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me: -gets a starter meme from a batman.- me: -pauses. googles a moment later “ do bats drink blood? “-
My leg pain is back with a vengeance why.
I don’t want to spend money on physiotherapy again go away pls.
Seriously want to travel. America, Japan, Australia and Germany are the main ones.
Capítulo 29 - Maybe work.
Eu olhei bem pra cara do Landon e tive que rir. Tipo, sério que ele tá perguntando isso assim com essa cara de quem é superior? Que?
Eu: É pra falar a verdade ou é pra mentir? – Eu dei um sorriso cínico e ele retribuiu.
Landon: No caso, - ele passou a mão no cabelo e continuou com o sorriso cínico - você não precisa nem responder, eu já sei a resposta.
Eu: Então você já sabe que eu não senti. – Sorri e ele me encarou procurando uma forma de me responder, mas desistiu e não disse nada. – Bom, agora eu tenho mais o que fazer, é claro, licença.
Não vou ser hipócrita de dizer que eu senti zero saudades dele nesse tempo, ele foi o primeiro cara que eu gostei, mas ele também foi o primeiro cara que me fez sofrer, ou seja, uma coisa foi anulada pela outra. É claro que eu fiquei surpresa e queria agir de outra forma, mas é o Landon né, não dá pra ceder com ele. Até porque, quem ele acha que é pra chegar aqui e achar que tá tudo ok? Eu hein, comigo não.
Ele já tinha saído de perto de mim e sentado com os pais dele. Eu fui até meu pai, pedi o celular dele e subi pro meu quarto, que por sinal, tava igualzinho.
Liguei pro meu celular e no primeiro toque o Guilherme atendeu com uma voz tão assustada que eu tive que segurar pra não rir dele.
Guilherme: Oi Tom. A Khloe deixou o celular no meu carro ontem quando eu deixei ela em casa – eu ri e ele ficou sem entender nada.
Eu: Sou eu seu otário, HAHAHAH.
Guilherme: Porra cara, eu já tava esperando seu pai me matar pelo telefone mesmo, puta que me pariu.
Eu: Fala sério, meu pai deve gostar mais de você que de mim – ele riu.
Guilherme: Ah Khloe, tu sabe que não é difícil alguém gostar mais de mim que de você, HAHAHA.
Eu: RA RA RA, engraçadão tu. Aliás, o que tu vai fazer hoje?
Guilherme: Sei lá, acho que nada, por que? Tá pensando em que?
Eu: Sei lá, que você talvez pudesse aproveitar que tá com o meu celular e subir a serra pra me devolver ele.
Guilherme: Porra Khlo, o que tu tá fazendo em Petrópolis? – Ele falou frustrado.
Eu: Vim ver meu ex – eu falei séria e só ouvi ele respirando fundo do outro lado.
Guilherme: Landon, né?
Eu: É.
Guilherme: Vocês não estavam a sei lá, 2 anos sem se falar?
Eu: Pois é, foi uma ideia estúpida dos pais dele que meu pai compactuou e eu tô zero afim de aturar ele aqui. Mas como eu não dirijo e não tenho como voltar, pensei que você poderia vir – ele deu uma risada meio sem graça que não entendi muito e até pensei que ele ia falar que não ou desligar na minha cara e fingir que minha bateria acabou ou sei lá.
Guilherme: Tá certo, eu vou. Mas ó, nada de beijar o ex hein.
Eu: Até parece né Guilherme, me respeita, HAHAHAH – ele deu uma gargalhada do outro lado – vê se não demora.
Guilherme: Yes sir.
Eu desliguei e fiquei jogando no celular do meu pai um bom tempo.
O bom do Gui é que ele nunca diz não, mesmo que seja a maior enrascada do mundo que tu tá metendo ele e se não chamar ele ainda reclama. Eu sei lá porque pedi pra ele vir também, tipo, a gente ficou e tal e meio que decidiu algo, mas até então, ele é só meu amigo, apesar de eu curtir muito ficar com ele.
-
Eu desci pra levar o celular pro meu pai e dei de cara com a Anne me procurando.
Eu: Ei baixinha – ela olhou pro topo da escada e abriu um sorriso de orelha a orelha, parecia até que tinha achado um tesouro.
Anne: Ei Koe, desce pra ver quem tá aqui.
Eu desci as escadas e quando olhei pra frente o Guilherme já tava aqui. Ela realmente tinha achado um tesouro pois nunca vi gostar tanto de uma pessoa igual ela gosta do Gui.
Eu: Tu veio voando porra?
Guilherme: Tu sabe quantas horas tem que você me ligou? E não é você que sempre fala pra não falar palavrão na frente dela? – Ele balançou a mão da Anne e ela riu.
Anne: Vem, o almoço tá pronto – ela saiu puxando ele pelo braço e eu fui atrás segurando a outra mão dele.
Porra, almoço. Eu realmente perdi a noção do tempo jogando, que isso.
É engraçado a conexão que o Guilherme tem com a Anne, onde ela vê ele, ela vai atrás e quer ficar por perto e por incrível que pareça, ele faz o mesmo, se brincar ela já é mais amiga dele do que eu já fui um dia.
Chegamos na área de mãos dadas e fui com ele devolver o celular do meu pai.
Pai: E aí Gui, tudo certo? – Ele olhou pra nossas mãos e o Guilherme deu um sorriso amarelo.
Guilherme: Boa tarde Tom, boa tarde gente – ele deu um aceno geral e voltou a segurar minha mão.
Landon: Então você que é o namorado da Khloe, hein? – Ele levantou a sobrancelha pra tentar intimidar o Guilherme, graças a Deus sem nenhum sucesso.
Guilherme: É, acho que podemos chamar assim né, Khlo? – Ele piscou pra mim e me abraçou.
Eu: É isto – eu dei um selinho nele. – E ai, vamos almoçar ou o que?
Todo mundo deu uma risada e a Milena puxou a fila primeiro pra colocar comida pra Anne e logo em seguida todos fomos colocando a comida e sentando nas mesas. Sentei na mesma mesa que a Anne tava sentada sozinha enquanto a Milena colocava comida pra ela. E o Guilherme sentou do meu lado.
Anne: Então agora vocês namoram? – Ela deu um sorriso tão grande que eu e Guilherme começamos a rir.
Guilherme: Então você tava torcendo pra isso hein?
Anne: Você é legal e bonito, combina com a Koe – ela encheu a boca de comida e riu.
Eu: Pelo menos fã a gente já tem, HAHAH.
-
O almoço foi meio estranho. Geralmente nessas ocasiões eu estaria pelo menos perto do Landon e agora eu tô com a Anne e o Gui longe de todo mundo na área. Mas, estar aqui, em família, com o Gui me parece ser tão certo e tão mais que só amizade. É claro que não somos um casal nem nada disso mas sei que também não somos só amigos há um bom tempo, sei lá.
Guilherme: Ele não tira os olhos de você, – ele olhou em volta e riu – se eu fosse você, estaria preocupado.
Eu: Ele só não tá no habitat natural dele, é assim mesmo.
Eu olhei pro Landon e nossos olhares se cruzaram, mas foi tão estranho. Na verdade, é tão estranho olhar pra ele e ver que ele já não significa nada além de um cara que ficou no passado pra mim, mas também é bom, sei lá.
Guilherme: Quero te mostrar uma coisa Anne – ela parou de comer e abriu um sorriso enorme pra ele.
Anne: O que?
Guilherme: É surpresa. Assim que você terminar de comer eu te mostro.
Anne: Mas eu já terminei – ela empurrou o prato e olhou pro Gui.
Eu: Não senhora, pode terminar de comer, comeu nada – eu empurrei o prato de volta e ela fez cara feia pra mim.
A Anne é tão fofa, esperta e determinada que eu mesma fico com inveja dela, dá vontade de ficar o dia inteirinho apertando ela.
Ela terminou de comer tão rápido que me deu vontade rir, mas me segurei.
Guilherme: Agora sim, - ele bateu palmas e ela riu – vamos guardar os pratos e ir ver sua surpresa – ele pegou nossos pratos e levou pra cozinha e eu e Anne fomos atrás dele.
Anne: Vamos logo – ela saiu puxando a gente pro carro dele.
Chegamos no carro e era a coisa mais estranha isso. O Gui trazendo presente pra Anne na Serra, vindo pra cá só porque eu pedi pra ele me ajudar a aturar a presença do Landon já que eu não podia ir embora e minhas amigas não estavam comigo. No caso, a Laís né, porque a Jade ainda não voltou a falar comigo.
Guilherme: Tem pra você também – ele sorriu e tirou dois saquinhos do porta luvas e deu um pra mim e um pra Anne.
Cara, o sorriso do Gui é tão bonitinho e cativante que eu sempre me pego viajando nele.
A Anne abriu logo o saquinho dela que tava escrito “Anne” de rosa e tirou uma foto em que ela tava no colo do Gui e uma pulseirinha linda de ouro com umas florzinhas com pedrinhas rosa. Quando ela tirou tudo do saquinho ela deu um sorriso tão grande que era impossível não sorrir junto com ela.
Guilherme: Gostou?
Anne: Eu amei muito. Coloca pra mim? – Ela esticou o bracinho, entregou a pulseira pra ele e ele abotoou no braço dela. – Aí, ficou tão linda, obrigada Guillaume – ela deu um beijo no rosto dele e saiu correndo com o bracinho esticado pra cozinha, onde a mãe dela estava com meu pai.
Eu: Acho que ela não vai querer tirar essa pulseira nunca mais – nós rimos.
Guilherme: Agora abre o seu – ele apontou pro saquinho, que estava escrito “Khloe” de preto brilhoso, na minha mão.
Eu: Você por acaso está tentando me comprar? – Eu disse enquanto abria o saquinho.
Guilherme: Não sabia que você estava a venda – ele riu.
Eu: Você tá muito engraçadinho hoje né.
Quando consegui abrir o saquinho tinham duas fotos, uma minha emburrada e ele me olhando e rindo de longe e outra, de nós dois se beijando na praia ontem. ONTEM.
Espera, ONTEM ELE TIROU FOTO NOSSA!!!
Eu: Espera aí, você tirou foto nossa ONTEM? – ele riu do meu quase surto.
Guilherme: Tirei. Tinha que marcar o momento histórico que você deixou de ser sonsa e enxergou o que tava bem na sua frente há anos luz. Agora, – ele ficou sério – olha o resto.
Ele pegou o saquinho e virou na minha mão e caiu um anel de ouro branco com uma pedra preta, parecia um solitário.
Eu: Isso é um pedido de namorou ou de casamento? Não tá meio cedo pra isso? - Ele revirou os olhos.
Guilherme: Você não perde a chance de questionar tudo né? Pelo amor de deus, como você consegue? – Ele colocou o anel no meu dedo e riu – Aliás, de nada.
Eu levantei a mão e olhei pro anel que era a coisa mais linda do mundo e não poderia combinar mais comigo e logo em seguida beijei ele.
Esse beijo foi tão diferente de todos os outros, não sei se é por tudo que tá rolando entre a gente mas parece que foi um beijo pra selar algo que nem eu e nem ele pedimos ou aceitamos.
Guilherme: É assim que você fala que gostou do presente? Vou ter que comprar mais presentes pra você – nós rimos.
Eu: Eu só não gostei de como você conseguiu as fotos, mas obrigada mesmo assim, vou colocar elas em um porta-retratos no meu quarto.
Guilherme: Eu já sabia que você ia reclamar disso. – Ele me olhou sério – Aí, acho que a gente precisa conversar sobre algumas coisas relacionadas a ontem né? – Ele coçou a nuca e desviou o olhar.
No mínimo estranho. Eu nem respondi, só puxei ele escada acima e fomos pro meu quarto.
Eu acho que nunca tive uma conversa realmente séria com o Guilherme, tudo entre a gente sempre foi muito leve, até as brigas, mas também nada nunca foi conversado adequadamente e eu nem esperava que ele quisesse conversar sobre isso, mas eu também queria falar sobre.
Eu fechei a porta do quarto atrás de mim, sentei na minha cama e bati a mão do outro lado pra ele sentar.
Guilherme: Tô me sentindo em casa aqui, seus quartos são todos iguais.
Eu: Não sou muito diversa com decorações de quartos – ele sorriu, sentou do meu lado e passou o braço pelo meu pescoço.
Guilherme: Eu gosto muito disso que a gente tem sabia? Sei lá, a gente não é um casal, mas é muito perceptível que também não somos só amigos já tem algum tempo. Acho que a gente funciona bem assim saca? Eu até tinha parado pra pensar sobre ontem e talvez funcionasse bem como algo mais sério também, mas não precisa se assustar porque eu cheguei à conclusão de que namorar não é muito pra gente, então não vou fazer um pedido nem nada, respondendo a sua pergunta sobre o anel – ele riu.
Eu: Eu não me assustaria se você pedisse, – eu dei um sorriso – mas eu também acho que a gente não é pra namorar, pelo menos, não um com o outro. E talvez tentar isso fosse só pra provar que somos capazes de algo que a gente nem gosta.
Guilherme: Foi exatamente o que eu pensei. – Ele colocou meu cabelo atrás da orelha com a mão livre e deu um sorriso – Mas, eu gosto muito de como a gente parece um casal às vezes e não queria que isso mudasse. E também gosto dos programinhas de casal que a gente faz às vezes, tipo sair pra andar com a Anne, ver filme, sair pra jantar e tal.
Eu: Então a gente vai ser um casal, mas sem ser. É isso?
Guilherme: É, sei lá – ele deu de ombros. – Inclusive, eu sei que a gente não vai namorar, mas eu quero te pedir uma coisa relacionada a isso, – ele engoliu em seco e desviou o olhar pro outro lado do quarto – tipo, eu sei que já fiz isso outras vezes, mas eu queria pedir que se você ficar com outras pessoas, que não seja no meu campo de visão, não quero ver. Mas se quiser contar, vou estar aqui pra te ouvir, só não quero ver mesmo – ele riu de nervoso como se tivesse feito o pedido mais absurdo do mundo.
Eu: Eu ia te pedir a mesma coisa, então foi bom tu ter falado.
Guilherme: Então acho que é isso né? – Ele segurou meu rosto, me deu um selinho e logo em seguida tirou meu celular do bolso e me entregou – Atende essa bosta porque não aguento mais isso vibrando na minha perna, pior que o celular do Caio em dia de festa. - Eu ri e peguei o celular da mão dele.
Tomei um susto quando olhei pra tela e estavam a foto e o nome da Jade, mas atendi logo antes que ela desistisse de falar comigo.
That awkward moment when...
Your parents catch you sneaking in late last night and ask you where you’ve been
What if I just moved to New Zealand after I graduate...??