Preso. Ótimo. Porque era exatamente isso que precisava. Levi pelo menos tinha deixado o filho na casa dos avós e foi para lá que mandou a coruja com a única carta que podia enviar. Aparentemente seus pais já haviam começado a se mexer com advogados, mas ainda assim passou a noite na sala de contenção do Ministério. Estava deitado no chão quando ouviu os dois aurores falarem sobre a transferência do Lupin para o St. Mungus. Imediatamente, Levi se levantou e foi para as grades tentar ouvir mais informações. Aparentemente, o namorado estava bem. O problema é que ainda não tinha acordado, mas estava fora de perigo. O alívio foi enorme e quase chorou com o peso que saía de seus ombros, de seu peito. O problema agora era que não podia sair dali para visitá-lo. A transferência iria ocorrer depois do almoço e Levi não tinha como conseguir que o liberassem antes disso, seu advogado tinha falado que demoraria pelo menos até o finzinho da tarde. Não podia esperar até lá. Conhecendo aquela estrutura, certamente não haviam câmeras por ali, o Ministério desprezava as modernidades trouxas então pôde realizar sem medo sua mudança. As roupas ficaram para trás mas Levi se transformou em um gato. Com facilidade, passou pelas grades. O animago marchou para fora da cela e saiu se esgueirando pelos corredores, até parou para receber carinho de alguns Aurores que trabalhavam e tentavam especular de quem era o felino. Se bem soubessem! Levi, em sua versão gato, escapou do Ministério sem confusões, se dirigindo para a casa dos pais. No meio do caminho, porém, os planos mudaram. Os viu tomando chá em um quiosque que certamente foi recém reconstruído e eles estavam sem Bernardo. Só podia significar uma coisa: Maya estava de volta. Mudou então a direção para a casa da ex-namorada, chegou lá com rapidez e pulou para se pendurar na janela da sala, batendo no vidro com as patinhas enquanto miava alto para ajudar a chamar atenção da bruxa.











