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Capítulo 4 - Penúltimo Capítulo
Lua narrando: “ Eu sai da sala e fui ver minha pequena, Clarice é tão fofa, que até dormindo exala fofura. Fui vê-la no berço e dei de cara com Arthur, quer dizer, ele bateu de frente comigo. Eu tentei ser o mais breve possível, até por um instante, me surpreendi porque eu não voei em cima dele e bati. Fui até cordial, ele tentou a aproximação e eu me afastei. Ele foi se aproximando, chegando mais perto, foi quase impossível não sentir sua respiração quente perto do meu rosto, fui pega de surpresa com o beijo que ele me roubou...sai do beijo atordoada.”
Lua: Porque você fez isso? – Eu dei uma tapa nele e o descarado sorriu, esfregando a mão no rosto. – Idiota!
Arthur: Mãozinha pesada hein, não me lembrava disso! – Ele sorriu mais uma vez, maldito.
Lua: Me esquece! – Eu o empurrei e sai corredor afora, pegando minha bolsa e batendo a porta. Encostei-me ao meu carro e desabei em lágrimas. Eu não consegui mais segurar, eu estava sendo forte nesses anos todos, mas, esse beijo me lembrou do quanto eu ainda o amo. Abri a porta do carro com dificuldade, eu tremia muito, entrei e escorei minha cabeça na direção, chorando e finalmente aceitando que o amor que sinto por ele é maior que o ódio. Liguei o carro e sai daquela casa, antes que ele pudesse ir até mim.
Arthur narrando: “ Ela me deixou no corredor e saiu correndo, eu até tentei ir atrás dela, mas, ainda não consigo correr e quando cheguei no andar de baixo, ela já tinha saído em disparada e cantando pneu...”
Mel: O que foi isso Arthur? – Ela saiu do colo de Chay e veio até mim. –Espero que não tenham acordado Clarice...
Chay: Tarde demais! – Ouvimos um chorinho agudo e alto e ela me reprendeu com o olhar. – Poxa, Arthur!
Mel: Está vendo o que você fez? Porque você tinha que traí-la hein, isso poderia não ter acontecido. E agora? Aonde será que ela foi? Naquele estado, meu Deus... – Ela me olhou e colocou a mão na cabeça, andando de um lado para outro, preocupada.
Arthur: Eu não sei... Desculpe-me. Eu a beijei, eu não... – Ela não me deixou falar.
Mel: Não quero explicações, sugiro que vá atrás dela ou algo muito ruim pode acontecer! – Ela falou com a mão no peito e muito nervosa, eu me assustei. –Eu estou com um aperto no peito.
Arthur: Não me assusta Mel, você e seus pressentimentos! – Eu falei chegando próximo dela e pedindo um abraço, que ela não me negou.
Mel: Vai Thur, vai atrás dela! – Ok, ela me assustou agora, dei um beijo em sua testa e peguei as chaves do meu carro, ela não podia ter ido longe. – Por favor...
Peguei as chaves, entrei no carro e dei partida. Fui atrás às ruas perto da casa de Mel, como eu não sabia de fato onde ela estava, peguei o caminho da escola. No meio do trânsito, estava um engarrafamento do caramba, eu fiquei algum tempo tentando ver o que havia acontecido, havia uma ambulância e a policia, como eu estava curioso, decidi descer e ver o que tinha acontecido. Primeiro, me meti no meio das pessoas que estavam ali, a única coisa que vi, foi destroços e senti uma dor no meu peito, quando vi que o carro que estava ali, era o dela. Da minha Lua. Respirei pesadamente e me enfiei dentre a multidão que ali estava, já estava quase chorando, esqueci até das dores que eu tinha, cutuquei um policial.
Arthur: Com licença, o que houve aqui? – Pedindo quase aos céus que eu tenha me confundido de carro.
Policial: Um caminhão colidiu com este carro. – Meu coração disparou na hora que ele disse isso.
Arthur: Desculpa-me, mas, havia alguém no veiculo? – Ele assentiu que não e eu suspirei aliviado.
Policial: Parece que a moça que estava no veículo desceu para a cafeteria e um caminhão desgovernado atingiu somente o carro dela, que estava estacionado na frente da cafeteria, ela não se feriu, está apenas na ambulância, pelo choque do que aconteceu. – Depois dessa, eu suspirei mais uma vez, era quase um milagre, ela não está no carro, obrigado meu Deus, por mais essa chance. Agradeci o policial e expliquei que conhecia a moça, ele me deixou vê-la.
Policial: Ela está dentro da ambulância, seja breve, ela ainda está em choque. – Eu assenti sorrindo e agradeci mais uma vez. Eu fui até a ambulância e pedi licença, a enfermeira estava com ela, os olhos inchados e vermelhos dela me deixaram de coração apertado.
Enfermeira: Com licença senhor, você é conhecido da moça? – Ela me perguntou e eu assenti.
Arthur: Sou amigo, posso falar com ela? – A moça assentiu e se retirou da ambulância. Obrigado...
Lua: Ar...thur. – Ela tremia muito e pronunciou meu nome com dificuldade.
Arthur: Lu, sou eu Arthur, fica calma, olha pra mim. – Ela me encarou com o olhar triste.
Lua: Eu...não te...odeio. – Ela falou isso e eu sorri fraco.
Arthur: Eu sei Lu, não vamos falar sobre isso agora, vão te levar para o hospital, mas, eu vou atrás, ok? Não vou te deixar sozinha, vai ficar tudo bem. – Tentei acalma-la da melhor forma, a enfermeira chegou e disse que eu tinha que sair, pois era hora de leva-la.
Sai de dentro da ambulância e corri para o meu carro, o trânsito já havia melhorado, já que a policia, arrumou um jeito de dar espaço aos carros. Eu observei os destroços do carro dela mais uma vez e agradeci a Deus, por deixa-la sair ilesa dessa, pois não há vida para mim, sem ela ao meu lado. Finalmente, eu tenho a oportunidade de recomeçar. Dei partida no carro e segui a ambulância até o hospital onde a levaram, que graças a Deus foi o que Clarice nasceu. Eu conhecia todos ali. Estacionei em um lugar qualquer e fui atrás de informações, ela havia dado entrada e recebido atendimento de emergência, pois devido ao choque, sua pressão baixou. Eu nesse meio tempo, liguei pra Mel, avisei o que aconteceu e ela disse que vinha correndo pra cá. Fiquei algum tempo esperando mais informações até que um médico veio até mim.
Médico: Você é conhecido da paciente, Lua Maria Blanco? – Ele olhou o nome na prancheta e eu assenti. – Senhor?
Arthur: Arthur Aguiar. Pode falar, ela está bem? – Eu perguntei e pedi aos céus que estivesse.
Médico: Senhor Arthur, ela está bem, já a medicamos e apenas recomendo que ela descanse, depois de um susto desses, é tudo que ela precisa, escapou da morte por pouco. – Ele falou calmo e eu assenti entendendo tudo que ele me dizia. – Ela está no quarto trezentos e vinte. Com licença.
Arthur: Obrigado, doutor. – Eu andei subi alguns andares e procurei o quarto que ele disse. A encontrei deitada, serena e com soro na veia, uma enfermeira próxima a ela, medindo sua pressão, eu sorri abertamente. Com licença...
Enfermeira: Você? Pode entrar, ela já está medicada, só está tomando soro e logo vai ser liberada, só precisa descansar depois um susto como esse. – Eu sorri e ela nos deixou a sós.
Arthur: Como se sente Lu? – Eu cheguei próximo à cama e sentei, perguntando.
Lua: Viva, muito viva. – Ela sorriu fraco e eu peguei sua mão.
Arthur: Que bom que está bem, eu quase pirei quando vi seu carro naquele estado. – Eu falei olhando nos olhos dela. – Não sei o que faria sem você...
Lua: Eu escapei por muito pouco Arthur, no momento que aconteceu, eu voltei pra dentro da cafeteria pra buscar a minha bolsa, que eu tinha esquecido, você tem ideia do que eu senti na hora? – Ela falou e perguntou. – Pensei, que se eu estivesse dentro do carro, eu morreria sem dizer a você que eu te amo e não consigo te odiar.
Arthur: Você me disse. – Eu sorri e ela ficou vermelha e me encarou com o olhar sereno. Acredite...
Lua: E o que você disse? – Ela falou e eu sorri bobo.
Arthur: Eu, nada. Eu queria esperar você ficar bem para conversarmos. – Eu falei e ela sorriu, pela primeira vez, sorriu realmente alegre quando ouviu o que eu disse. – Você quer conversar?
Lua: O que você tem pra me dizer? – Eu sorri envergonhado, agora era finalmente a hora de dizer o que sinto e o que senti, quando pensei que a tinha perdido nesse fatídico acidente.
Arthur: Tantas coisas... Não sei nem por onde começar. Mas, só me escuta. Eu sei que não posso te pedir que volte pra mim, até porque, o que eu fiz não tem perdão, eu me enganei quando achava que não te amava, nós éramos mais jovens, eu era um maluco, não sabia o que eu queria da vida. Fiz aquela besteira de te trair. Eu mereço seu ódio e seu desprezo, eu sei. Mas, eu ainda te amo, ainda mais, descobri hoje, que minha vida sem você não faz sentido, eu senti meu coração se estraçalhar quando vi seu carro destruído naquela estrada, eu não suportaria te perder Lua. Já faz tanto tempo que isso aconteceu, eu sei que essa ferida é difícil cicatrizar, mas, depois de ver o quanto Deus foi maravilhoso em te deixar aqui, comigo. Percebi que não tem graça a vida sem você, a minha vida sem você Lua Maria, eu te amo tanto, me perdoa. Eu só quero uma chance de te fazer feliz, prometo que vou ser o melhor marido, pai, amigo e tudo mais que puder ser pra você e por você. – Eu falei tudo que estava preso em mim e mais um pouco.
Lua: Você é um bobo sabia? – Ela falou sorrindo e eu estava quase chorando de vergonha.
Arthur: Sou bobo por você. – Eu sorri e falei. – Somente por você, ah, e por Clarice, claro.
Lua: Só ela pode ter essa honra depois de mim, certo? – Eu assenti.
Arthur: Isso quer dizer...? – Ela assentiu, confirmando o que eu pensei.
Lua: Isso quer dizer, que mesmo você ter feito o que você fez, mesmo você sendo um idiota, eu também não sei viver sem você. Você é um idiota, mas, é o meu idiota. – Ela sorriu e eu abri um sorriso maior que o mundo. – Eu te perdoo.
Arthur: Acho que dentre todos os prêmios que eu ganhei, isso foi meu maior prêmio. – Eu sorri e me aproximei dela, quando eu cheguei mais perto de sua boca, fomos interrompidos por três pessoas muito loucas, entrando pela porta.
Mel: Amiga! – Ela veio até nós e falou. – Que susto você me deu.
Chay: Em todos nós! – Falou segurando Clarice, que sorria com apenas um dente em direção à madrinha.
Lua: Eu sei. Mas, está tudo bem. – Ela falou e pegou na minha mão.
Mel: Espera aí, o que eu perdi? Vocês dois? – Ela falou meio confusa.
Lua: Sim. É isso mesmo que vocês estão pensando. – Ela falou sorridente eu também sorri que nem idiota. – Eu o perdoei. E nós vamos tentar de novo.
Sorrimos juntos e foi aquela alegria, depois de tomar todo o soro, Lua foi liberada e eu a levei pra casa. Quer dizer, a casa dela. Conversamos enquanto eu a fazia comer, assistimos a um filme, para melhorar o astral e dar umas boas gargalhadas. Depois de tudo isso, eu finalmente pude curtir um pouco a minha namorada? Espera...o que ela é minha?
Arthur: Lu, como ficamos? – Eu perguntei confuso e ela encarou sorridente.
Lua: Bem assim... Juntos. Namorando. – Ela falou e meu coração quase pulou fora.
Arthur: Está falando sério? – Eu questionei ainda meio bobo.
Lua: Sério. Muito sério. Não vou desperdiçar essa chance que Deus me deu pra ficar com você. Não precisa de pedido, porque meu coração nunca deixou de ser seu. Só espero que cuide bem dele. Afinal, eu tenho uma relação de amor e ódio com você. Posso te odiar e te amar. Você é meu ódio e meu amor.
Arthur: Eu sei que você me ama muito mais! Eu te amo insanamente. – Eu sorri e a puxei pra um beijo, o beijo cheio de saudades e amor, intenso e cheio de descobertas. – Você me ama como eu te amo e eu adoro isso.
“Assim é o amor, como uma montanha russa. Às vezes ele está em cima, às vezes ele nos vira de ponta a cabeça, às vezes fica o medo de voltar a andar, ou melhor, sentir.”
Continua...
Xx Gente, amanhã é o ultimo, foi muito bom desenvolver esta shortweb pra vocês. Preparem-se, às vezes odiar é bem melhor que amar. Porque o amor ainda de mãos dadas com o ódio. E isso é instigante.
Boa noite meus lindos :) ate amanha! Fiquem com Deus. Amo vocês s2
Vou saindo, amanhã tenho que acordar cedo pra caralho...
Boa noiite... kisses
eu vou ser LuAr pra sempre!!!mas essas noticias doem mt em mim!!!
LuArParaSempreNosNossosCorações ♥
engraçado é, que hoje só foi Lua e Arthur pro Rock in Rio. hmmmmmmmmmmmm :99