Encontrei o amor. Sim, eu digo à vocês que encontrei o amor. Não um amor, mas “o amor”. Encontrei-o à beira de meus quatorze anos de idade, no chamado ensino fundamental em plena fase de confusões-mentais-de-adolescentes e problemas-de-família. Encontrei uma pessoa que dizia gostar de mim, e, a partir disto, foram algumas milhares de conversas, segredos compartilhados, ansiedade entre o primeiro encontro, o medo do primeiro beijo. Será que eu consigo beijar? Será que vai dar certo? E, em meio à tantas duvidas eu posso dizer que já era amor antes de ser. Não sei vocês, mas, eu, acredito que tudo que existe, acontece e deixa de acontecer, compreende um incrível propósito de um ser muito iluminado, chamado Deus. E quando eu encontrei o amor, antes de saber que era amor, bem, achei que fosse apenas um ser que apareceu na vida de uma simples adolescente. Mas não. Pouco depois, entendi o estava acontecendo na minha vida. Os planos do maior ser que existe no mundo, o meu Deus. E que Deus. Então, meus caros, eu encontrei o amor. Que é a minha grande guinada da vida. Minha direção. Tanto quanto um barco precisa de uma âncora para se atracar no porto, eu preciso desse amor para permanecer alinhada à vida. O amor que ao invés de me completar, me transborda. O amor que tira de mim a minha melhor parte. E também a pior quando é necessário. Mas que só me faz querer ser melhor a cada dia. Por ele, por nós, por nosso amor. Esse amor que me tem, me retém, me configura o ser que eu sou. Que transcende a minha alma e toda a minha formação como ser humano que sou. O amor que tem poder de manifestar meus sonhos, meus desejos e anseios. De mudar meu caráter, minhas vontades e atitudes. Que me invade, me incendeia, me transpassa, me acumula, me diverte, me ajuda, me estimula, e, também, me usa, me abusa e me tem. Esse amor que tem a certeza que o meu amor será sempre dele. E meu corpo também. Eu encontrei o amor para a minha vida inteira. O amor que não tem hora para se fazer presente. Aliás, o amor que nunca é ausência. Sua presença é tão forte que consome cada pedacinho do meu ser. Só sinto amor. Só existo por amor desse amor. Me faz viver, sabe? É tipo mágica. Ah, esse amor que é calmaria, tempestade, diversão, medo e discussão. O amor que é reconciliação, dificuldade, temperança, ríspidez, dúvida, insegurança. - quando os acontecimentos diários da vida nos coloca de cabeça para baixo -. Mas, que, acima disso tudo, é muita paixão, desejo fugaz, corpo a corpo. Amor que me leva ao delírio, que me enlouquece, me adverte e me refaz. Cada vez mais, a mulher que eu sou hoje. E que eu vou ser amanhã, e depois e depois (…)
Esse amor, magnífico amor, eu encontrei. Há cinco anos e quatro meses atrás, eu encontrei o amor que Deus já tinha preparado pra mim. Meu amor, bendito, tão esperado, e amado amor. O amor que eu quero que seja amor pra sempre. Não desejo outro. Não preciso de outro. Meu amor, metade do meu ser. Ainda bem que eu o encontrei. Aliás, não teria outra opção, estava escrito, tinha que acontecer.