De uma naturalidade inatural incontestável
tudo é paradoxal
no espírito não maleável
Ao acordar decidida
A enfrentar as saídas
E vindas
Pranto, de quem já plantou demais
Flores mortas
Faces tortas
Pensa: “já não sou capaz!”
Mas suporta
E levanta
Mais um dia a superar
Ciclo, estrada, vivência e nada
Tudo sente
Nada passa simplesmente
Despercebido
pelos olhos
De poetisa
e todo o lirismo
de sentir-estar
a arder em vida













