Fazia um tempo que tava querendo compartilhar umas filosofias mamilísticas com vocês... Precisava de só de uns 300kg de coragem pra usar meu corpo pra isso. Acontece que sim, tanto em Barcelona quanto aqui na França o topless é liberado nas praias. Ninguém mexe com a gente, e tem mulheres de todas as idades, cores e formas fazendo isso. Algumas não fazem, mas todxs convivem numa nice. Apesar dessa liberdade toda, senti que andar pelas ruas com minha camiseta de tetas (da @savinastore) tem sido mais polêmico por aqui do que no Brasil. Mesmo quando eu tava usando ela para ir à praia, onde eu sempre tenho dado umas horinhas de sol pra pele fina e branca dos meus peitos. E aqui na França, ainda recebi a notícia de que talvez um mural que estou pra fazer possa ser censurado pela prefeitura, por que pelo visto é proibido fazer arte de rua com nudez ou conteúdo político. Ou seja: Tetas reais dentro do cercadinho, ok. Tetas simbólicas, jamais. Já no Brasil sinto o contrário. Enquanto as tetas existirem no plano do fictício (na arte, nas representações simbólicas, no imaginário pornô gerado por músicas sexistas e biquinis mínimos), tá tudo bem. O que a gente não suporta é a realidade das tetas existirem enquanto parte natural do corpo humano feminino, sem sexualiza-las. Seja num topless, seja ao amamentar uma criança na rua (que apesar dessa polêmica toda, é meio que pra isso que elas servem, gente...). Ainda sonho com o dia em que a gente vai parar com esse mimimi. E com o dia em que não seja preciso reunir 300kg de coragem pra postar uma foto dessas, da mesma forma que eu não preciso disso tudo pra postar uma foto da minha mão. #freethenipple #mamilospolemicos #artnomad #tattoodemochila (em Les Calanques de Sugiton)