because I want to, because I feel || Small: Mattell
Desde sua saída do hospital, Adell não conseguira tirar Matthias de seus pensamentos um minuto se quer. A forma como o loiro cuidara de si, como se mostrou tão preocupado, lhe fez enxergar que aquele sentimento de um ano atrás ainda existia e que, principalmente, nunca morrera como pensara. Três anos era um bom tempo para que a bailarina sentisse o suficiente a presença do chef. Alguns dias haviam se passado desde o seu acidente, havia quebrado o pé e graças a uma grande fratura em seu tornozelo, tinha de usar uma tala preta até o joelho; a mesma era muito quente e incômoda, mas se quisesse ficar melhor logo, teria de usá-la sem reclamar. Em forma de agradecimento a Matt, Adell tivera a ideia de um jantar, não só de agradecimento, como também uma desculpa para poder vê-lo novamente. A tarde estava tranquila, mesmo depois do ataque surpresa, todos caminhavam calmamente enquanto conversavam e Adell logo saíra do táxi em que estava. Trajava um vestido florido e leve, junto a uma sapatilha e o cabelo semi-preso. Adentrou no restaurante com certa curiosidade; olhava tudo e agora observava com mais interesse tudo à sua volta quando esbarrara em um garçom. “Oh, me desculpe... Sou muito distraída.” Disse já com as bochechas coradas. “Aproveitando esse pequeno acidente, você poderia me informar se o Chef McCartney está por aqui?” Perguntou discretamente na tentativa de não mostrar sua ansiedade em vê-lo. “Sim, senhorita. Ele está na cozinha. Você quer que eu o chame aqui?” Sem conseguir conter o sorriso, Adell assentira, mas antes de responder ao rapaz tivera uma ideia melhor. “Isso seria incrível, mas se não for pedir muito... Eu poderia ir falar com ele? Não precisa tirá-lo da cozinha para isso. Te juro que não vou demorar e não irei falar que você me colocou lá dentro, é só que... É muito, muito importante que eu entre lá e fale com ele.” Pensativo, o empregado demorara alguns segundos até levá-la até a porta para a cozinha, pedindo-lhe segredo já que a entrada de outras pessoas na cozinha não era bem vindo. A bailarina, sorrindo de orelha a orelha, assentira e então adentrou naquele lugar que estava tão movimentado quanto o salão. Percorreu seu olhar pelo local e ao vê-lo, o brilho intenso rapidamente surgira neles. Matthias estava concentrado em seu trabalho, mas mesmo assim, Adell poderia ficar parada ali por horas; seu coração já pulsava tão rápido que era possível escutá-lo. Aproximou-se com cautela e manca por causa da tala. “Eu realmente queria saber flambar uma carne desse jeito, me deu até inveja.” Disse em tom de brincadeira atrás de seu amado.













