família, os Morgensterns iriam se reunir na casa dos tios Diane e Meliodas, mas Megara já estava cansada disso tudo. Falariam mais uma vez sobre o desempenho dos mais novos e sobre os inimigos da família. Entretanto, aquele dia fora um péssimo dia para a garota subestimar tais assuntos. Megara saíra da casa antes de tudo acontecer, havia ido a floresta tomar um ar e se desligar de toda aquela política familiar, mas, por sorte, por conta de sua rebeldia, a bruxa fora salva do mais trágico acidente que podia acontecer em anos. A família bruxa fora exterminada em um acidente, ou talvez proposital, incêndio.
Megara estava estupefata de frente para a casa dos seus tios, todos os seus familiares gritando enquanto eram incinerados e ela não podia fazer absolutamente nada. Pensou em seus irmãos mais novos, Lucca que por mais jovem que fosse estava prestes a noivar, Petter, o mais novo, com apenas dez anos de idade, que ainda estava aprendendo a controlar o ar e a água ao seu favor. Não poderia, isto, estar acontecendo. As lágrimas não sessavam dos olhos da moça, e por mais que tentasse se conter, era inevitável. Todos que amava estavam, agora, mortos; viraram cinzas na floresta que seria levada pelo vento, uma família inteira. Mas, como uma boa bruxa que era, Megara podia sentir a magia de fora do casarão. Tinha absoluta certeza que alguém de fora havia iniciado o incêndio, e ela iria encontrar este ser repugnante, custe o que custasse.
Desde esse dia em diante, Megara tornara-se uma pessoa ácida, cheia de rancor e ódio em seu coração. Ela não escolhera, apenas tornou-se assim, mas sabia que dentro dela, lá no fundo, ainda existia a bruxa que outrora fora esta, mas jamais despertaria. Por muito tempo a moça andava pelas ruas de Cygnar, desprovida de alimento e vestimentas, até pegar um navio de volta para Ord. Voltara para a sua casa e vivera sozinha por lá, até o momento em que partira e começara a viver um vida totalmente diferente. Deixara tudo em que passou cultivando para trás, para viver como uma cigana, vagando por todos os lugares de Ord que ainda não conhecia, criando profecias, enganando aos tolos e prevendo o futuro incerto. Megara não tinha esperanças de encontrar mais ninguém de sua família, mesmo que no fundo esperasse, ela apenas fazia aquilo que ainda lhe divertia, sem se importar com as consequências.
Seu único objetivo era encontrar seus inimigos e mata-los o mais impiedosamente possível. Deixara transparecer seu sobrenome para todos os bruxos dos Reinos de Ferro, pois este fora o que lhe tornara forte e poderosa durante todos os anos, e de fato, era uma das melhores, ou talvez a melhor bruxa que poderiam encontrar.
Breu Al Sorna, is a dragon mercenary from Kingdom of Ord, his age is unknown but seems to be 34 years old and looks like Michiel Huisman.
“In all chaos there is a cosmos, in all disorder a secret order.”
Breu Al Sorna is currently CLOSED for applications.
Every single one’s got a story to tell;
Houve um tempo em que havia paz. Tanamoot era bela e próspera, os dragões viviam em plena harmonia e raramente era necessário resolver quaisquer problemas com o uso da força bruta e bélica. A mãe dragão governava o reino graciosamente ao lado do marido. Então as guerras começaram. Humanos e dragões. Até hoje não pode-se dizer com exatidão quantas mortes houveram de ambos os lados, sabe-se apenas que foram além dos milhares. Os séculos se passaram. Houve a invasão Orgoth, a criação dos Reinos de Ferro e o recente Tratado de Paz. Breu havia assistido cada um destes episódios.
Ora como guerreiro, ora como mero espectador. No fim, suas palavras sempre eram precisas e seus livros – sim, jamais fora egoísta ao ponto de guardar seu conhecimento somente para si –, eternizados. Ninguém sabia, entretanto, que ele era o autor de tais obras. Era bom assim, achava o dragão. Já tinha de lidar com as próprias lembranças, os próprios fantasmas, o que faria se também tivesse de lidar com as pessoas e suas singulares vidas também? Jamais pararia até descobrir cada detalhe e isso, podia ter certeza, não era muito saudável.
Depois de tantos séculos escrevendo a história, é justo que sua história fosse também contada. Ainda que Breu relute contra isso, não pode impedir-me de contar essa aventura que foi e é sua existência. Deixe-me apenas tomar um gole de licor… Pois bem, tudo começa em Tanamoot, o reino dos dragões.
Um nascimento planejado nos mínimos detalhes. Gohli queria que seu filho viesse ao mundo num antro de paz e amor, ainda que seu marido tivesse uma certa dificuldade em acatar aos seus pedidos. Não era culpa de Rulnev, que jamais desejara ser o causador da ruga de preocupação da esposa, mas de seu nervosismo. Dragões eram criaturas racionais, porém aquele em especial dava muita importância àquilo que viesse do coração, invés da mente. Entretanto, o tempo parou para ambos quando finalmente puderam ver seu filhote. Não havia receio ou ansiedade, havia não mais do que a paz e o amor que a matriarca tanto queria.
Era esperado que fosse um prodígio e Breu, em momento algum, decepcionou seus pais e família. Ainda criança, tinha uma sede de conhecimento implacável. Enquanto os outros jovens de sua idade aproveitavam sua meninice, ele estava em casa junto à mãe aprendendo as mais diversas atividades. Gohli ensinava como se comportar – não importava se era um rei ou um mendigo, educação e gentileza eram requisitos indispensáveis –, a história de sua raça, dialética, matemática e tudo que fosse necessário para desenvolver mais e mais sua capacidade mental. Seu tempo livre era gasto com o pai e outros membros masculinos da família a fim de aprimorar seu físico. Rulnev era um guerreiro, talvez um dos melhores, e desejava que seu filho fosse tão forte e bravo quanto era. Passava horas educando o jovem na parte prática da arte da guerra. Havia somente uma arma que recusava-se a ensinar, arco e flecha, pois em sua concepção não havia algo pior do que covardes que evitavam a luta.
Entre lições e mais lições, Breu cresceu como um rapaz cheio de vitalidade. Os mais velhos sempre usavam-no como exemplo para os dragões que não eram tão focados, mas isso nunca o deixou esnobe. Uma das lições mais valorosas que sua mãe ensinara era ser humilde e sempre ajudar as pessoas. Isso, contudo, não o privava de ser astuto e um tanto quanto ambicioso. Oh, não! Jamais pense que ele desejava fortunas, almejava apenas conhecimento. Não se importava de trabalhar para ninguém, fazia o que tivesse de ser feito e seu pagamento era sempre o mesmo: um segredo. Bastante simples e deveras poderoso para os tempos que viriam a seguir.
A guerra foi um período que Breu gostaria de apagar de sua mente. Humanos e dragões matando-se aos milhares sem um único motivo válido, racional. Durante o primeiro século, não evitou a luta. Defendia os seus na ponta da espada sem deixar de reverenciar cada alma que partia. Não havia prazer em dilacerar um corpo, cortar gargantas e colocar uma adaga no coração de um humano, unicamente um dever necessário. Tudo mudou quando Breu assistiu os pais serem mortos. Ao invés de revoltar-se e acabar com cada um daqueles seres hediondos e inferiores que desejavam a extinção de sua espécie, o dragão se limitou a dar as costas para tudo e todos. Seu coração e sua mente trabalhavam em desarmonia, precisava urgentemente afastar-se daquele lugar para que pudesse pensar com clareza.
O século seguinte foi marcado por uma busca pelo auto controle. Breu descobriu que sua função não era ser mais um guerreiro, não queria tirar outras vidas e não queria fugir. Então fez as únicas coisas que conseguia sem que entrasse em colapso: observou, escreveu e pintou. Em seus relatos, não amenizou momento algum. Certas obras eram voltadas apenas para a história, outras tinham um cunho mais satírico, em que expressava suas opiniões sem pudores. Estava entre os dragões, entre os humanos e até misturado com os anões. Via as mais diversas barbáries e, numa tentativa boba de se livrar dessas imagens, pintava-as. Algumas telas suas foram muito importantes para a humanidade, outras até idolatradas por certo tempo. O mesmo aconteceu com a invasão dos Orgoth. Quando foi inevitável, Breu empunhou sua espada; quando estava livre, observou, escreveu e pintou. Era um ciclo sem fim, mas jamais cansativo. O dragão não recebeu um centavo por suas criações, porém desenvolvera um certo prazer pelo que fazia. No fim, seus feitos seriam lembrados, ainda que seu nome não.
Assistiu de camarote o nascimento dos Reinos de Ferro. Era amigo íntimo do rei de Cygnar da época e teve acesso a várias informações sigilosas. Cultivava o mesmo hábito de jovem: prestava qualquer tipo de serviços em troca de um segredo cabeludo. Muitas das suas descobertas não apareciam em suas obras, Breu gostava de guardá-las no fundo da gaveta e, às vezes, se deliciar apenas com o prazer de ter certas pessoas nas palmas de suas mãos. É claro que, quando alguém resolve também oferecer um tesouro como pagamento, não há como recusar. Por sorte, muitos gostam dos trabalhos de Breu e ficam felizes de pagá-lo.
Como sua forma humana era bastante bonita, muitas mulheres e homens interessavam-se. Bem, convenhamos, ele jamais fora um dragão convencional. Assim como o pai, dava certa importância aos impulsos de seu coração. Tomava as precauções necessárias para não engravidar nenhuma moça, mas não se privava das relações. Gostava de experimentar todos os tipos de sensações e se viciou em aventuras. A medida que passava tempo com os humanos, mais se interessava por eles e, certas vezes, até os entendia. Tinha certeza que esse comportamento era mal visto pelos demais da sua espécie, mas quem se importava? Breu não desejava voltar para Tanamoot antes e agora que havia um Conselho de Censores, seu regresso para a terra natal era ainda mais improvável.
Desde que os Reinos de Ferro foram criados, o dragão vive como nômade. Com sua sede de saber, perambula por todas as ruas de todos os reinos em busca de conhecimento – empírico, tácito, ou científico, não importa qual. Está sempre exercitando a mente e procurando novas sensações. Não sabe quando uma nova guerra eclodirá, mas tem certeza que viverá todos os momentos sem se preocupar se será morto no dia seguinte. O mundo é grande e cheio de oportunidades, seria um desperdício perdê-lo com bobagens como normas de sociedade.
Ahmiran Bourdekin, is a human merchant from Kingdom of Llael, is 27 years old and looks like Gregg Chillin.
“A wounded deer leaps highest.”
Ahmiran Bourdekin is currently CLOSED for applications.
Every single one’s got a story to tell;
Os bisavós de Ahmiran jamais haviam desejado ter qualquer relação com os conflitos religiosos que assolavam a região de Caspia oriental, onde viviam. Eram plebeus pacatos, seguidores de Morrow, que, a despeito de serem de classe baixa e fazerem parte de uma minoria étnica dentro de Cygnar , levavam uma vida tranquila. Entretanto, foram pegos em meio ao fogo cruzado entre os seguidores de Menoth e a Igreja de Morrow que eventualmente levou ao cisma e ao surgimento do Protetorado de Menoth.
Apesar do caos e da insegurança existente dentro de um Estado recém-formado, e apesar das discriminações que sua condição religiosa e étnica os impunha entre os seguidores de Menoth, eles permaneceram no Protetorado — até porque fugir já deixara de ser uma opção. Tiveram filhos que cresceriam para salvaguardar uma cultura que deveria ser ocultada por ir contra as leis da teocracia, assim como visões de mundo mais moderadas.
Seriam esses antecedentes em comum que uniriam Aleesha e Navid. Ao contrário do que seria esperado, ambos eram devotos seguidores de Menoth, severos e conservadores, o que causava constantes conflitos com suas famílias. E foi sob esse choque de gerações que nasceu e cresceu Ahmiran.
Seus pais esforçaram-se ao máximo para que o menino se adequasse às crenças e ao código de conduta que eles haviam absorvido do Protetorado. Entretanto, as ideias de seus avós eram muito mais atraentes para o pequeno Ahmi, que logo cedo já demonstrava um espírito curioso, explorador e, para dizer o mínimo, travesso. Também era extremamente esperto, tanto que aprenderia a ler e escrever por si próprio com um livro que roubaria — ou que, em suas palavras, “recolheu do chão e salvou do homem que o havia negligenciado”.
Quando criança, aprontava e fazia pirraça para irritar seus pais. Conforme crescia, contudo, as tensões e os confrontos de ideia tornaram-se mais reais e mais frequentes. Ahmiran desenvolveu um senso crítico afiado, que se dirigia sobretudo à religião de Menoth, ao extremismo de seus seguidores e às crenças preconceituosas e leis discriminadoras, mas também atingia os privilégios das classes mais altas e o poder que era dado ao governante. Indignava-o a forma com que seus pais simplesmente aceitavam o que a religião lhe dizia, mesmo que aquilo resultasse em julgar a si próprios inferiores, impuros e passíveis de sacrifício, algo em que Ahmi se recusava a acreditar. Indignava-o também como sua liberdade era restrita, como se houvessem regredido desde o tempo de seus bisavós. Queria conhecer os Reinos de Ferro, circular como bem entendesse, se divertir como bem entendesse, relacionar-se com quem bem entendesse.
Apesar dos desentendimentos com a família, começou a cedo ajudar seu pai em seus trabalhos como carpinteiro, já que a condição financeira deles sempre fora difícil. Por ser um rápido aprendiz, evoluiu logo para trabalhos independentes. Também começou a se envolver em negociações, e não demorou até que aprendesse a identificar boas oportunidades de negociar. Passou a guardar parte do dinheiro que ganhava para si próprio e seus interesses pessoais, até que, em seu aniversário de 20 anos, declarou aos pais, com quem as tensões haviam se aprofundado ainda mais nos últimos anos, que os estava deixando, sob a premissa de negar a fé de Menoth — à qual realmente não seguia. Com o dinheiro que conseguira acumular, um facão e alguns bens — roubados ou não — que acreditava poder negociar, deixou o Protetorado.
Alcançou Cygnar como um vendedor ambulante, prestando também qualquer outro serviço que estivesse dentro de suas capacidades e que não fosse contra seus princípios, que, quando existem, são firmes. Tornou-se uma espécie de nômade, sem permanecer num mesmo lugar por muito tempo, e sem a vontade de fazê-lo. O dinheiro que podia gastar, fazia-o em prostitutas, tavernas e o que quer que lhe parecesse divertido no momento.
Ahmiran aprendeu a cruzar as fronteiras entre os reinos sem ser notado e a comprar guardas corretamente. Teve uma breve estadia em Ord, cruzou Khador e por fim atingiu Llael, estabelecendo-se próximo ao Rio Negro, onde via o comércio como mais forte. Continuou com sua ética de trabalho de vender tudo o que poderia encontrar — um acervo que crescera com suas viagens —, e, quando possível, mentir ou inventar histórias cabulosas para agregar valor a um produto.
Os Reinos de Ferro se provaram um paraíso da liberdade em comparação à sua antiga casa. Sua boêmia borbulhante, com suas bebidas, seus homens e suas mulheres era exatamente o que ele estava procurando, e não pretende retornar ao Protetorado. Mesmo assim, não consegue deixar de notar — e comentar sem qualquer escrúpulo — os problemas sociais que afligem os locais por onde passa, o que torna Llael menos atraente a cada dia.