Os Observadores estão de olho em MAYUMI NICOLE VILLANUEVA Eles dizem que ela tem 23 anos e que está na Ilha há 1 ANO, já deve estar acostumada com as regras da cidade. Como YUMI se parece com ANDREA BRILLANTES, é bom tomar cuidado e não sair do DORMITÓRIO 4 de noite porque mesmo sendo filha de METUS e LEGADO DE MARTE, vinda do ACAMPAMENTO JÚPITER, aqui é apenas mais uma no meio da multidão.
Cuidadores da horta.
Centuriã do dormitório 4
𝐈𝐅 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐁𝐄𝐈𝐍𝐆 𝐖𝐀𝐓𝐂𝐇𝐄𝐃, 𝐘𝐎𝐔 𝐀𝐑𝐄 𝐒𝐓𝐈𝐋𝐋 𝐔𝐒𝐄𝐅𝐔𝐋.
Ser filha de Metus e legado de Marte não é uma combinação muito boa para a personalidade de alguém. Mayumi antes da Ilha demorava demais a confiar nas pessoas, tinha um certo receio de fazer amizades e preferia passar seu tempo livre treinando. As poucas pessoas em quem a semideusa confiava, porém, ganhavam uma versão mais suave de si. Sem respostas ríspidas, sorrisos gentis presos nos lábios e alguém sempre disposta a ajudar. Sua linguagem de amor são atos de serviço e toques físicos, então era comum ver a semideusa buscando conforto na presença dos amigos.
Depois de umas bebidas Yumi diria que essa carência com os amigos era o reflexo da falta de atenção da mãe e o silêncio do pai. Por ser considerada frágil por causa da aparência franzina, Yumi tentou compensar com treinos árduos para aumentar sua agilidade. Apesar de ter até conseguido isso, ainda é bastante desajeitada.
𝐘𝐎𝐔 𝐃𝐈𝐃𝐍’𝐓 𝐀𝐑𝐑𝐈𝐕𝐄 𝐇𝐄𝐑𝐄. 𝐘𝐎𝐔 𝐖𝐄𝐑𝐄 𝐓𝐀𝐊𝐄𝐍.
Crescer em Nova Roma tinha suas vantagens. Ao contrário de alguns semideuses que chegavam no acampamento na adolescência e precisavam se adaptar à vida regrada do ambiente, Mayumi já nasceu nesse meio. Sua mãe, uma legionária da Terceira Coorte, carregava a marca de Marte e afugentava as pessoas que ousavam olhar torto em sua direção. Sua marra não foi o suficiente para afastar Metus, porém, o deus achava graça na semideus de cara amarrada ajudando em missões fora do Acampamento. Foi numa dessas saídas que a garota encontrou o deus, o envolvimento breve rendeu algo que ela não esperava: uma gravidez indesejada. Com apenas dezessete anos, carregava um feto em seu ventre.
O medo lhe tomou, quase não seguiu em frente com a gravidez mas, no fim, não teve coragem de se livrar daquela coisinha que crescia dentro de si. A semideusa não amou a filha quando esta nasceu, cuidava do bebê porque seu coração amoleceu ao ver o rostinho pequenino, os olhinhos inocentes e o sorriso desdentado. Mas amor? Carmelita não sentia isso por Yumi. O reflexo disso foi uma infância cheia de treinamento e disciplina para a criança.
Ao contrário da mãe, Yumi era pequena e desajeitada, mal conseguia carregar a armadura minúscula que os filhos de Vulcano fizeram para ela; sua arma acabou se tornando uma adaga pois era a única coisa que ela conseguia encaixar na mãozinha. Toda essa rigidez ajudou no seu processo de aprendizado, quando enfrentou a casa do lobo, não teve dificuldades em reproduzir o que Lupa queria. Na sua saída, o olhar agitado que tinha no rosto não era a única coisa que havia mudado: Mayumi conseguia ter mais controle com as armas, mas nem isso lhe tirou da sentença de ir para a Quarta Coorte. O olhar de decepção da mãe é algo que está gravado em sua mente até os dias atuais.
A Marca de Metus veio para confirmar o que Carmelita dizia mas que não conseguia provar por causa da falta de poderes de Yumi. Até os 15 anos, nada tinha se manifestado. Pelo menos não até ser provocada por outras crianças. De repente nem ela e nem a menina que lhe perturbava estavam perto do refeitório, estavam em um penhasco. A altura era desconcertante, o barulho das ondas soava alto… a semideusa em sua frente parava de lhe perturbar pois estava aterrorizada com a altura. Quanto mais a garota tentava se afastar da beira, mais o penhasco encolhia. Yumi demorou a entender mas quando finalmente o fez, soltou-se daquela ilusão. Estavam de volta no refeitório, a diferença era que a outra semideusa se encontrava encolhida com lágrimas escorrendo pelo rosto e o medo gravado em sua face. Sem perceber, Yumi tinha despertado uma ilusão do maior medo da outra semideusa, seu poder resolvia dar as caras depois de todo aquele tempo inativo.
As missões se tornaram mais fáceis com o passar dos anos, os outros campistas pararam de lhe perturbar e sua mãe… essa continuou distante. A dor dessa ausência era sufocante, mas Yumi colocava um sorriso no rosto e iniciava mais um dia. Não era o método de enfrentamento mais saudável mas foi eficaz até o momento em que a mulher desapareceu. Carmelita sumiu da noite para o dia sem deixar rastros. A filha de Metus ficou obcecada quando percebeu que sua mãe não era a única a sumir assim tão de repente. Esses sumiços se tornaram sua obsessão. Contra o conselho de Lupa e dos amigos, colocou uma mochila nas costas e saiu em busca de respostas. A aliança com o acampamento grego serviu para que descobrissem que Nova Roma não era o único lugar perdendo campistas, o acampamento meio-sangue também estava enfrentando esse problema. Demorou três semanas para Mayumi descobrir para onde todos estavam indo, e descobriu isso da pior forma: desaparecendo também.
Seus olhos se fecharam para dormir e um sonho estranho lhe acometeu. Quando acordou ofegante, estava na floresta, mas não na floresta em que acampava. Correr para a cabana lhe salvou, mas ao chegar na cidade, a notícia de que sim, sua mãe esteve ali mas morreu cinco dias antes de sua chegada foi devastadora. Havia chegado tarde demais e agora estava presa.
𝐒𝐎𝐌𝐄 𝐃𝐄𝐒𝐓𝐈𝐍𝐈𝐄𝐒 𝐀𝐑𝐄 𝐖𝐎𝐑𝐒𝐄 𝐓𝐇𝐀𝐍 𝐃𝐄𝐀𝐓𝐇.
DIMENSÃO DO TERROR —
ANTES DA ILHA: Mayumi é capaz de sentir qual é o maior medo de seu adversário, seja ele algo real ou apenas sensações. Ela consegue captar o terror e ampliar ao ponto de levar o alvo para o que chama de dimensão do terror; nada mais é do que uma ilusão na mente do outro onde faz que com vivenciem esse medo. Com monstros era complicado, eles não têm uma mente como a humana, então os medos eram mais sensações que a semideusa precisava ampliar até despertar o pavor neles ao ponto de os confundir e atrapalhar, lhe dando vantagem nas lutas. Para seu poder ter eficácia, Yumi precisava de contato visual com suas vítimas.
NA ILHA: Ali, Mayumi percebeu que seu poder se tornou quase inútil. As criaturas dali são diferentes e demonstram que não são afetadas pelo seu poder, ela não consegue ter acesso a nada na mente das criaturas e eles não têm sentimentos de pavor ou medo para ela ampliar. Então seu poder foi reduzido a funcionar apenas quando está lidando com os monstros conhecidos na floresta. Mesmo assim, a quantidade de energia que isso lhe exige faz com quem a semideusa não recorra a usá-lo; caso tente, até consegue, mas fica esgotada fisicamente. Seu nariz sangra, a cabeça dói e ela fica com enxaqueca por dias pós uso.
PODER PASSIVO: Por ser legado de Marte, a semideusa tem uma força mais significativa do que o comum. Não chega a ser uma super-força como os filhos do deus da guerra costumam ter, mas Mayumi, apesar de ter uma estatura pequena e ser franzina, tem mais força do que aparenta.
𝐖𝐄𝐀𝐏𝐎𝐍𝐒
O machado de Ouro Imperial lhe acompanha desde os 16 anos. Foi o primeiro e único presente que Metus lhe deu. A bainha é preta para ter um bom contraste com a lâmina dourada; antes da Ilha o machado se transformava em uma pulseira que nos momentos de necessidade, bastava a semideusa desejar tê-lo para que este se transformasse na arma. Agora, porém, ele está preso em sua forma original de machado. Além de ter perdido a magia de transformação, perdeu a habilidade de ser um canalizador de seu poder ; antes da Ilha, quando a lâmina atingia o alvo, os pesadelos ficavam mais reais e tornava mais fácil da semideusa proferir o golpe final. Agora não tem mais isso, porém Mayumi ainda o carrega preso nas costas para onde quer que vá.










