Outras, só brasa escondida sob o silêncio.
Mas nunca foi morno. Nunca foi seguro.
É um amor que não pede licença,
faz falta no segundo seguinte.
Eles se encontram sempre no meio de alguma guerra —
de palavras, de olhares, de egos.
Mas há também os momentos em que tudo cala,
e então, um simples toque carrega o peso de mil perdões não ditos.
Ela é tempestade que quer ser domada.
Ele é rocha que aprende a sentir.
Quando se olham, o mundo para de girar —
só que por tempo demais, o mundo parado também sufoca.
Já prometeram não voltar.
feito de promessas que nunca foram faladas,
de vontades escondidas atrás de sarcasmo,
de saudade que grita mesmo quando os corpos ainda estão juntos.
Se entendem nas entrelinhas,
se provocam como se isso fosse rezar.
Têm noites que são poesia carnal,
outras que são pura punição emocional.
o que sobra é sempre isso:
um vácuo cheio de desejo,
uma presença que cura e corta ao mesmo tempo.