🎧 - PZ & Mão Morta - Mil Euros Por Mês (2026) ✨
PZ e Mão Morta unem forças num hino à precariedade no Dia do Trabalhador.
No dia em que se celebra o trabalho, PZ lançou “Mil Euros por Mês”, single que conta com a participação explosiva dos Mão Morta. O tema, quinto avanço do projecto “Álbum de Família”, transforma a frustração quotidiana de milhares de portugueses num refrão obsessivo e corrosivo: “Eu quero mil euros por mês”.
Com música, letra principal, produção, voz, baixo e guitarras a cargo de PZ, o tema ganha peso e densidade através da colaboração com Adolfo Luxúria Canibal (voz e letra adicional), Miguel Pedro (bateria) e Ruca Lacerda (guitarras). Gravado nos Estúdios Arda e misturado por Zé Nando Pimenta, o single mistura o cinismo rock de PZ com a intensidade característica dos Mão Morta, resultando numa sátira política afiada e urgente.
A canção parte de uma realidade concreta: o salário mínimo nacional português aproxima-se dos mil euros, mas continua longe de garantir uma vida digna para a maioria das famílias. Sobre um ritmo contagiante, PZ descreve o regresso a casa com o frigorífico vazio, a saudade de um simples “presunto dentro de uma sandes” e a amargura de ver “tantos gajos a ganharem milhões” enquanto “ficam em casa a coçar os colhões”. A ironia atinge o pico quando o narrador admite que estaria disposto a “prostituir-se no meio de Gaia” ou ir até à Maia só para ter acesso a uma “vida de Boss” e passar os dias na praia.
Adolfo Luxúria Canibal acrescenta camadas de negrume habitual na sua escrita, referindo “pedófilos magnatas” e “Presidentes oligarcas”, reforçando o tom de revolta contra a desigualdade e a humilhação quotidiana.
“Mil Euros por Mês” surge na sequência de outros singles do “Álbum de Família”, como “Todo o santo dia” (com Samuel Úria), “Quem é que vai lavar a banca” (com Joana Espadinha) ou “Sou pai de filhos” (com os Retimbrar). O projecto tem-se revelado um retrato implacável e por vezes humorístico do Portugal actual, feito de famílias sobrecarregadas, precariedade e absurdos do dia-a-dia.
Numa altura em que o custo de vida continua a pressionar os salários e a habitação, PZ e Mão Morta não oferecem soluções, oferecem um espelho. E um refrão que, depois de ouvido uma vez, dificilmente sai da cabeça.
PZ & Mão Morta - DJ Massivemig Recommends.
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