Nightmare
por Arthur Arryn.
Com perfeição lírica e um ótimo rock, temos o retorno da lendária Agatha Melina, que não traz nada além do que já conhecemos que é do feitio dela: alta música em alta qualidade. Porém, nesse album, o seu forte também parece ser um prelúdio de sua ruína. Com algumas produções melódicas que poderiam estar em Violence e conteúdo lírico com raizes que parecem paralelas ao seu último álbum Forget Me Not e também seus EPs Inspire e Expire, ela traz uma fusão de seu auge artístico, o que trabalha a favor de Melina por um lado, já que Nightmare é indubitavelmente um de seus maiores trabalhos, mas também trabalha contra ela por outro lado: todos já conhecem e amam essa Agatha. Quantas vezes mais ela pode nos mostrar uma Agatha tão intrigante e avassaladora quanto essa e quantas facetas mais ela tem? Quanto ao album em si, todas as faixas são igualmente excelentes, as letras são impecáveis, sinceras e cruas, com melodias que remetem ao tema central do álbum e é interessante como ele evolui seguindo seu título, já que todo ele soa como o começo de um pesadelo que vai evoluindo, se tornando mais e mais lúcido, até que chegamos em Diminish It e sentimos ele lentamente se esvair enquanto “acordamos”, processo esse continuado por Fight The Wind e concluído, finalmente, pela genialmente posicionada Rise, outro e última faixa do álbum, que como seu próprio título sugere, é o momento em que o eu-lírico acorda de seu pesadelo. Rise não tem versos escritos, mas é praticamente um truque da musicoterapia, já que ela nos dá a sensação de finalmente se livrar do pesadelo, mas parte da angústia dele ainda está presente. Nightmare é um álbum magistral e histórico para a indústria. Para a discografia da grande Agatha Melina, nem tanto.
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