Regina Silveira é artista multimídia e professora brasileira, nascida em Porto Alegre RS onde iniciou-se na pintura como aluna de Ibere Camargo, Ado Malagoli e Aldo Locatelli. Em seu percurso investigou diversas tecnicas e novas midias, comprometida com uma arte conceitual onde explora a resignificação de propriedades icônicas de objetos, animais e estruturas arquitetônicas. Faz amplo uso e subversão de linhas de perspectiva, malhas geométricas, silhuetas e sombras projetadas. Na exposição Crash!, exibida em 2015 no Museu Oscar Niemeyer, estiveram presentes obras que continham silhuetas de armas de fogo, tanques guerra, bombas, punhais e outros elementos que denotam hostilidade.
Em sua poética, Regina indica que estas formas e volumes podem ser alteradas, manipuladas. Que o som do disparo pode ser amplificada ou silenciado, conforme os interesse do poder. Em louças brancas, rachaduras são sobrepostas por um simulacro de rachaduras e furos de projeteis, são intensificadas. Obras que remetem ao estado constante de vigilância em razão do medo da violência, que afeta o cotidiano e nos submete a traumas físicos e psicológicos. Cacos de uma noção de solidez e segurança sempre almejada, e que não pode ser atingida em curto prazo, permanecendo irreal e distante em meio a crises e dissolução de conquistas. Por meio da visão escutamos a onomatopeia, e é a imagem que ecoa em nossa mente lembrando o ruir deste ideal inatingível.
Fui encarregado de desenvolver e aplicar a identidade da mostra, em materiais de divulgação virtual, plotagens, folder e catalogo. Desenhei o lettering com referencia nas onomatopeias de Hqs, com uma distorção que indicasse movimento, buscando manter a simplicidade de leitura para o caso de tamanhos reduzidos. A palavra Crash também poderia ser apresentada sem as ondas de força. Usei ela como relevo apenas no branco na capa do catalogo, que apesar de simples tem uma aba grande dobrada para aumentar a resistência.